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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Um quadro por dia - 467


Foi em 1850 que Carl Spitzweg pintou este Der Bücherwurm / O rato de biblioteca, que se encontra no Museum Georg Schäfer, na Alemanha. Seguiram-se mais duas versóes nos anos seguintes.

Este quadro do dia vai com dedicatória especial para o aniversariante do dia : o JAD. o nosso rato de biblioteca :), sempre à cata das preciosidades escondidas , das variantes, dos segredos das bibliotecas pelo mundo fora . Muitos parabéns, JAD !

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Onde me apetecia estar - 165



Na Christie's de Paris, não propriamente para licitar mas para ter hoje a oportunidade única de ver os belos livros acumulados pelo banqueiro Marc Litzler, uma colecção começada apenas em 1996 mas que conta como preciosidades como estas : la petite Jehanne de France, do Cendrars, decorado com um pergaminho pintado a óleo por Sonia Delaunay, L'enchanteur pourrisant, o primeiro livro publicado por Apollinaire e ilustrado por Derain, ou um Apocalipse de Dürer, incunábulo de 1498 ...
Ou ainda um dos livros míticos do século passado , Jazz, de Matisse, apenas 270 exemplares, sendo que o hoje leiloado pertenceu a Albert Skira .

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Hoje e amanhã




A venda, na casa Piasa, em Paris, da biblioteca de François Mitterrand, grande bibliófilo, interessado pelo papel, pelas encadernações, pelos tipógrafos, visita frequente de livreiros e alfarrabistas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Citações



(...) Quando fomos viver para o Banzão, tínhamos tantos caixotes de livros num armazém que não arranjámos, durante um ano inteiro, coragem para os transferir para as estantes da nova casa.
No meu escritório, fiquei com três grandes estantes vazias. Fui enchendo-as de tudo o que queria guardar, desde livros novos a pedrinhas da praia, máquinas fotográficas, pinturas, frascos de perfume, flores , latas de bolachas, cadernos, canetas e todas as tralhas do dia-a-dia.
Foi maravilhoso dispor de tantas superfícies para ocupar. Estava tudo à vista e à mão. Desde o princípio, tratei as estantes como composições, mudando os materiais até ficarem como eu queria. Depois passei por uma fase em que me diverti a ver os resultados estéticos da acumulação aleatória.
Era bom estar rodeado das coisas que me iam acontecendo. Ajudava-me a escrever. Dava-me vontade de ir enchendo também o écran do computador de palavras apanhadas de sítios diferentes da minha cabeça.
Agora tenho todas as estantes ocupadas e os livros parecem-me presos, sem saberem pedir socorro.

- Miguel Esteves Cardoso, no Público da passada Sexta-feira.

quinta-feira, 29 de março de 2018

terça-feira, 7 de março de 2017

Para M.R.

A chaise longue Boabook do designer francês Thomas de Lussac, 1,90 de aço lacado, disponível em várias cores e onde os livros estão sempre à mão.Junta-se uma mantinha e dá para todo o ano :)  PARABÉNS ! 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

" Pequenos prazeres "



Se não é possível comprar os livros que cobiçamos in loco, vai servindo esta empresa para os fazer chegar às nossas mãos . Uso menos do que já usei, até por falta de espaço, mas às vezes lá cedo à tentação ...

quarta-feira, 30 de março de 2016

Leituras e arte

Goethe conta histórias da sua viagem a Itália no livro com este título. Lê-se com muito prazer e é em parte uma revisitação deste livro.

Paolo Veronese, A Família de Dario diante de Alexandre, 1565-67, 
National Gallery de Londres
Imagem retirada da WikipediaFile:The Family of Darius before Alexander by Paolo Veronese 1570.jpg

8 de Outubro

Fui visitar o palácio Pisani Moretta para ver uma preciosa pintura de Paolo Veronese. As mulheres da família de Dario ajoelham diante de Alexandre e Heféstion, a mãe, à frente, toma este último pelo rei, ele faz um gesto de recusa e aponta para a figura à sua direita. Conta-se uma história segundo a qual o pintor terá sido muito bem recebido e durante muito tempo tratado com todas as honras neste palácio,e como paga ele terá pintado o quadro em segredo, escondendo o rolo da tela debaixo da cama. A obra merece a origem especial que se lhe atribui, pois revela bem todo o valor do mestre.

