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domingo, 4 de agosto de 2019

Quem foi Cândido de Oliveira?

Hoje que se joga a Supertaça Cândido de Oliveira era aconselhável que nos numerosos programas de futebol que inundam a nossa televisão, dedicassem uns minutos a Cândido de Oliveira para que as pessoas soubessem que há mais vida para além do futebol, mesmo para quem o pratica.


Durante a II Guerra Mundial, Cândido de Oliveira trabalhou para os Aliados e em 1942 foi preso pela PIDE e enviado para o campo de concentração do Tarrafal onde esteve entre 1942 e 1944. Deixou relato desta experiência em Tarrafal, o pântano da morte:

Lisboa: República, 1974

Em 1945, funda o jornal A Bola com Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo.

Quem quiser conhecer a vida deste cidadão português pode ler a biografia que Homero Serpa lhe dedicou:
Lisboa: Caminho, 2000


sábado, 22 de junho de 2019

1969: A Crise Estudantil e a final da Taça

Há 50 anos chegam à final da Taça de Portugal as equipas do Benfica e da Académica. Os estudantes estavam em plena crise académica, que se iniciara a 17 de abril, com oito estudantes suspensos e alguns incorporados compulsivamente no serviço militar, como o jogador Artur Jorge da Académica que já não ode jogar a final da Taça, e que já tinha negociado a transferência para o Benfica.
Américo Tomás nem assistiu ao jogo não tivesse de entregar a Taça à Académica. E o jogo não foi, pela primeira e única vez, transmitido pela televisão. As únicas imagens existentes são as que se encontram no final deste post.
Leia aqui mais sobre o jogo.

 
Equipas do Benfica e da Académica 
Equipa da Académica com as capas aos ombros, em sinal de luto. Dpois de ter jogado as meias finais vestindo branco com um fumo no braço, foi avisada que não poderia jogar a final com qualquer sinal de luto. Obtaram assim por levar as capas aos ombros.
Equipa da Académica com os jogadores identificados.
 O público e as tarjas que passavam de mão em mão para a polícia não as conseguir agarrar.


Nesse dia entrei pela segunda vez num estádio de futebol; da primeira tenho uma vaguíssima ideia. Sou do Benfica, mas fui torcer pela Académica como muitos benfiquistas. E sentimos uma grande desilusão, uma grande tristeza, por o Benfica ter ganho nesse dia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Leituras no Metro - 1005

Estoril: Prime Books, 2012

Um dia destes entrei na Almedina e comprei este livro. Não estava nos meus propósitos. Mário Wilson foi sempre uma pessoa com quem simpatizei. Abri o livro e comecei a ler o prefácio de Almeida Santos, que foi companheiro de Mário Wilson numa República coimbrã por onde passavam Agostinho Neto ou Daniel Chipenda (companheiro de Mário Wilson na equipa da Académica). Mário Wilson já havia passado pela Casa dos Estudantes do Império onde convivera com Marcelino dos Santos, Mário de Andrade, Amílcar Cabral, etc. O prefácio é vivíssimo e testemunho de uma amizade.
O avô de Mário Wilson era Harry Wilson, um judeu americano que foi para a África do Sul e daí passou para Moçambique, onde casou com uma negra.
Mário Wilson jogou no Sporting (onde foi substituir Peyroteo) e na Académica. Foi treinador da Académica (onde começo por ser adjunto de José Maria Pedroto (com quem não se deu bem) e depois do seu mestre Cândido de Oliveira) e do Benfica.
Uma leitura improvável, mas de que estou a gostar imenso.

1949
1956
Sporting, campeão nacional na época de 1950-1951.
Académica de Coimbra, vice-campeã na época de 1966-1967.
Em cima: Mário Wilson (treinador), Maló, Marques, Curado, Gervásio, Celestino, Rui Rodrigues, Pascoal (massagista). Em baixo: Crispim, Ernesto, Artur Jorge, Vítor Campos e Rocha. 
Benfica, campeão nacional na época de 1975-1976.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Marcadores de livros - 1082


