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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O Chiado


Há 28 anos, a 25 de Agosto de 1988, um incêndio destruía quase por completo os armazéns Grandella e Chiado, em plena baixa lisboeta. Duas pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas. No total, 18 edifícios ficaram destruídos. O inquérito levantado pela Polícia Judiciária sobre o incêndio foi arquivado em 1992.

Esta fotografia data de meados dos anos 60.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

Crónica de uma tarde lisboeta


 





Adoro Lisboa. Escrevi há já alguns anos, para o livro do Arq. Miguel Correia, “Construir Lisboa”, publicado em 1997, que:“ Ver Lisboa, assim, é ver de novo, como se da primeira vez, o objecto de uma paixão que resiste à própria vida, é assumir o seu nome, é integrar a sua alma, é fazer-se um só com o seu corpo”.


O Chiado no século XIX
E adoro o Chiado, seu coração sempre e cada vez mais palpitante. Percorro o Chiado desde menino
pela mão da minha mãe quando ia às compras: Grandela, Armazéns do Chiado, Paris em Lisboa, Jerónimo Martins, Pompadour, Casa Batalha… Com paragem na Bénard para um chá ou na Ferrari para uma carapinhada. Na adolescência, “fazia Chiado” – como então se dizia – para ver as meninas bonitas da minha idade, as senhoras chiquíssimas, da antiga aristocracia ou mulheres de personalidades do Estado Novo, nas compras ou nas pastelarias – vi várias vezes, por exemplo, a D. Gertrudes Thomás com as filhas na Bénard, o carro da presidência parado à porta com o motorista fardado cá fora à espera – ou para frequentar na Brasileira uma tertúlia para a qual fui convidado pelo Capitão Júlio Costa Pinto, último secretário da Rainha D. Amélia, e de que faziam parte antigos ministros da I República a par de uma réstia de monárquicos liberais – já estão a ver a média de idades - e a que de vez em quando se juntava um poeta extravagante e meio louco, que usava uma capa à sec. XIX e dava pelo nome, obviamente literário, de Leal do Zêzere. Na verdade não passo sem, de vez em quando, dar uma saltada ao Chiado e, na Rua Garrett, sentado numa esplanada –onde vou mesmo no Inverno – ver o movimento, analisar as pessoas, tentar adivinhar quem poderão ser, a sua proveniência, admirar e muitas vezes sorrir das indumentárias, atentar em hábitos, tiques, manias.
 
 
Esta tarde lá fui em peregrinação semi- queiroziana, de Metro, como convém, começando por verificar que um lanço da escada rolante continua há largos meses por reparar. Depois, o banho de multidão, maioritariamente turistas, que se atropelavam e me atropelaram, moderna Babel de línguas e tipos os mais diversos. Com as esplanadas a abarrotar, o sol quentinho, foi difícil arranjar um lugar. E lá fiquei de novo sentado com vista para a estátua de Fernando Pessoa. Não pude deixar de me rir com os turistas que se sentam na cadeira ao seu lado para a fotografia da praxe, ou que fazem poses, as mais das vezes idiotas, como se fossem seus íntimos. E fazem-se filas para a fotografia, impedindo os transeuntes de passar. Não sei qual a percentagem dos que não fazem a menor ideia de quem foi, muito menos porque está ali, numa esplanada de um café, bebendo uma bica. Dos estrangeiros, diria que 99,9% ignoram, ficando o restante para os brasileiros que ouviram falar do poeta e um número muito menor de espanhóis. E dos portugueses prefiro nem falar para não me sentir envergonhado. A Câmara Municipal de Lisboa bem podia pôr, eventualmente sobre a mesa, porque não vejo mais espaço disponível, um pequeno painel com a indicação de quem se trata e quem foi, em duas ou três línguas. Eles, patetas que fotografam tudo, não perguntam nem querem muito saber, mas não custava nada informá-los sobre quem foi aquele senhor com ar antigo e chapéu mole démodé.
Um hábito muito pouco português irritou-me mais uma vez. O dos turistas que vendo lugares vagos na minha mesa, se querem impingir. E muitas vezes nem o fazem com nenhuma delicadeza, como uns cavalheiros que se limitaram a perguntar “It’s free?” e que levaram com a resposta seca de “no”. Ora eu não estou para aturar paspalhões e paspalhonas que não conheço de lado nenhum ignorando-me como se fosse a estátua de Pessoa ou tentando conversar, o que seria pior ainda. Defeito meu? Acredito que sim. Mas “mais vale só que mal acompanhado”.
Depois, foi descer a Garrett,  ver o homem estátua suspenso numa só perna, passar pela feirinha de livros usados – “sebos” chamam-lhe os brasileiros com alguma razão -ir até à FNAC, destino obrigatório, percorrer as prateleiras à procura de novidades e ficar “aguado” por não ter dinheiro, nem tempo, nem espaço para tudo o gostaria de comprar, ir à zona dos discos de música clássica a ver se não tenho um compositor,  uma composição ou uma interpretação nos discos de edição económica – tenho umas centenas de CD’s que vou ouvindo regularmente – e está feita a festa, Regresso a casa numa carruagem apinhada, com muitas malas e tróleis com destino ao Aeroporto. Uma tarde lisboeta muito bem passada.