Johann Wolfgang Goethe, Viagem a Itália, 1786-1788. ( Tradução, prefácio e notas de João Barrento) Lisboa: Bertrand Editora, 2016, p. 113. 
[A pedido do tradutor a obra não segue a grafia do novo acordo ortográfico].

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Biografias e afins


Como o subtítulo já deixa perceber, estes amigos são os livros . Mil páginas nesta edição da Robert Laffont onde Rouart fala das obras e dos autores que marcaram a sua vida .

terça-feira, 30 de junho de 2015

Humor pela manhã


Uma das razões porque eu, grande leitor de policiais, thrillers e afins, não adiro aos livros electrónicos :)

domingo, 1 de março de 2015

Leituras... "O Homem Sem Nome"


Leonardo da Vinci, S. Jerónimo no Deserto,
Museu do Vaticano, c. 1480, inacabado 
São Jerónimo no deserto- São Lágrimas de Devaiah. Como estás na minha
 companhia, podes tocar numa... com cuidado.
O poeta baixou-se, pegou num dos cristais transparentes e endireitou-se, para o ver melhor, à altura dos olhos. Num tom de respeito enternecido, Rashid prosseguiu:
- A história é esta: pouco antes de se retirar para o Céu o Senhor Devaiah considerou a maldade dos homens, os seus pecados, as suas iniquidades. E o coração de Deus encheu-se de tristeza e piedade pela pobre raça humana. Antes de partir, Devaiah chorou. Eis as suas lágrimas.
Sem deixar de olhar para o cristal luminoso que segurava delicadamente nas pontas dos dedos, o poeta murmurou:
- Quartzo hialino.

João Aguiar, O Homem Sem Nome, Lisboa: Asa, 1995 (7ª Edição), p. 30.



O livro teve o condão de me transportar numa viagem à espiritualidade e sensibilidade do ser humano. Não será o deserto o caminho que muitas vezes encontramos e temos de vencer?

João Aguiar nasceu em 1943 e morreu em 2010. O Homem Sem Nome foi publicado pela primeira vez em 1986 mas só o li agora. Para quem já o leu deixo a partilha e quiçá a vontade de uma nova leitura, Para quem não leu uma sugestão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Aquisições recentes - 22



Ora aqui está uma rubrica que andava esquecida. No entanto, estas aquisições não são as mais recentes pois datam de Agosto de 2014. Tentarei seguir mais ou menos um critério cronológico daqui em diante.
Estes estão lidos, à excepção do " tijolo " de 1200 páginas da Benzoni que de tão delicioso vai sendo degustado : as histórias dos muitos castelos franceses, mas sobretudo os episódios caricatos, dramáticos ou amorosos das centenárias vidas dessas casas.
Como é hábito meu, assinalei algumas passagens que irão aparecer aqui.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Livros arrumados



" Para grandes males grandes remédios ", e já há algum tempo que ( quase ) todo o " policiário " invadiu uma secção do roupeiro : a colecção Vampiro, a colecção Álibi, a colecção Xis, e vários estrangeiros, fazem companhia às camisas :)

Como vê, M.R., compreendo a sua luta :)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Presentes Prosimetrónicos

 Para M.R. escolhi esta enciclopédia sobre a " rainha do crime ", mais de 1000 entradas em 504 páginas onde são analisadas todas as personagens e os livros, mas também muitos factos biográficos. É das éditions Télémaque. www.editionstelemaque.com

Penso que a Ana aprecia este grande pintor renascentista italiano, cuja obra é aqui objecto de estudo por um grande especialista, Alessandro Angelini, numa bela edição da Imprimerie Nationale :

