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domingo, 8 de setembro de 2013

Um gato chamado Tom ou John Pierpont Morgan

Para a MR, um leque. Este leque faz parte de uma coleção de um amante de gatos que deixou a "Casa do Gato", Kattenkabinet, uma casa, um "pequeno museu" na rua Herengracht, nº 497, Amesterdão. A Casa foi fundada em 1990 por William Meijer para preservar a memória do seu gato Tom, também chamado de John Pierpont Morgan (o nome do financeiro americano). A casa está cheia de gatos representados na pintura, desenho, escultura, gesso, livros (sobre o dito), tecido, vidro, caixas, cartazes de publicidade, enfim nos mais variadíssimos materiais. Nesta casa há um gato pintado por Picasso e uma gravura de Rembrandt. O gato na arte de todo o mundo desde o Oriente ao Ocidente. Atualmente os diretores desta casa recebem gatos enquanto os donos estão de férias. Por isso, durante a visita podemos ver alguns gatos. Só vi dois. Disseram-me que eram tímidos. 
A casa foi construída para William e Adrian von Loon, em 1667. A maior parte da riqueza interior da casa data do século XIX e é muito bonita.


sábado, 7 de setembro de 2013

Casa de Bonecas

A casa das Bonecas é uma das peças atrativas do Rijksmuseum. Existem três casinhas em exposição. É difícil encontrar um espaço vazio. 
Os pormenores dentro da casa são deliciosos: a pintura, os móveis, a biblioteca, a sala, o quarto, a cozinha, o quarto de brinquedos, o cavalinho de madeira, a boneca, a louça, as cortinas...
As miniaturas encantam sempre. Ainda hoje gostava de ter uma casa de bonecas assim. 





Pintura de um desconhecido, Poppenhuis van Petronella Oortman, c. 1686.-c.1710
(Imagem retirada do site do museu)

Imagem retirada do site do museu

Luz

Não consegui apurar se a MR focou anteriormente a biblioteca do Rijksmuseum nos prazeres da alma.  Aqui fica um apontamento. É de facto um espaço de luz e de tranquilidade.

Pormenor da decoração. As fotografias foram tiradas à pressa pois na biblioteca encontravam-se pessoas a trabalhar.

Pormenor que me prendeu o olhar. 
A cortininha de papel tapa a possibilidade da entrada do pó.
Fiquei a matutar...não é especialmente bonito mas...



BOM DIA!

(Modificado às 15:48 horas)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Flores em Amesterdão - II

«Les parfums sont les sentiments des fleurs.»
Heinrich Heine (cortesia do Google)

Mercado das Flores, Amesterdão (Junto ao Canal Singel)
Girassóis

Allium

Bonsai, uma planta que nunca consegui cuidar! 
Cannabis ao lado das flores

Túlipas azuis, vermelhas, amarelas, simples raiadas...

Túlipas especiais estas são Coleção Rembrandt
Túlipas em vaso e em bolbo
Túlipa negra, para mim trouxe uma destas

Flores

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Uma homenagem à música

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição
Aristóteles (link)

O violinista que nasce do chão, escultura de bronze na Stopera, Muziektheater.
(Waterlooplein, nº 22, Amesterdão)
O escultor não está identificado



 Violino em porcelana de Delft no Rijksmuseum, Amesterdão



sábado, 31 de agosto de 2013

Flores em Amesterdão - I

Nos museus, nas ruas, nas janelas, nas pontes sobre os canais proliferam as flores que dão um apontamento de cor e graça.

Van Gogh, Cesta com Amores Perfeitos Numa Pequena Mesa, 1886, Museu Van Gogh, Amesterdão


Nas pontes da maioria dos canais que visitámos havia flores 
Nas pontes mirando as janelas
Nas janelas
Em pequenas mesas na rua
Nos barcos

FLORES

Se de repente todos nós fôssemos flores.
que flores enormes de bigodes compridos.
Moscas magrinhas, escaravelhos ressequidos,
ficavam presos em cabelos conservadores.
Simples palitos, caulezinhos sem defesa,
eram iguais a torneados pés de mesa,
e até rasgando-se, o algodão dos botões
dava em peluche perfumados corações,

e nas montanhas colunas de gesso havia
chorando uvas de gesso.

As folhas n'água eram cartões flutuadores,
as borboletas em asas se desfaziam
e os canteiros co'os odores secariam,
se de repente todos nós fôssemos flores.

1915
Leo Vroman in Uma Migalha na Saia do Universo, Antologia de Poesia Neerlandesa do Século Vinte. Lisboa: Assírio e Alvim, 1997, p. 85.

Casa Anne Frank, uma visita imperativa!

Visitar a Casa Anne Frank, mais propriamente o escritório e a fábrica onde fica o Anexo em que a família viveu durante a ocupação Nazi, em Amesterdão, é um imperativo. Impressiona a forma desumana como um esconderijo se torna prisão para preservação da vida...

Vista para a sala refeitório da Casa Anne Frank

«Grande comoção no Anexo! será que este é o início da esperada libertação? A libertação da qual falamos tanto, que ainda parece boa demais, semelhante demais a um conto de fadas para ser verdadeira? Será que este ano, 1944, nos trará a vitória? Ainda não sabemos. Mas onde há esperança há vida. Ela enche-nos de coragem renovada e torna-nos fortes outra vez. Talvez, como diz Margot, eu até possa mesmo voltar para a escola em setembro ou outubro.»
(6 de Junho de 1944).

Trecho do Diário de Anne Frank retirado do livro: Casa Anne Frank. Um Museu com uma história. Amesterdão: Anne Frank House, (tradução para português de Eliana Stella) edição de 2012, p. 114.

Este trecho foi escrito no dia em as forças Aliadas desembarcaram na  Normandia, uma esperança coartada. Na adolescência li o Diário que se tornou leitura inesquecível.
A Casa Anne Frank recorda as atrocidades contra a humanidade e impõe a reflexão sobre o holocausto. Viver sem esquecer o passado com vista a que no futuro nunca mais aconteça.

A fila para a visita da Casa é longa, demora-se cerca de uma hora para entrar. O circuito termina num espaço aberto com écrans gigantes onde surgem questões colocadas com três respostas prováveis acerca de intolerância religiosa e política. As questões podem ser respondidas por votação imediata e convertidas em estatística com as opiniões dos visitantes sobre a atualidade política e a intolerância que persiste no mundo. Um espaço interessante. 
Dentro do museu não é permitido tirar fotografias.


A Casa situa-se em Prinsengracht nº 263, junto a um canal muito bonito.