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sexta-feira, 22 de março de 2019

Primavera!

Viva a Primavera!






Para MR com os meus agradecimentos.


No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera

No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera, a Baixa desperta entorpecida e o sol nasce como que lento. Há uma alegria sossegada no ar com metade de frio, e a vida, ao sopro leve da brisa que não há, tirita vagamente do frio que já passou, pela lembrança do frio mais que pelo frio, pela comparação com o verão próximo, mais que pelo tempo que está fazendo.
(...)


Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Vol.I. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982.
(Arquivo Fernando Pessoa)



domingo, 15 de abril de 2012

Resposta ao desafio do Luís - alguns dos livros que recebi

Escolher entre os livros que recebi e me tocaram é uma tarefa difícil, não caberiam nesta postagem. Assim, comecei com A Princesinha, de Frances Burnett, uma oferta do meu pai.


O Pequeno Lord, de Frances Burnett, uma oferta da minha mãe que fez as minhas delícias. Li muitos outros desta colecção. Destaco Os Desastres de Sofia da Condessa de Ségur que também foi dado pela mãe.




A Princesa dos Sete Castelos, de Fernanda de Castro, foi um presente da tia que também deu O Principezinho de Saint-Exupéry. Obviamente gostei mais deste do que os outros até aqui referenciados. Optei por não colocar a imagem.





A Divina Comédia, traduzida por Vasco Graça Moura com desenhos do Pomar, foi uma dádiva do amigo que partilho há mais anos.


O Livro do Desassossego foi-me oferecido pelo mesmo amigo.



A Bíblia ilustrada por Gustave Doré foi um livro oferecido por um amigo mais recente.




Há tantos outros que poderiam estar aqui digo só mais um A Montanha Mágica. Vou parar... (Imagens retiradas do google)

domingo, 1 de abril de 2012

Où suis-je?

A ver esta exposição no Marmottan Monet:

Berthe Morisot - A cerejeira
Óleo sobre tela, 1891
Paris, Museu Marmottan Monet

Seguido de um passeio pelo Bosque de Bolonha...

Berthe Morisot - Bois de Boulogne

... e de um café Richard.

«Viver é ser outro.»
Bernardo Soares

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Bicentenário de Charles Dickens - 5

Frank Reynolds (1876-1953) - Pickwick saindo da casa de Dickens, em Londres

«Tenho sempre comigo um único livro - As aventuras de Pickwick».
Excerto de um texto de Fernando Pessoa (1910?)

«Ter já lido os Pickwick Papers é uma das grandes tragédias da minha vida (Não posso tornar a relê-lo)».
Bernardo Soares

«Em minha infância e primeira adolescência houve para mim [...] um livro supremo e envolvente - os Pickwick Papers, de Dickens».
Fernando Pessoa - carta a José Osório de Oliveira

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mário Botas (1952-1983) - Retrato de Fernando Pessoa
Tinta-da-china sobre papel, 1982

«Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!»
Bernardo Soares

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desassossego


Vi há dias este filme de João Botelho sobre um dos mais belos livros que se escreveram sobre Lisboa. Ao lê-lo nem damos conta que são fragmentos. Ou talvez por serem fragmentos, o possamos reler tantas vezes, sempre com novos olhos.
Lisboa hoje e a solidão do eu, pela escrita de Bernardo Soares e pelos olhos de João Botelho.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Arte é emoção!

Onde é que gostava de estar? Em Roma, porque andei a ler uns artigos sobre Bernini!

Gian Lorenzo Bernini - Alma Danada, 1619




Embaixada de Espanha, Palazzo di Spagna, Rome




«A. de C. (?) ou L. do D. (ou outra coisa qualquer)»

A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intelectual da emoção, distinta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possuí-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida a acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se forma a obra de arte. Assim, há dois tipos de artista: o que exprime o que não tem e o que exprime o que sobrou do que teve.
s.d.

Bernardo Soares, (Fernando Pessoa) Livro do Desassossego, Vol.II. (Organização e transcrição de inéditos de Teresa Sobral Cunha.) Lisboa: Presença, 1990, 500.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Desassossego...

Um filme de João Botelho que gostava de ver ... O Desassossego, de Bernardo Soares, o livro pessoano que vou lendo ao sabor do vento.
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"Serei sempre da Rua dos Douradores, como a humanidade inteira.”
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
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Estreia no Centro Cultural de Belém a 29 de Setembro, no Grande Auditório.
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29 Set 2010 - 21:30
GRANDE AUDITÓRIO Sessão com a presença do elenco e do realizador JOÃO BOTELHO.

1, 2 e 3 de Outubro - 21:30
PEQUENO AUDITÓRIO – SALA EDUARDO PRADO COELHO

domingo, 13 de junho de 2010

Do sonho...

146

Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho.
Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.

Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Lisboa: Assírio & Alvim, p. 163

sábado, 29 de maio de 2010

Bernardo Soares!

"Os Deuses são a encarnação do que nunca poderemos ser.
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O cansaço de todas as hipóteses..."
Bernardo Soares, O Livro do Desassossego, Lisboa: Assírio & Alvim, 1998, p.340

sábado, 6 de março de 2010

«A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.»
Bernardo Soares

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Romântico

imagem roubada na net

Hoje estive a trabalhar numa secretária alheia, mas amiga. Estava um convite da Casa Fernando Pessoa com uma frase que, sem autorização do dono da secretária, resolvi copiar e divulgar (espero ser perdoado):

O mal romântico é este:
é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.

Bernardo Soares.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Britten: Moonlight


A peça é o 3.º «Sea Interludes» da ópera Peter Grimes. Orquestra Sinfónica de Boston, dirigida por Leonard Bernstein.

O mal romântico é este:
é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.

Bernardo Soares

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desassossego 2!

Do desassossego, da liberdade e do destino...


"A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas de espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre. E não está contigo a tragédia, porque a tragédia de nasceres assim não é contigo mas do Destino para si somente."
Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Lisboa: Assírio & Alvim, 1998, p. 272-273

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Porque MR me fez recordar...

Retrato de Fernando Pessoa feito por João Luiz Roth

...E porque sou apaixonada por Fernando Pessoa...
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SINFONIA DE UMA NOITE INQUIETA
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Dormia tudo como se o universo fosse um erro; e o vento, flutuando incerto, era uma bandeira sem forma desfraldada sobre um quartel sem ser.
Esfarrapava-se coisa nenhuma no ar alto e forte, e os caixilhos das janelas sacudiam os vidros para que a extremidade se ouvisse. No fundo de tudo, calada a noite era o túmulo de Deus (a alma sofria com pena de Deus).
E, de repente - uma nova ordem das coisas universais agia sobre a cidade - o vento assobiava no intervalo do vento, e havia uma noção dormida de muitas agitações na altura. Depois a noite fechava-se como um alçapão, e um grande sossego fazia vontade de ter estado a dormir.
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Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Lisboa: Assírio & Alvim, 1998, p. 68.