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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

In memoriam Mário Soares - 3

Mário Soares no Campo Grande:
Com o pai, João Soares.

Com os dois filhos, Isabel e João.
Com Maria Barroso e os dois filhos. 
No regresso da deportação, em São Tomé.
No regresso do exílio, depois do 25 de Abril.

Filipa Pais interpreta «O Palácio da Ventura» de Antero de Quental, um dos fundadores do primeiro Partido Socialista, em 1875, e um dos escritores que Mário Soares mais amava,

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Antero de Quental

domingo, 20 de dezembro de 2015

In memoriam Cândida Ventura

F421-422 - Passeio cultural no Tejo-1

Quem não saiba quem foi Cândida Ventura, falecida há quatro dias no Algarve, veja aqui:
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-12-16-Morreu-Candida-Ventura
e leia o seu livro:

Lisboa: O Jornal, 1984

Oh! a vida é um abismo! mas fecundo!
Mas imenso! tem luz - e luz que cegue.

Antero de Quental, de Odes modernas

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Veneza

O texto Veneza saiu inicialmente, em 1881, em A Europa Pitoresca, publicação editada em Paris por Salomão Sáragga, amigo de Antero de Quental desde o tempo das Conferências Democráticas. O texto é uma tradução - de Venice, de Thomas George Bonney, e de Voyage en Italie, de Hippolyte Taine -, a que Antero juntou trechos de sua autoria. 
A presente edição, preparada e prefaciada por Andrea Ragusa, além da versão portuguesa realizada por Antero de Quental, contém ainda as ilustrações originais, e o texto inglês de Thomas George Bonney.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um livro a ler para compreendermos este nosso povo

Lisboa: Tinta da China, 2008

Um livro que devia ser de leitura obrigatória no nosso Ensino. Para ver se compreendemos onde começa e por que permanece esta mentalidade inquisitorial que não despega deste nosso povo.
Está aqui tudo, neste livro escrito em 1871.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dois versos de Antero

Caricatura de Vasco de Castro

«E o homem, bago de água pequenino,
também tem voz na onda do destino!»
Antero de Quental

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Antero

Inesperado, para mim, este realce dado a Antero de Quental pelo Google.

No Circo
A João de Deus

Muito longe daqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...

 Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Caí e achei-me, de repente, envolto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer nessa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
É assim que rujo entre leões agora!

 Antero de Quental

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sabia que Antero de Quental foi à América?


Lisboa: Tinta da China, 2011
€ 22,00

Ana Maria Almeida Martins conta a história da viagem de Antero aos Estados Unidos da América, colocando em evidência a equilibrada e profunda intelectualidade do escritor, o seu interesse pelas grandes revoluções que se desenrolavam na América - políticas e tecnológico-industriais -, as suas incursões pela literatura norte-americana.
Leitor de Tocqueville desde os 23 anos, discípulo de Proudhon, Antero interessou-se pelo sistema político da jovem democracia republicano-federalista, e a sua curiosidade tornou a visita aos Estados Unidos da América em muito mais do que uma breve viagem de recreio. É também de assinalar o seu interesse pela cultura norte-americana: Antero de Quental foi um dos primeiros tradutores portugueses de Edgar Allan Poe; foi um declarado admirador de Longfellow; e, desde 1874, esteve atento à extraordinária singularidade da poesia de Walt Whitman.
Antero embarca rumo ao Novo Continente para saciar esse desejo de descobrir as efervescentes forças sociais, o desenvolvimento industrial e capitalista, a vida concorrida e populosa da grande metrópole. Desta viagem sobreviveriam memórias, mas também o acentuar de influências literárias norte-americanas na obra do escritor.

Para Miss Tolstoi, uma declarada admiradora de Antero.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Causas da decadência...


«Há em todos nós, por mais modernos que queiramos ser, há lá oculto, dissimulado, mas não inteiramente morto, um beato, um fanático ou um jesuíta.» (Antero)

Foi no dia 27 de Maio de 1871 que Antero de Quental pronunciou esta conferência no Casino Lisbonense.
Antero tinha aberto as Conferências Democráticas no dia 19 do mesmo mês. Ramalho Ortigão escreveu n'As Farpas: «É a primeira vez que a revolução, sob a sua forma científica, tem em Portugal a palavra.» (Maio 1871).