domingo, 6 de julho de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Animação no Chiado


Esta tarde os acessos e as principais ruas do Chiado regurgitavam de gente, a grande maioria turistas de todas as raças, todas as cores, todos os estilos e várias nacionalidades, de espanhóis aos de língua francesa, alemães e asiáticos. E para os animar, começando na estação do Metro da Baixa- Chiado onde uns espontâneos faziam passos e piruetas de hip op, passando pela rua Garrett onde uma estátua viva estava suspensa, apenas agarrada ao uma espécie de bengala e, junto à montra da Benetton um quarteto, tocava música, ao Largo Chiado onde sob o olhar escarninho do poeta popular, dois negros se contorciam ao som da música sincopada que saía de um aparelhómetro no chão. Lisboa está na rota do turismo e da animação de rua.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Livros para todos


Ter uma livraria continua a ser um sonho para muitos, e para alguns, apesar das adversidades do tempo presente, vai-se concretizando. É o caso do casal Paulo e Sara Ferreira, que abriu há uns meses a Fyodor Books no Chiado, a meio da Calçada Nova de S.Francisco. E são livros para todos, pela diversidade de autores e pelos preços muito acessíveis. Vale a pena uma visita ( De segunda a domingo, 12h-20h )

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

25 anos do incêndio do Chiado


Entre as 15h00 de amanhã, sábado, e as 24h00 de domingo a Baixa-Chiado vai sofrer alguns condicionamentos de trânsito devido a um conjunto de iniciativas comemorativas dos 25 anos do incêndio do Chiado. Exposições de fotografias, visita à obra dos Terraços do Carmo, lançamentos de livros e até um exercício de simulacro de incêndio vão animar aquela zona de Lisboa, recordando assim uma grande tragédia ocorrida a 25 de agosto de 1988 que destruiu oito hectares de área, 18 edifícios, desalojou cinco famílias (no total de 21 pessoas), deixou duas mil desempregadas, fez dois mortos (um residente e um bombeiro) e mais de meia centena de feridos. Como curiosidade, refira-se que os jornalistas do extinto jornal O Século - que funcionava na Rua Augusta - fizeram a edição dedicada ao incêndio à luz de velas e de petromax. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Mais uma


É mais uma histórica livraria que fecha portas no Chiado, a este ano centenária Sá da Costa. Fecha dia 22, depois da assembleia de credores ter recusado o plano de viabilização. A concorrência é forte, o passivo acumulado é muito, e os credores também não podem ser obrigados a mantê-la artificialmente. Esperemos que os interiores não sejam completamente descaracterizados como já aconteceu noutras situações.

sábado, 22 de junho de 2013

Maratona de concertos de rua para angariação de fundos para a Escola de Música do Conservatório Nacional


«Os pais e alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), com o apoio da Associação de Pais da EMCN e da Direcção da EMCN, vêm convidar-vos a participar numa maratona de concertos de rua para angariar fundos para a escola, amanhã, domingo, dia 23 de Junho, entre as 12h00 e as 22h00, junto aos números 56-60 da Rua Garrett, no Chiado. Acompanhem-nos neste dia de música na rua com um programa diversificado, em que alunos de todas as idades, a solo ou em grupo, vos irão presentear com o seu talento, com a sua energia e com a sua dedicação a uma escola para cuja recuperação querem contribuir desta forma. Para que o possam fazer, os nossos alunos precisam do vosso contributo, pedindo a todos que deixem um donativo em troca da música que, com tanta entrega, irão partilhar convosco.»
Assim vai o país...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A preferida em Lisboa


O programa Ler em Todo o Lado lançou o desafio e os portugueses aderiram votando online na escolha da livraria preferida dos leitores, em Lisboa. Venceu a Bertrand do Chiado, também reconhecida pelo Guinness Book of Records como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento (desde 1732). 
Uma ótima e justa escolha. 

domingo, 21 de abril de 2013

No Chiado

A Sé da Rua Ivens

Da Rua Ivens
Chiado 

Obrigada foi um dia muito agradável.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Leituras no Metro - 111


Chafariz do Loreto. Litografia de Charles Legrand, ca 1842
Actual Largo do Chiado.
O Neptuno é da autoria de Machado Castro (1771), executado em mármore de Carrara, que se encontra desde 1951 no Largo D. Estefânia.

