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sábado, 30 de novembro de 2019

Fernando Pessoa


«3 de dezembro [de 1935] - Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje, que Portugal viu passar num caixão para a eternidade sem ao menos perguntar quem era.» 
Miguel Torga – Diário. 2.ª ed. Coimbra, 1942, vol. 1, p. 18


sexta-feira, 22 de março de 2019

Primavera!

Viva a Primavera!






Para MR com os meus agradecimentos.


No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera

No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera, a Baixa desperta entorpecida e o sol nasce como que lento. Há uma alegria sossegada no ar com metade de frio, e a vida, ao sopro leve da brisa que não há, tirita vagamente do frio que já passou, pela lembrança do frio mais que pelo frio, pela comparação com o verão próximo, mais que pelo tempo que está fazendo.
(...)


Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Vol.I. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982.
(Arquivo Fernando Pessoa)



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Mini-livros - 45

Mafamude: Palavras & Rimas, 2018 

Esta caixa é o n.º 1 da coleção Pequenos Grandes Clássicos. Dentro tem a Mensagem de Pessoa e O Princepezinho de Saint-Éxupery, encaixados numa esponja:


Obrigada, Jad!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pensamento ( s )







Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se vê, porque dura.

- Fernando Pessoa ( 1888-1935 )

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Parabéns JMS!

Parabéns, João!

Desejo um dia muito feliz e as rápidas melhoras.

Joaquín Sorolla, estúdio do pintor, 
Casa Museu Joaquín Sorolla, Madrid



Brincava a criança

Brincava a criança
Com um carro de bois.
Sentiu-se brincando
E disse, eu sou dois!

Há um a brincar
E há outro a saber,
Um vê-me a brincar
E outro vê-me a ver.

Estou por trás de mim
Mas se volto a cabeça
Não era o que eu queria
A volta só é essa...

O outro menino
Não tem pés nem mãos
Nem é pequenino
Não tem mãe ou irmãos.

E havia comigo
Por trás de onde eu estou,
Mas se volto a cabeça
Já não sei o que sou.

E o tal que eu cá tenho
E sente comigo,
Nem pai, nem padrinho,
Nem corpo ou amigo,

Tem alma cá dentro
Está a ver-me sem ver,
E o carro de bois
Começa a parecer.


5-12-1927

Fernando Pessoa, Poesias Inéditas (1919-1930). Nota prévia de Vitorino Nemésio e notas de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990), p. 83.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Marcadores de livros - 659

De uma exposição do Rinoceronte em Arraiolos, que eu gostava de ter visto.

http://atiazita.blogspot.pt/2016/03/sinto-hoje-alma-cheia-de-tristeza.html



O Pessoa não é o mesmo do marcador, mas o Rinoceronte tem poetas aos montes. :)

domingo, 29 de janeiro de 2017

Marcadores de livros - 604


«As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério.»
Tchekhov

Da editora madrilena Páginas de Espuma.

Gracias, Justa!