Faz hoje 118 anos que nasceu José Régio.
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terça-feira, 17 de setembro de 2019
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
terça-feira, 27 de agosto de 2019
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Marcadores de livros - 1415
Os Beatles reuniram-se em estúdio pela última vez no dia 20 de agosto de 1969 para gravarem «I Want You (She's So Heavy)» para o álbum Abbey Road.
Para Luisa.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Boa noite!
Lenny Kuhr, a holandesa que ganhou a Eurovisão há 50 anos.
Em baixo, numa canção de 2011:
Para Maria Franco.
domingo, 19 de maio de 2019
1969: Jaime Graça, campeão nacional
Ontem Bruno Lage, quando entrou em campo para receber a Taça, vestiu a camisola de Jaime Graça, que foi campeão pelo Benfica há 50 anos.
De pé, da esq. para a dir.: Fidalgo, Eusébio, Artur Jorge, Jaime Graça, Torres, Coluna, Simões, Jacinto, Cruz, Fernandes e José Henrique. Em baixo: Toni, José Augusto, Malta da Silva, Néné, Zeca, Artur, ? e Adolfo.
Palavras de Bruno Lage, esta madrugada no Marquês de Pombal:
«"É só para avisar que ninguém vai para casa sem deixar a praça limpa, ok?".
«"Que este título, que esta reconquista, que este campeonato que estava perdido, seja também a forma de nós começarmos a dar mérito a quem ganha, e tem de partir de nós agora, [...] a partir do nosso exemplo, começarmos a olhar para os nossos adversários e quando eles ganharem, também lhes dar mérito, porque só assim é que, quando nós ganhamos, eles nos vão começar a dar mérito."»
Bruno Lage aproveitou a oportunidade para lembrar que «"o futebol é apenas o futebol", considerando que "há coisas mais importantes na nossa sociedade e no nosso país pelas quais temos de lutar". Partindo do fervor desportivo nutrido pelos adeptos, o treinador disse que se as pessoas "se unirem, se tiverem a força, se tiverem a exigência que têm no futebol noutros aspetos de Portugal, na nossa economia, na nossa saúde, na nossa educação, nós vamos ser um país melhor"».
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Boa noite!
Mais uma canção de 1969, desta vez pelos Musica Novarum, conjunto formado por Nuno Rodrigues, Daphne Stock, António Lobão e Judi Brennan, e que fou um dos muitos que estrearam no ZIP-ZIP.
quinta-feira, 16 de maio de 2019
quarta-feira, 8 de maio de 2019
A Crise Académica de Coimbra 1969
Lisboa: Caminho, 2019
A Crise Académica de Coimbra 1969: Uma reportagem fotográfica
de José Veloso é apresentado amanhã na Livraria Buchholz às 18h30.
«A Crise Académica de Coimbra de 1969 (foi com esta designação que ficou conhecida a grande vaga de luta estudantil que teve lugar nessa Universidade na primavera e no verão de 1969, há 50 anos) constitui um dos momentos mais altos da luta contra o regime fascista.
«Tudo começou com um ato simples: a recusa de satisfazer o pedido da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), por parte das autoridades políticas e académicas, para usarem da palavra em nome dos estudantes na inauguração de um novo edifício da Universidade, conhecido como o Edifício das Matemáticas.
«Esse episódio teve lugar a 17 de abril de 1969 e desenvolveu-se até ao final de julho, com uma greve a exames de dimensão maciça. Felizmente para nós, os estudantes que nessa altura colaboravam com a Secção Fotográfica da AAC, apercebendo-se da importância do que estava para acontecer, organizaram-se para fazer uma cobertura completa.
«Reuniram-se nas instalações da Secção, determinaram os locais onde cada um devia realizar o seu trabalho, distribuíram entre si rolos fotográficos e, ao longo de meses, participando na luta, escapando da repressão e dando gosto ao seu interesse pela fotografia, realizaram uma grande e completa reportagem que nos permite hoje apreciar a dimensão que aquela luta alcançou.
«Na sequência da crise académica de 1962, cuja repressão violenta os estudantes pagaram com a prisão, a expulsão e a recusa de adiamentos de incorporação nas Forças Armadas e correspondente envio para a guerra colonial, a Associação Académica de Coimbra era regida, desde 1965, por uma Comissão Administrativa nomeada pelo governo de Salazar e da qual faziam parte Ponce de Leão, José Miguel Júdice, Lucas Pires, Carlos Ganho, Cunha Melo, Sílvio Crespo, Cavaleiro Brandão e outros estudantes oriundos do Movimento Jovem Portugal. Mas a movimentação estudantil de caráter democrático não parara. E a coroar essa movimentação estaria a luta por uma reivindicação à qual foi aderindo a grande massa dos estudantes. Exemplo disso é o comunicado «À Academia», subscrito por representantes das secções da AAC, reclamando a realização de eleições para os corpos gerentes da Associação.
