O artista Julião Sarmento, na pele de curador, lançou um desafio ao amigo Eduardo Batarda. O resultado dá pelo título de Mise en abyme e é uma exposição que reúne 21 pinturas, algumas nunca antes mostradas, de períodos distintos, que percorrem várias décadas de trabalho de Eduardo Batarda.
«O opus do Eduardo é, passe o pleonasmo, um trabalho de artista para artistas. E é como ele. Igualzinho! Igualzinho a ele e ao seu discurso. Não é amável, nem simpático nem de fácil disgestão. É ácido e virulento, desesperadamente urgente, romântico (sim, romântico!) e misterioso. E é, por ordem alfabética (por que não?) abrasivo, abusivo, alternativo, autista, bem-educado, brilhante, chato, compulsivo, confuso, convencido, derivativo, erótico, erudito, escatológico, excessivo, gabarola, generoso, gozão, implacável, imprescindível, inteligente, intimista, obcecado, obsessivo, optimista, paranóico, pedante, perverso, pessimista, polido, pornográfico, repetitivo, retorcido, ridículo, sarcástico, sedutor, solitário, teimoso, trágico, vaidoso, verbal, vernacular e, por isso mesmo, incontornável e inesquecível.» (Julião Sarmento)
A exposição pode ser vista no Pavilhão Branco do Palácio Pimenta até 28 de agosto.
O Ilusionista (Grande momento elíptico), 1986
Vista sobre o jardim do Palácio Pimenta de uma janela do pavilhão.