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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Enquanto alguém se lembrar de nós permanecemos vivos.

Para se estudar o passado é preciso conviver com o presente.

Foi um dos ensinamento que apreendi com A. H. de Oliveira Marques  (nasceu a 23.VIII.1933)



sábado, 21 de janeiro de 2017

Nova vinheta : Oliveira Marques


Impossível não assinalar no Prosimetron , onde quase todos conheceram e/ou tiveram estreita amizade com ele, os 10 anos que passam na próxima Segunda-feira sobre a inesperada morte do Professor Oliveira Marques . Ficou uma obra imensa, é verdade, mas também a sua memória deve ser lembrada condignamente, o que ainda está por fazer por razões várias que aqui me dispenso de comentar e pese embora alguma homenagem avulsa aqui e aqui .

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Retrato de Jovem Cavaleiro

 

Retrato de Jovem Cavaleiro 
(Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga, inv. 1230 Pint)
 
Passam 83 anos sobre a data em que nasceu o Historiador A. H. de Oliveira Marques (1933-2007).
 
Este quadro fez parte do seu imaginário. O seu sorriso enigmático esconde, também, vários segredos.
 
Não se sabe quem o pintou, não se sabe quem representa, só existe uma certeza: alguém entre 1540-1560.
 
Oliveira Marques dizia - um pouco a sério e um pouco a brincar - que era o retrato do outro João.
 
E, assim, poderá ser a imagem do pai de D. Sebastião... ou a de Juan de Áustria (o vencedor de Lepanto). Existem mais nomes aventados, para o retratado: Condestável D. Duarte ou Alexandre Farnésio, duque de Parma.

sábado, 23 de agosto de 2014

Cavaquismo...



Comparável, em tantos aspectos, ao Fontismo oitocentista, o Cavaquismo caracterizou-se sobretudo por uma política de fomento económico e de saneamento financeiro, visando a modernização do País e a sua integração numa Europa comunitária em que Portugal não ocupasse o último lugar. 
Para esse efeito, empenhou-se no desenvolvimento das infra-estruturas de comunicação e transportes [...].
Cavaquismo tocou ainda aspectos da vida nacional, nomeadamente nas áreas do turismo, do saneamento básico, da concertação social, da construção de novos fogos e estabelecimentos de ensino, etc. A política de liberalização esteve na base de todo o sistema com sucessivas e sistemáticas desprivatizações, hostilizando-se por princípio toda e qualquer estatização. 
Cavaquismo não foi, todavia, acompanhado por um sentido humanista de governo nem por uma política cultural digna do nome. Tentou-se uma ampla reforma do ensino com premissas reaccionárias e resultados dúbios, onde o tecnicismo e cientismo predominaram, clara e excessivamente, sobre as disciplinas de carácter social e humano.
A tentação do autoritarismo despótico e a tendência para o clientelismo e para a confusão entre Estado e partido governante caracterizaram também o período de 1985-95, nomeadamente o seu último mandato. Voltaram à tona, abertamente protegidos e defendidos ou simplesmente tolerados pelo poder, valores muito típico do «Estado Novo» e do reaccionarismo católico, esquecendo-se ou omitindo-se muitos dos princípios da revolução de 25 de Abril e, de uma maneira geral, do esquerdismo socialista e socializante. Nesta medida, o Cavaquismo representou bem a síntese entre Marcelismo pré-1974 e o revolucionarismo dos primeiros anos posteriores ao 25 de Abril.
Breve História de Portugal, 8.ª ed, Lisboa, Presença, 2012, p. 721-722

A. H. de Oliveira Marques nasceu a 23 de agosto de 1933, morreu aos 73 anos.

O Historiador tem de estar atento ao seu dia a dia, tem de participar no colectivo, mas tem de ser rigoroso e isento. 

domingo, 15 de junho de 2014

Zebro - um burro medieval

Numa das suas muitas obras A. H. de Oliveira Marques escreveu que o Zebro medieval (extinto) deveria ser pouco maior do que um burro e listado - com riscas - e que por esse motivo (semelhança) os navegantes portugueses deram o nome de zebra ao novo animal avistado em África.
Tinha razão. Encontrei um desenho do zebro português, denominado "Burro do matto". Aqui fica para memória futura


Valentini, M. B. Museum Museorum, Oder vollständige Schau-Bühne aller Materialien und Specereyen nebst deren natürlichen Beschreibung, Election, Nutzen und Gebrauch, aus andern Material- Kunst und Naturalien-Kammern, Oost- und West-Indischen Reiß-Beschreibungen... Frankfurt, Zunner, 1704.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Prémio criado na América

http://asphs.net/prizes/ahdeoliveiramarques.html

CALL FOR SUBMISSIONS:  The Oliveira Marques Prize for Best Article on Portuguese History Published in 2012

Nunca se é profeta na própria terra.

http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S1645-64322007000200014&script=sci_arttext

A google faz uma chamada de atenção para A. H. de Oliveira Marques


A morte só nos retira o convívio


É extraordinário sabermos todos que devemos morrer... e vivermos todos como se tivéssemos a certeza de viver para sempre.
Francesco Guicciardini 1483-1540, historiador Florentino

Sim, a morte é um contra-senso. A morte não é natural. O natural é viver e querer viver. Mas enquanto houver um pessoa que nos recorde... então não morremos ainda!