No mesmo dia, 27 de Maio de 1871, terminou a Comuna de Paris.

domingo, 18 de abril de 2010

Antero de Quental


Queluz de Baixo: Presença, 2003

«A Vida é uma coisa muito simples: só por isso é que é tão complicada.»
(A António de Azevedo Castelo Branco, Abr. 1883)

«A nossa Vida, verdadeiramente, é só a Vida da nossa alma, do misterioso e sublime eu que somos no fundo; ora esse eu ou essa alma, tem a sua esfera na região do impessoal: e o seu mundo é o da abnegação, da pureza, da paciência e do contentamento: na renúncia do indivíduo natural e de tudo quanto o limita, algema e obscurece é que consiste a sua misteriosa individualidade.»
(A João Machado de Faria e Maia, 12 Ago. 1884)

Porque Antero nasceu hoje, há 168 anos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Novidades - 110 : A Joana e os maníacos

É hoje lançado este livro de Joana Amaral Dias, mais conhecida como política do que como psicóloga clínica que também é. Foi uma encomenda da Esfera dos Livros no sentido de corresponder a obras similares existentes noutros países.
E a Joana estudou e descreve nesta obra oito "casos clínicos" da nossa história: de Pombal e D.Maria I a Fernando Pessoa e João César Monteiro, passando por Antero e pela marquesa de Jácome Correia. Daquilo que li ( na net ) antevejo a possibilidade de alguma polémica...
Tenho é pena que tenha sido estudado apenas um contemporâneo, o João C.Monteiro, que ainda "observei" ao vivo, e sobretudo nenhum político vivo - será que não há nenhum maníaco de qualidade na política portuguesa dos nossos dias?

sábado, 26 de dezembro de 2009

José Estêvão nasceu há 200 anos


Estátua de José Estêvão no Largo das Cortes, da autoria de Vítor Bastos.
http://esquerdamonarquica.files.wordpress.com/2009/07/dsc_0055b.jpg

Nasceu em Aveiro há 200 anos o que é ainda hoje considerado o mais notável orador parlamentar. Quando estudante em Coimbra, José Estêvão Coelho de Magalhães integrou o Batalhão Académico de 1826, em defesa do regime liberal. Encontrando-se exilado, desembarcou no Mindelo. Em 1841, fundou o jornal A Revolução de Setembro. Participou na Patuleia.


Faleceu, em Lisboa, nesta casa da Rua do Século (então Rua Formosa), em 1862.
Na mesma casa nasceu o seu filho, Luís de Magalhães, em 13 Set. 1859. Político e escritor, companheiro de Eça, Antero, Oliveira Martins, Magalhães Lima, Alberto Sampaio e António Feijó, foi o autor do romance O brasileiro Soares.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Coisas do céu ...6.

No Céo, se Existe um Céo para quem Chora

No céo, se existe um céo para quem chora.
Céo, para as magoas de quem soffre tanto...
Se é lá do amor o foco, puro e santo,
Chama que brilha, mas que não devora...

No céo, se uma alma n'esse espaço mora.
Que a prece escuta e encharga o nosso pranto...
Se ha Pae, que estenda sobre nós o manto
Do amor piedoso... que eu não sinto agora...

No céo, ó virgem! findarão meus males:
Hei-de lá renascer, eu que pareço
Aqui ter só nascido para dôres.

Ali, ó lyrio dos celestes vales!
Tendo seu fim, terão o seu começo.
Para não mais findar, nossos amores.

Antero de Quental, Os sonetos completos de Antero de Quental, Biblioteca Nacional Digital, 2006

domingo, 15 de novembro de 2009

Mors Amor

Dürer, Cavaleiro e a morte
(1513, gravura a cobre, col. particular)


Mors-Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz:
«Eu sou a Morte!»
Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»

Antero de Quental (Soneto dedicado a Luís de Magalhães)

Os Sonetos Completos, prefaciados por J. P. Oliveira Martins, nova ed., Lisboa, Couto Martins, s.d. [1945?], p. 108

Mors liberatrix

Dürer, Cavaleiros do Apocalipse
(1497-98, gravura, col. particular)

Mors liberatrix
Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.

— «
Se esta espada que empunho é coruscante,
(Responde o negro cavaleiro andante)
É porque esta é a espada da Verdade.

Firo, mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a Liberdade».

Antero de Quental (Soneto dedicado a Bulhão Pato)

Os Sonetos Completos, prefaciados por J. P. Oliveira Martins, nova ed., Lisboa, Couto Martins, s.d. [1945?]
Este poema encontra-se inscrito no jazigo dos escritores, do cemitério dos Prazeres, em Lisboa.