Rua das Portas de Santa Catarina, actual Rua Garrett
Litografia de Charles Legrand, ca 1850

Finalmente, continuo a leitura do Macedo (Lisboa: Sudoeste, 2011) de Mega Ferreira.

«Lugares de pasto, de jogatina ou de estadia mais demorada defronte de um copo de vinho do pichel havia-os, pelo menos desde em 1560 o prestimoso taberneiro Gaspar Dias abrira a sua loja ao alto da Rua das Portas de Santa Catarina , mais ou menos a actual Rua Garrett. Que o bairro (ou lugar)  do Chiado lhe deve o nome parece hoje solidamente estabelecido, tanto mais que os documentos lhe referem a viúva, Catarina Dias, como "a chiada de alcunha". Tinha a alcunha  que ver com a estridência da voz? Diz-se que sim. E o nome do poeta, um Frei António do Espírito Santo, a quem a partir de certa altura deu para as versalhadas, tem parentesco com Gaspar Dias, por alcunha o Chiado? Não se sabe. Mas que a casa foi célebre, não restam dúvidas.» (p. 82)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ainda o Chiado

«O Chiado não é Lisboa, Lisboa não é o País, mas a verdade é que para conhecer o País é necessário conhecer Lisboa e para conhecer Lisboa é necessário conhecer o Chiado.»
José Sousa Gomes

Lisboa, 1965

Este livro de Mário Costa é muito agradável de se ler. Lembrei-me dele depois do post de Jad sobre o Chiado. E o que diz Mário Costa do taberneiro Chiado e do poeta António Ribeiro?
«Donde proveio o topónimo Chiado, de efeito sonoro e quase mágico, que, na forma adjetival, designa aquele que se revela astuto, ladino, malicioso? Dois escritores notáveis se deram ao estudo dessa intrincada tese: Alberto Pimentel e Matos Sequeira. E, enquanto o primeiro concluiu que a nomenclatura derivou da existência e modos de proceder, de duas figuras excêntricas, apelidadas ou alcunhadas de Chiado (Gaspar Dias, o vinhateiro, e António Ribeiro, o poeta chocarreiro), o outro ilustre investigador afirmou convictamente que a transmissão de tal nome derivou da popularidade de que gozou o taberneiro, na vida que fez em pleno Chiado, no século XVI, vida pública que o levou a tomar larga familiaridade com o chistoso vate, ex-frade franciscano, que em religião usou o nome de fr. António do Espírito Santo.*» (p. 27)

Afinal António Ribeiro foi padre ou não?

* O Poeta Chiado. - O Carmo e a Trindade. (nota de Mário Costa)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ourivesaria Aliança


Encerra hoje. O que vai acontecer aos seus belos interiores? O mesmo que aconteceu com a alfaiataria Piccadilly, fundada em 1924 e que esteve, até há meses, ao lado da livraria Bertrand? E que aconteceu com a Pastelaria Colombo, da Avenida da República, transformada num McDonalds?

Interior da Ourivesaria Aliança

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Limonadas

Um prosimetronista bebeu, na semana passada, uma limonada na antiga casa das limonadas, na Rua Nova do Almada, por baixo do Tribunal da Boa-Hora. O espaço foi renovado, mas continua a vender limonadas, ao contrário da outra casa, na Rua do Crucifixo, que fechou.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Da janela altíssima"

Janelas, Lisboa, Chiado



7

O mar pode parecer um ponto
para o teu poderoso olho distante,
mas se é apenas um ponto é um ponto imortal
e os teus olhos, grandes e essenciais,
são afinal apenas um pouco efémeros
que a sensação de satisfação do estômago, depois da
...........................................................................[refeição.
e só é só. No entanto, Bloom prossegue a olhar da janela
altíssima, percebendo então o que falta
aos mapas: o cheiro; o cheiro, isso mesmo.

Gonçalo M. Tavares, Viagem à Índia, Lisboa: Caminho, 2010, Canto V, p. 209

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As primeiras castanhas

Hoje, no Chiado, provei as primeiras castanhas. Os vendedores disseram-me que estavam a iniciar a época e que era a primeira cliente. Achei uma delícia porque um dos senhores, depois de me vender as castanhas, benzeu-se. Desejo uma boa temporada!
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Vendedores de castanhas, Chiado, Lisboa
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Quase na hora dele ... - 6

Alexei Yakovlevitch Voloskov (1823-1882 ) , A mesa do chá, 1851, óleo sobre tela, Museu Russo de São Petersburgo.


Mas recomendo , em alternativa ao quentinho da tela, os chás gelados da Xocoa ( aquela casa chocolateira e não só da Rua do Crucifixo, mais precisamente nas traseiras dos Armazéns do Chiado ) onde se encontram umas variedades fabulosas. Acreditem.