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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Um naïf do século XVI

 
 
 
Por vezes sou, felizmente, surpreendido com um quadro. E o último que me surpreendeu foi a pintura do mercado de tecidos que serve de fundo a este quadro com uma temática religiosa: distribuição de panos pelos pobres, por um santo (São Francisco, que era filho de um mercador de tecidos e distribuía os panos de seu pai pelos necessitados).

 
 
A Praça representada situa-se em 's-Hertogenbosch, a pequena cidade flamenga onde viveu o pintor Jheronimus  (Hieronymus) Bosch; a sua casa pode ver-se neste pormenor (é a sétima casa do lado direito, começando de Sul para Norte - a casa branca, mais alta, ao lado da casa pintada de azul).

O quadro pertence ao Het Noordbrabants Museum, em 's-Hertogenbosch, e encontra-se neste momento em Madrid, no Museu do Prado, abrindo a Exposição dos 500 anos da morte do pintor.

terça-feira, 12 de julho de 2016

sábado, 14 de maio de 2016

De um lugar onde não há sapos

Uma exposição-homenagem de Guilherme Parente a Bosch inaugura hoje na Galeria das Salgadeiras, às 19h00.


Um convite ao artista para revisitar e reinterpretar a obra de Bosch, nos 500 anos da sua morte. 
Guilherme Parente volta à Galeria das Salgadeiras com uma série de obras inéditas que estarão patentes ao público até 2 de julho. «De um lugar onde não há sapos, esse símbolo do Mal tantas vezes evocado nas pinturas de Bosch, traz-nos uma série de ilusões fantásticas que aproximam, numa perspetiva mais de afetos e de sensibilidades do que a formal e estética, a pintura de Parente da de Bosch», como refere Ana Matos na folha de sala.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Novidades

Um magnífico livro da Taschen que comemora o 500º aniversário da morte do grande Hieronimus Bosch, escrito por Stefan Fischer, grande especialista da vida e da obra do genial pintor. Só 20 telas e 8 desenhos são oficialmente atribuídos a Bosch, que foi muito copiado nas décadas seguintes, mas são 28 obras que ainda hoje nos fascinam.

( 29x39,5cm, 300 páginas, € 99 )

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Trípticos fechados

Este é do Jardim das delícias de Bosch.

Esta exposição, que se encontra no Museu do Prado até 26 de maio, está bem concebida. Numa espécie de corredor, colocaram muito boas fotografias dos trípticos fechados com a indicação dos locais no Museu onde podem ser vistos abertos. As reproduções estão muito, muito bem feitas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Los trípticos cerrados del Museo del Prado. De grisalla a color

Bosch - La creación del Mundo
Portas exteriores de O Jardim das delícias
Óleo sobre madeira, ca 1500-1505
Madrid, Museu do Prado

Exposição no Museu do Prado até 26 de maio.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Que bom ser estrangeiro"


Hieronymus Bosch, detalhe, Jardim das Delícias Terrenas, 1504 (painel central), Museu do , Prado, Madrid



"(...) «Que bom ser estrangeiro!» Ser estrangeiro significa sempre, ou quase, que se está em férias, que se vive num mundo novo, que provisoriamente se mudou de pele e de alma."


Augusto Abelaira, Enseada Amena. Lisboa: Livraria Bertrand, 1965, p.47.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um quadro por dia



As Tentações de Santo Antão de Bosch  não porque se tenha descoberto algo mais sobre esta obra-prima do Museu Nacional de Arte Antiga, mas porque vai ser o objecto da palestra de hoje de Marcelo Rebelo de Sousa a partir das 18h30 precisamente no Museu das Janelas Verdes. É a inauguração de um ciclo que continuará com Eduardo Lourenço, João Lobo Antunes e D.Manuel Clemente.

domingo, 24 de junho de 2012

No dia de São João

Bosch - São João Batista
Madrid, Museu Lázaro Galdiano

«Ande por onde andar o Verão, há-de vir no São João.»

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Confrontos: Bosch e o seu Círculo

Bosch - Tentações de Santo Antão
Óleo sobre madeira, ca 1500
Lisboa, MNAA

Tríptico do Luizo Final
Oficina de Bosch
Óleo sobre madeira, 1.ª metade século XVI
Bruges, Museu Groeninge 
Tríptico das Tribulações Job (pormenor)
Continuador de Bosch
Óleo sobre madeira, 2.ª metade século XVI
Bruges,Museu Groeninge

Esta exposição, realizada em parceria com o Museu Groeninge (Bruges, Bélgica), coloca o Tríptico das Tentações de Santo Antão em confronto com o Tríptico do Juízo Final e o Tríptico das Provações de Job, ambos da colecção do museu de Bruges. A exposição debruça-se sobre as variantes ou os traços comuns do processo criativo destes trípticos, análise também apoiada em exames laboratoriais. É a primeira vez que se juntam, em Portugal, três grandes pinturas de Bosch e do seu círculo. (do site do MNAA)

Museu Nacional de Arte Antiga
Até 25 Setembro 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ele sabia de cor uma história das aves.