«A culminar este movimento, a 12 de fevereiro de 1969 realizam-se eleições das quais sai vencedora por larga margem (6 para 1) a lista democrática reunida em torno do programa «Para uma Universidade nova». Foi esta direção democraticamente eleita que, dois meses depois, ao reclamar o uso da palavra para falar em nome dos estudantes, desencadeou o processo a que chamamos Crise Académica de Coimbra de 1969.» (Sinopse)
segunda-feira, 8 de abril de 2019
Três homens numa foto: Brel, Ferré e Brassens
Há um cartaz com esta foto tirada há 50 anos, mais precisamente em 6 jan. 1969, por Jean-Pierre Leloir, quando François-René Cristiani juntou estes três 'monstros' para uma conversa na rádio.
É um dos dez cartazes mais vendidos em todo o mundo.
«Par leur immense talent, ils nous restent proches, actuels, in-dis-pen-sa-bles. Le temps ne fait rien à l'affaire, ils ne nous quittent pas et c'est extra!»
François-René Cristiani
Jacques Brel faria hoje 90 anos.
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Os meus franceses
quarta-feira, 21 de março de 2012
A Voz e o Texto
A Voz e o Texto era uma colecção de discos de poesia, editados pela Decca. Reproduzo as capas dos que tenho. Acrescem ainda outros de Alexandre O'Neill, Vitorino de Nemésio e David Mourão-Ferreira, mas não têm capas.
Nos cinco primeiros, os autores dizem a sua própria poesia. Nos últimos três, Maria Barroso diz poesia de Políbio Gomes dos Santos, Álvaro Feijó, Manuel da Fonseca e Carlos de Oliveira; e Norberto Barroca diz António Botto, António Gedeão, Manuel Alegre, Reinaldo Ferreira, J. C. Ary dos Santos, Alexandre O'Neill e Cesariny.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Dezembro de 1969
The Cactus Flower (A flor de cacto) estreou-se nos Estados Unidos a 16 de Dezembro de 1969. Infelizmente desaparecido dos écrans televisivos portugueses, continua a integrar a programação natalícia de muitas estações estrangeiras. Por um mero (e feliz) acaso, tive a oportunidade de rever esta película brilhante ontem ao final do dia.
Julian Winston (Walter Matthau), dentista nova-iorquino bem sucedido, desmarca um encontro previsto com a sua amante de 21 anos, Toni Simmons (Goldie Hawn), que decide por isso suicidar-se. A tentativa falha, quando Igor Sullivan (Rick Lenz), vizinho e escritor promissor, salva Toni a tempo. Apesar da sua condição de solteiro, Winston fingiu ser casado e pai de três filhos, para evitar um compromisso duradouro. Impressionado pelo acto de Toni, considera então casar-se com ela. Todavia, a jovem amante, “perseguida” de remorsos, insiste em conhecer a esposa (não-existente) de Winston que recorre então à ajuda da sua secretária, Stephanie Dickinson (Ingrid Bergman). Stephanie que, há dez anos, alimenta uma paixão pelo chefe não correspondida, desempenha o papel de esposa de forma tão convincente que Toni repondera a sua relação com Julian Winston que, por sua vez, descobre em Stephanie não só a ajudante profissional perfeita, como também a mulher ideal para a vida.
Julian Winston (Walter Matthau), dentista nova-iorquino bem sucedido, desmarca um encontro previsto com a sua amante de 21 anos, Toni Simmons (Goldie Hawn), que decide por isso suicidar-se. A tentativa falha, quando Igor Sullivan (Rick Lenz), vizinho e escritor promissor, salva Toni a tempo. Apesar da sua condição de solteiro, Winston fingiu ser casado e pai de três filhos, para evitar um compromisso duradouro. Impressionado pelo acto de Toni, considera então casar-se com ela. Todavia, a jovem amante, “perseguida” de remorsos, insiste em conhecer a esposa (não-existente) de Winston que recorre então à ajuda da sua secretária, Stephanie Dickinson (Ingrid Bergman). Stephanie que, há dez anos, alimenta uma paixão pelo chefe não correspondida, desempenha o papel de esposa de forma tão convincente que Toni repondera a sua relação com Julian Winston que, por sua vez, descobre em Stephanie não só a ajudante profissional perfeita, como também a mulher ideal para a vida.
A interpretação grandiosa, bem como um argumento inteligente, recheado de diálogos com piada e subtileza, tornam The Cactus Flower num autêntico evergreen do género cómico. Da banda sonora, criada por Quincy Jones, segue o tema principal The Time for Love is Anytime na interpretação de Sarah Vaughn.
Enjoy!
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!