Um livro de João Tomaz e Pedro Adão e Silva em que o futebol não é apenas futebol.
«Tudo o que nunca se soube sobre a insurreição de jogadores do México 86, conhecida como o 25 de Abril do futebol português. "Deixem-me sonhar", clamou José Torres, o "Bom Gigante" do futebol português, antes do jogo de apuramento decisivo entre Portugal e a República Federal Alemã. Quem viveu, não esquece: Jaime Pacheco cortou uma bola, passou-a a Carlos Manuel, que rematou para o fundo da baliza. O jogo ia no minuto 53. Daí até ao final, Bento ficou a defender e o país a sofrer, mas aconteceu.
«Vinte anos depois, pela segunda vez na História, a seleção portuguesa apurou-se para um Mundial de futebol: o México 86. Só que não estava pronta para isso, e o "milagre de Estugarda" transformou-se no pesadelo do "caso Saltillo". Com Portugal em ebulição e o futebol a ser transformado pela FIFA num negócio gigantesco, os jogadores chegaram a Saltillo, no México, para encontrar um motel degradado, um campo inclinado, uma ausência de plano de treinos e prémios de cem contos por jogo - em contraste com os 143 mil recebidos pela Federação. Estavam lançadas as condições para uma reivindicação sem precedentes, que dividiu a sociedade portuguesa e lançou os alicerces para a profissionalização do futebol nacional. Uma história que estava por contar e que é agora, finalmente, relatada por inteiro.»


Mundial de Futebol


Para assinalar este evento desportivo, a Casa da Moeda cunhou uma moeda de coleção comemorativa com o valor facial de €2,50 da autoria do escultor João Duarte.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Maio 68 - 18


No dia 22 de maio de 1968, um grupo de jogadores desembarcou no 60 da Avenue d'Iena, em Paris, com a firme intenção de ocupar a sede da Federação Francesa de Futebol. Na rua, são distribuídos folhetos aos transeuntes, enquanto que na sede os funcionários estão reunidos numa sala, e o secretário-geral, Pierre Delaunay, e Georges Boulogne, selecionador nacional, foram instalados noutra sala. Ninguém entra no prédio, enquanto uma bandeira vermelha e dois panos são colocados  na fachada: O futebol para os futebolistas!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Emocionante

Não costumo escrever muito sobre futebol, até porque vejo poucos jogos inteiros, mas ontem foi emocionante ver até ao apito final o jogo derradeiro da Taça de Portugal, em que saiu vitorioso um astuto David contra um enfraquecido Golias . Parabéns ao Desportivo das Aves, justo vencedor !

sexta-feira, 16 de março de 2018

Leituras no Metro - 967

Alfragide: Esfera dos Livros, 2018

Béla Guttmann é hoje considerado como o primeiro treinador mediático do futebol e foi o homem que abriu caminho aos famosos treinadores da era moderna. Foi, como afirma David Bolchover na introdução, «o primeiro de uma estirpe , uma superestrela internacional do futebol que conseguia espremer até à última gota as vantagens atléticas e táticas das suas equipas, ainda José Mourinho e Pepe Guardiola não eram sequer nascidos.» (p. 12)
Sobrevivente do Holocausto, escapou à morte escondido num sótão perto de Budapeste, enquanto milhares de compatriotas judeus (incluindo muitos dos seus familiares mais próximos) eram levados para a morte. A sua vida profissional esteve desde cedo ligada ao futebol, tendo passado por grandes clubes como jogador e treinador. Em 1958 chega a Portugal para treinar o Futebol Clube do Porto, que com ele ganha o campeonato nacional (1958-1959). Na época seguinte vai para o Benfica e vence dois campeonatos nacionais (1959-1960 e 1960-1961), a Taça de Portugal (1961-1962) e a Taça dos Campeões Europeus (1960-1961 e 1961-1962). É também pela mão de Béla Guttmann que, em 1960, Eusébio ingressa no Benfica. 
Após os êxitos alcançados, a recusa de um aumento de vencimento motiva a saída do treinador. Na despedida este terá declarado: «Sem mim, nem em cem anos o Benfica vai conquistar outra taça europeia!», frase que ficou conhecida como a «maldição» de Guttmann.
Estou a gostar de ler esta biografia.

Acho horrível a Esfera do Livro  ter paginado o livro com dois tipos de letra. Enfim... (maus) gostos!...

Béla Guttmann com Eusébio e Coluna.


domingo, 19 de novembro de 2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Números

100

Foi neste jogo recente contra o Bayern de Munique que Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro futebolista da história a conseguir cem golos em provas europeias. Mais um recorde para o prodígio madeirense.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Marcadores de livros - 464

Dois marcadores de Barcelona: em cima, o Parque Guell; em baixo o estádio do Barcelona. É o primeiro marcador de um estádio que tenho. :)


segunda-feira, 15 de agosto de 2016