A ração do céu de Artur Portela (filho) é uma belíssima história poética, uma fábula que fala dos homens e da fome. É um pequeno livro mas lê-se de um fôlego! (modificado às 19:37 h)
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Hieronymus Bosch, detalhe do Jardim das Delícias Terrenas, 1504

Museu do Prado, Madrid
35
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Ele sabia de cor uma história das aves.
E teve tempo de a recitar, marcando a cadência escolarmente com a cabeça, pendulando muito rapidamente a cabeça, enquanto elas desciam, muitas e próximas, todas na sua direcção.
Eram aquelas aves que o vento fizera na pedra / e que o vento soltara / e que o vento levara / e que o vento ouvira chamar / leva-me ave de pedra / cavalgara assim a pedra / no vento cavalgara / e assim levara / à amada o seu amado.

Artur Portela (filho), A ração do céu, Lisboa: Editorial Notícias, 2001, p. 61

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um quadro por dia - 88

Hieronymus Bosch, Alegoria da Gula e da Luxúria, 1488-90, óleo sobre madeira, Yale University Art Gallery, New Haven, EUA.


Duas actividades humanas em que se pode ser edace...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia Internacional dos Museus.

Hoje, dia 18 de Maio festeja-se o Dia Internacional dos Museus e a entrada é livre. Para celebrar o dia coloco uma pintura do Museu Nacional de Arte Antiga que me é muito querida: As Tentações de Santo Antão de Hieronynus Bosch!
Admiro neste pintor, a estética, a fantasia, a crítica, a ironia e a beleza. Possivelmente já foi focado este detalhe, peço desculpas, mas hoje tinha que realçar este pormenor líndíssimo de Santo Antão. É um quadro complexo com multiplas histórias que a lupa pode descobrir, numa viagem minuciosa pela madeira pintada a óleo na seguinte superfície: 131,5 x 119 cm (painel central), 131,5 x 53 cm (cada painel lateral).
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A proposta é uma visita a esta tela. Felizmente vou estar em Lisboa neste dia. Ainda não sei se vou rever esta pintura mas a um museu vou de certeza!
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Hieronymus Bosch, As Tentações de Santo Antão, (1495-1510)
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Retirada daqui

Aproveito para felicitar todos os directores e conservadores dos museus pela dedicação num país que não investe muito na cultura.

A todos os amigos dos museus os meus parabéns pelo auxílio que prestam em prol da preservação da cultura.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Parabéns e resposta a um desafio.


Esta imagem já apareceu a ilustrar três posts (pelo menos) no Prosimetron. Duas vezes assim e uma outra noutro contexto. É que, por vezes, olhamos e tornamos a olhar para uma imagem e não vimos o que nela está.
Efectivamente esta maravilhosa escultura julgo que não passou de uma prenda virtual. Foi "feita" ou "imaginada" para servir de presente. Presente oferecido por Baltasar ao Menino Deus. É o ouro que o Mago ofereceu ao Messias. O seu autor foi Hieronymus Bosch.
Aliás este quadro está cheio de esculturas. Uma outra que me apaixonou foi a das duas cegonhas nos seus cânticos de acasalamento, símbolo da natalidade e do nascimento. Essa escultura encontra-se a “coroar” a “coroa” do Mago Baltasar, que dado estar de ajoelhado a colocou no chão.

Mas se olharem melhor para a primeira imagem podem reparar que o que pode, à primeira vista, parecer uns "pés" para a base da escultura, parecem ser antes uns pequenos sapos a serem esmagados. Sapos, um dos símbolos de heresia... Aliás cada representação, cada escultura, cada pormenor deste quadro, podem suscitar reflexões e voos...

E quem é a figura que está à porta com uma "coroa" de espinhos que só podem ser observados porque tirou a "cobertura" dos mesmos... cobertura essa que conserva na mão, em atitude de respeito (?).

E assim aproveito para dar os parabéns ao Prosimetron. Espaço amado por todos os que nele colaboram e por todos os que o visitam. Como um outro João um dia escreveu: a Luz brilha, as trevas é que, por vezes, não deixam ver essa Luz.

O quadro está no Museu do Prado, em Madrid.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Os sete pecados capitais


Soberba ou Orgulho ou Vaidade. Três formas de olhar o mesmo pecado. Foi por ele, ou melhor pela sua representação, que eu me lembrei de Bosch e do tampo de mesa em exposição no Museo do Prado, em Madrid. Já foi o último dos chamados "pecados capitais", mas para muitos é o primeiro. É um dos pecados que vai mudando de nome conforme o doutrinador e conforme a Era em que são estabelecidos. Para muitos o "demónio" que se encontra associado a este pecado é o Anjo Lúcifer (o primeiro que fez esta associação parece que foi Peter Binsfeld, latinizado em Petrus Binsfeldius) - e por isso, os dois animais que se encontram representados. É este pecado que faz com que, por vezes, não vejamos a realidade como ela é. É este pecado que faz com que, por vezes, culpemos os outros dos nossos próprios erros.