A 6 de Janeiro de 2007, A. H. de Oliveira Marques, historiador português, tomou a decisão de se deixar operar ao coração, depois de ver, pela enésima vez, o filme Il Gattopardo, de Luchino Visconti (1963).



Morreu no começo da operação, a 20 de Janeiro de 2007, em consequência da anestesia, embora a morte física só tivesse sido declarada a 23 de Janeiro. Faria hoje 80 anos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Ir a nove"

De quando era miúdo, mesmo muito miúdo, só me recordo de uma ou outra história.
Uma delas era a do "putapé até nove" queria eu dizer, levas um pontapé que até vais a nove. Tinha dois anos e pouco.
E um dia, no elevador da Glória, mostraram-me ao "vivo e a cores" o que era ir a nove... foi a primeira vez; mais tarde voltaram a recordar-mo numa viagem de eléctrico até Belém. É que no Aterro (ninguém dizia Av. 24 de Julho) o eléctrico "voava" com a sua velocidade no máximo. E, então, mostraram-me o guarda-freios a rodar, ora para a esquerda, ora para a direita, uma alavanca,    com uma roda dentada, que fazia (ti-ti-ti-ti....) saltando de número em número até chegar ao máximo, o ponto 9 da escala... e aí ninguém conseguia agarrar o eléctrico.


Desenho "roubado" aqui . É a alavanca que está sobre o combinador (a peça mais à esquerda). Não é a roda...

Homenagem a A. H. de Oliveira Marques (1933-2007) que hoje faria 79 anos e que com amor e carinho me ensinou muito do que eu sei.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

In Memoriam

A minha primeira História de Portugal era do Professor A. H. Oliveira Marques, uma 6ª edição, publicada em 1976. A imagem que inicia o livro.




A. H. Oliveira Marques faleceu no dia 23 de Janeiro de 2007, mas a sua obra é eterna.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Carta a Maria de Lourdes

Lisboa, 9 de Dezembro de 1959


Maria de Lourdes


Li hoje, no jornal, a triste notícia do falecimento de seu pai. Não me foi possível acompanhá-los no funeral, mas não quero deixar de lhe vir, e ao Augusto, manifestar, por este meio, toda a minha simpatia e amizade, em transe tão doloroso, enquanto o não faço pessoalmente.

Calculo como se deva sentir, neste momento: a morte de uma pessoa querida, para mais se ocorre inesperadamente - o que julgo ter sido o caso - é sempre acontecimento difícil de suportar, sejam embora grandes a nossa resignação e fé religiosa. Uma e outra nos podem ajudar a compreender e aceitar o facto como lei inalterável da vida: mas não nos restituem quem desejaríamos manter sempre a nosso lado.

A crença religiosa, que em si suponho ser forte, levá-la-á a encarar o desaparecimento de seu pai como uma simples ausência momentânea, e a aguardar a hora da reunião futura e eterna. Também eu me convenço, de dia para dia, que vida e morte não são mais do que aspectos transitórios de uma mesma realidade - realidade que nos escapa, por agora, mas que talvez tenhamos, um dia, possibilidade de compreender.

Creia, Maria de Lourdes, na sinceridade dos meus sentimentos e aceite, e o Augusto, um abraço amigo do

Oliveira Marques





A. H. de Oliveira Marques (1933-2007) faleceu a 23 de Janeiro.

In Memoriam - à procura do homem para além do Historiador

Homenagem ao Professor Doutor A. H. Oliveira Marques que faleceu a 23 de Janeiro de 2007.
À procura do homem para além do Historiador. x
Na homenagem ao Professor Doutor A. H. Oliveira Marques realizada pela Biblioteca Nacional de Portugal, em 2007, encontrei um relato da sua estadia na Alemanha, donde retirei esta frase que reflecte a alma de se ser português. O relato pode ler-se ao clicar no link assinalado.
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" (...) era um mar que não se parecia nada com o mar português".