 Um grande pintor espanhol, um dos maiores, para o nosso João Mattos e Silva, nesta edição da Taschen que contou com a colaboraçãode José López-Rey e do Wildenstein Institut.
 As 80 mais belas bibliotecas do mundo, escolhidas pelo historiador da arquitectura James W.P. Campbell e fotografadas por Will Pryce, para o nosso JAD. Uma edição da Citadelles&Mazenod.
 A simbólica e a melhor pintura ( Bellini, Tintoretto, Tiziano, Veronese, Tiepolo ) ao serviço do poder no Palácio dos Doges, porque a República de Veneza queria mostrar-se igual a Roma ... Um livro que o nosso JP seguramente apreciará.
 Já todos saberão por esta altura a razão desta minha escolha para o nosso MLV, que abraçou a arte milenar da preservação de certos alimentos. Um desafio e uma segunda vida :)
O mítico grupo sueco para o nosso Filipe Vieira Nicolau, um álbum sumptuoso com prefácio dos próprios.
Last but not least, o duplo álbum que celebra os 30 anos da Fondation Cartier pour l' art contemporain para o nosso benjamim, o João Soares. Um edifício magnífico, e o inventário de três décadas de exposições com testemunhos de muitos artistas.

Se não vos chegarem às mãos, a culpa é naturalmente dos CTT  :) :) :)  BOAS FESTAS !

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Alberto Manguel - 2


Penso que não terei o mencionado pelo nosso Jad, pelo menos não está  onde deveria estar : junto a estes dois outros volumes de Manguel. Que estão, obviamente, disponíveis para empréstimo :)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Leituras em dia...

Ando a ler o livro de Schlink: O Regresso tal como O Leitor (do mesmo autor)é um livro interessante que nos faz pensar. Nele encontrei a referência de Arvo Pärt que deixo para homenagear o Dia Mundial da Voz, já referido por MR.
Cortesia do Google

Nele encontrei a referência Arvo Pärt

sábado, 5 de abril de 2014

Os mais novos rebentos.

Confesso que não contava passar hoje pela Rua Anchieta, mas uma espera, maior do que contava, na estação do Metro Baixa-Chiado (não existe pachorra para estes intervalos de 10 a 15 minutos, ao Sábado) levou-me até à superfície e fui passear pela feira do livro antigo, que acontece todos os Sábados.
E vieram comigo 4 pequenos opúsculos que talvez venham a ser objeto de outros escritos neste Blogue.
Por ordem cronológica (que também pode ser uma ordem)!

- Novo, e devertido entremez: A grande bulha, e desordem, que teve huma saloia com huma secia de Lisboa por amor do Paralta, seu filho. Lisboa, na oficina de Francisco Borges de Sousa, 1792, 16 p.









- Novidades dadas por Bento Aniceto, Lavrador, ao seu compadre, cura da sua freguesia na provincia da Beira / José Daniel Rodrigues da Costa. Lisboa, na impressão de João Nunes Esteves, 1823, 28 p.








- Discurso moral, e politico. Recitado no dia 4 d'Abril de 1836, na Sé Cathedral de Coimbra, pela ocasião da benção da bandeira do brilhante Corpo da Guarda Nacional da mesma Cidade / António Alves Martins. Coimbra, Imprensa de Trovão & Companhia, 1836, 16 p.







- Cinquante Livres et Autographes précieux provenent du cabinet d'un amateur: 4 décembre 1987 / Ader Picard Tajan. Paris, Imp. Schiffer, 1987, 106 p.








Cada um deles foi adotado por razões diferentes. E isso vai ser, espero, o meu divertimento do fim de semana.
 

quinta-feira, 27 de março de 2014

"Tenho o direito..."

O mundo precisa de Paris, com a sua história, o seu espírito inovador, a sua cultura e a sua civilização: se Paris não existisse, tinha que ser inventado. Uma só palavra a mais sobre Paris seria supérflua. É esta concisão que me faz gostar de ler guias de viagem e livros de história. As pessoas que não sabem resumir não têm dignidade. O mesmo se pode dizer das pessoas que prolongam inutilmente vidas complicadas. Quem não conhece a beleza da simplificação, da supressão do que é desnecessário, morre sem chegar a compreender o verdadeiro sentido da vida.

Kim Young-ha, Tenho o direito de me destruir. Lisboa: Teorema, 2013, p. 10

Foto daqui

Kim Young-ha é um escritor sul coreano. Escreve sobre as sociedades contemporâneas, o seu vazio, as suas culturas tendo como fio condutor, a arte, a morte e as viagens.