Alberto Martins, Presidente da Associação Académica de Coimbra, 17 de Abril de 1969
Revolta estudantil de Coimbra 17 de Abril de 1969.Faz hoje, 17 de Abril, 40 anos que os estudantes de Coimbra se revoltaram quando Américo Tomás, acompanhado pelo ministro da educação José Hermano Saraiva vão a Coimbra inaugurar o novo edifício universitário das Matemáticas.
A recém eleita direcção da Associação Académica de Coimbra, através dos seu presidente, pediu para falar na cerimónia, Tomás recusou. Foi o rastilho para o movimento acirrado devido às prisões efectuadas, pela polícia, dos dirigentes estudantis. Até Outubro a cidade de Coimbra viveu em estado generalizado de desobediência cívica, não sendo suficientes as medidas repressivas, dado que estas serviram para reforçar a unidade estudantil e do domínio da esquerda. No dia 2 de Junho começou a greve aos exames, apenas desmobilizada em Setembro. Cerca de 49 estudantes foram compulsivamente integrados no serviço militar, não se concedendo o adiamento da incorporação. Em 11 de Abril de 1970, tudo parecia terminar quando uma comissão de estudantes, com Alberto Martins à frente foram a Lisboa pedir benevolência a Américo Tomás, na presença do ministro da justiça, Mário Júlio de Almeida Costa, com discursos do reitor, Gouveia Monteiro, e de Teixeira Ribeiro, numa manobra que contou com a ajuda de Sebastião Cruz e Mota Pinto.
Revolta dos Estudantes 1969
domingo, 28 de dezembro de 2008
Dezembro de 1969
On her Majesty’s Secret Service, a única película deste agente único com passagem por terras portuguesas, estreou-se em Dezembro de 1969, mais precisamente no Odeon Theatre do Leicester Square londrino a 18 de Dezembro desse ano. A expectativa era naturalmente enorme, pois todas as atenções se concentravam no novo protagonista de James Bond, o australiano George Lazenby – um desafio pouco invejável após as cinco aparições lendárias do antecessor escocês Connery.
Menor foi o desafio que 007, eternamente ao serviço de Sua Majestade e do mundo inteiro, enfrentou nesta narrativa: o vilão Blofeld (Telly Savalas), na sua loucura e ambição desmesuradas, ameaça esterilizar quaisquer seres humanos e não humanos do nosso planeta através de um vírus. Seu laboratório encontra-se nos Alpes suíços, parece-se com uma fortaleza de luxo e retém uma dúzia de beldades femininas que, sem qualquer noção da verdadeira intenção de Blofeld, servem os interesses deste malandro. A Bond, disfarçado de genealogista, é concedido o difícil acesso às instalações. No entanto, Blofeld descobre a identidade de 007 e dispara uma maquinaria impressionante de perseguição: até avalanches são postas em queda para atingir Bond e sua noiva, a condessa Teresa (Tracy) di Vicenzo (Diana Rigg), que tentam, de ski, escapar às terríveis quantidades de neve...
On her Majesty's Secret Service continua, indevidamente a meu ver, sob um estigma de inferioridade em comparação com outras adaptações cinematográficas do personagem criado por Ian Fleming, provavelmente devido à performance de Lazenby, que muito dificilmente poderia estar à altura do desempenho de Sean Connery. Contudo, esta película prima por um conjunto de particularidades: À luz dos padrões de 1969, as cenas de acção são brilhantes. O realizador Peter Hunt, colaborador imprescíndivel nos filmes anteriores de Bond, recorreu nas filmagens a Willy Bogner, um dos atletas de ski mais conhecidos da década de 60 (e um dos estilistas de moda mais conceituados hoje em dia).
Vemos ainda um James Bond verdadeiramene apaixonado e disposto a casar. Miss Moneypenny assiste às bodas com lágrimas nos olhos... Comovida? Ciumenta? Frustrada? Never mind. Lamentavelmente, o matrimónio com Tracy encara um fim trágico (penso que a cena final ocorre algures na Serra da Arrábida, talvez os estimados leitores o possam confirmar).

Imagem: LIFE, Time Inc.
E por fim, o contraste dos cenários: a região à volta de Berna, com as suas belas localidades cobertas de neve num ambiente natalício (Savalas deseja um Merry Christmas a Bond), em oposição às magníficas imagens de sol em Portugal: vários são os pontos de referência, bem familiares ao espectador português: entre eles, o Guincho que serve de cenário, um pouco sinistro, para a tentativa de suicídio de Tracy, a ponte sobre o Tejo (ainda recente naquela época...), o distinto Hotel Palácio no Estoril, a Loja das Meias no Rossio (ainda se recordam?) e uma ourivesaria logo ao pé que, felizmente, ainda existe...
Para rever imagens de 1969, também captadas em Lisboa, segue um pequeno trailer deste filme, enriquecido pelo tema principal We have all the time in the world, interpretado por Louis Armstrong.
Enjoy!
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