Professor Doutor A. H. Oliveira Marques, " in, Um aprendiz de Historiador na Alemanha do Pós-Guerra Relato memorialista.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lisboa: mais uma biblioteca pró galheiro

A LUSA distribuiu há dois dias uma notícia intitulada «Câmara Municipal reestrutura Bedeteca». Só que não há nenhuma reestrutuação, mas sim a diluição da Bedeteca na Biblioteca Municipal dos Olivais, passando aquela a ser uma secção de livros de banda desenhada nesta. Diferente, muito diferente.
«"É preciso racionalizar e não se pode perder espaço e recursos. É uma questão de articular funcionalidades. A equipa [da Bedeteca] mantém-se e as actividades também na medida das disponibilidades financeiras"», disse Francisco Motta Veiga, director municipal de Cultura da CML. Que equipa é que se mantém?
«A Bedeteca Municipal de Lisboa foi inaugurada a 23 de Abril de 1996 no Palácio do Contador-Mor, nos Olivais, onde está sedeada também a Biblioteca Municipal daquela freguesia. Durante quase uma década, a estrutura funcionou como um centro cultural dedicado à banda desenhada, ilustração e cartoon, com uma valência de preservação documental e outra de divulgação e apoio a esta expressão artística, com lançamentos editoriais e exposições.»
À frente da Bedeteca de Lisboa esteve João Paulo Cotrim, desde a sua criação até 2002.
«A Bedeteca, que possui cerca de 8000 volumes, apoiou a edição de novos autores de banda desenhada, realizou exposições, encontros de promoção de leitura e o Salão Lisboa de Banda Desenhada e Ilustração, tendo sido elogiada, sobretudo na viragem do século, por ter impulsionado novos valores da BD contemporânea.
«"A Bedeteca está reduzida a um conjunto de estantes numa sala, perdeu-se a componente de preservação da memória e o estímulo à produção", lamentou João Paulo Cotrim à agência Lusa.
Para o antigo director da Bedeteca, a integração do organismo como um serviço especializado da Biblioteca Municipal dos Olivais é "um desrespeito pelos mais de dez anos de trabalho da casa". "Nunca se produziram tantos ensaios e reflexões sobre a banda desenhada, ilustração e cartoon como naquele período. Havia gente a pensar e a escrever sobre exposições e autores", disse João Paulo Cotrim.

Lisboa: Bedeteca, 1998
«João Fazenda, Isidro Ferrer e Lorenzo Mattotti foram alguns autores da banda desenhada portuguesa e estrangeira que a Bedeteca editou e ajudou a divulgar.»

Lisboa: Assírio & Alvim: CML, 1998-2000. 2 vols.
Foi também desse tempo a publicação de uma História de Lisboa, em 2 volumes, da autoria de A. H. de Oliveira Marques e de Filipe Abranches. Esta obra teve tradução e edição em França e em Itália.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Da minha biblioteca - 11

Ainda bem que as profusas celebrações de um certo Centenário serviram para chamar à colação esta obra magistral, que é um verdadeiro guia filatélico nacional. Eu, aprendiz de filatelista, muito beneficiei dela.



P.S. - Aproveito para agradecer os "mimos", e tomei boa nota do belo ensaio para um selo de D.Manuel II. Pode ser que ainda um dia venha a ser emitido...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um rústico erudito - 1 : A.H. de Oliveira Marques

Era para ter saído a 23 de Agosto, por razões óbvias, esta primeira citação das memórias de R.M. Rosado Fernandes, que li este Verão com muito agrado. Porém, na data em causa ocorreu o oposto do habitual: fui eu a Lisboa, e ficou a net na Caparica. Agora estamos juntos :)
São, na verdade, dois pequenos excertos que aliam a história pessoal dos dois académicos, um, e a história universitária portuguesa, outro.

Fui colega, por essa altura, de Oliveira Marques, discípulo de Kellenbenz, então em Wurzburg, e que, como historiador medieval, abriu muitos caminhos para a compreensão da historiografia portuguesa. Fora sempre extremamente dotado (...) era metódico, com as ideias arrumadas e tinha uma capacidade de análise que, quando longe da paixão ideológica ou corporativo-maçónica, era de uma imparcialidade digna de respeito. ( Pág. 87 )


De resto, o António Henrique Oliveira Marques já me prevenira, fundamentado na experiência que tinha, em carta de Gainesville, Florida, onde ensinava, em Março de 1968, poucos meses antes do meu regresso:
Dizes-me que tencionas lutar... Não o faças! Em primeiro lugar, não vale a pena. Sempre que um catedrático se alça contra um assistente na Faculdade de Letras de Lisboa e lhe retira a sua "graça e mercê", o assistente está liquidado e não volta, pelo menos até que o catedrático morra ou se reforme. Exemplos entre muitos: Saraiva contra Nemésio, Godinho contra Heleno, eu contra Rau, Irisalva contra Heleno, Morais Barbosa contra Cintra. Coimbra, se te desse qualquer apoio, seria apenas até determinado limite, porque para eles (como para os de Lisboa) acima de tudo está o respeito total, absoluto, pela hierarquia e pelo status quo. Sobre isso nunca nos devemos enganar. ( Pág. 165 )

Era realmente o país do respeitinho, como tão bem imortalizou o O'Neill.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

In memoriam

A. H. de Oliveira Marques
Estoril, 23.08.1933 - Lisboa, 23.01.2007
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Apenas não passou
x
Já passou muito tempo:
um ano mais ainda ?
Apenas não passou
que me ultrapassa
a mágoa de perder-te
que não finda.
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João Mattos e Silva
Intemporal, Lisboa, Universitária Editora, 2003, p. 55