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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Crime e Justiças na Idade Média


Na torre medieval Jean sans Peur (Paris) está uma exposição dedicada ao Crime et Justices au Moyen Âge, evocativa dos 600 anos do assassinato de Jean sans Peur (1419-2019). Graças a numerosas fontes judiciais do final da Idade Média, a exposição interroga a justiça da época: quem julga e por que justiça? Como e onde se julga? Um percurso histórico que nos dá a conhecer o papel crescente do poder real e a participação ativa da população nos julgamentos. 
 A exposição pode ser visitada até final do ano.

Adultério
Assassinato de Thomas Becket.
Juiz corrompido.
Debate judicial.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Moyen Âge et publicité


Esta exposição, que pode ser vista na Tour Jean sans Peur, em Paris, até final do ano, pretende responder a algumas interrogações: como era difundida a publicidade comercial; como se anunciavam as festividades ou como se informava sobre condenações na justiça num mundo em que a maioria das pessoas não sabia ler e onde não havia jornais? 


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Aquisições recentes


Comprados ontem estes dois ensaios históricos , o primeiro sobre o que era ser " Rei de França " ( toda a simbólica, cerimonial, etc ) e o segundo sobre a idade média africana, algo pouco estudado mas mais interessante do que se pensa .
O melhor é não entrar mesmo em livrarias ... :)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Paris na Idade Média

Paris: Belin, 2014
€28,00

Esta obra, com mais de 80 ilustrações e mapas, congrega as nove conferências de um ciclo organizado pela Câmara de Paris, em 2012, sobre Paris au Moyen Âge

terça-feira, 12 de maio de 2015

À mesa na Idade Média



E já que falo desta exposição, que espero vir a ver, deixo um vídeo sobre um livro que tenho sobre o mesmo tema:

sábado, 9 de agosto de 2014

Onde me apetecia estar

 - Mapa do Ducado da Bretanha
 - Castelo dos Duques da Bretanha, Nantes .


Desta vez, o desejo está de acordo com a realidade. :) . O antigo reino da Bretanha, depois ducado quase soberano, depois província de França e agora região administrativa embora amputada daquela que foi a sua capital histórica, Nantes, num contrasenso que tarda a ser corrigido apesar da vontade dos cidadãos e até dos eleitos.
Importa só esclarecer que Nantes nunca foi a capital formal da Bretanha, embora se tenha tornado o lugar de residência dos duques mais tardios. As cortes, como é sabido, eram itinerantes durante a Idade Média e havia a partilha de poder com outras cidades bretãs : os duques eram coroados em Rennes, e o Parlamento da Bretanha reuniu tantas vezes em Vannes como em Nantes, por exemplo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Leituras no Metro - 145

Lisboa: Centro de Estudos Históricos, 2013

Já há uns tempos que andava para me referir a este livro. E, aqui há dias, quando o Luís Barata fez um post sobre os nomes mais escolhidos, no ano de 2013, para rapazes e raparigas, lembrei-me que ainda não o tinha feito.E alguém, num comentário, perguntava pelas Aldegundes e quejandas.
Este ensaio de Iria Gonçalves sobre a antroponíma feminina na Idade Média portuguesa é interessantíssimo. E ficamos a saber que há nomes que sempre se deram às meninas.
Iria Gonçalves recolheu a vários fundos antroponímicos para a elaboração do seu ensaio, sendo que «o mais antigo era formado por nomes já usados no território anteriormente à romanização. Não foram muitos os onomatos que se conservaram desses recuados tempos. Foram nomes como Cara, Mónia, Onega, Sarra, Vasquida, nomes que, se por ventura alguma vez tiveram adesão significativa por parte das populações foi em tempos bem longínquos. Mas foram outros, também, bastante usados em alguns períodos da Idade Média, como Urraca ou Ximena e foram alguns outros que continuam, na atualidade, a ser usados por muitas de nós, como é o caso de Teresa ou Leonor.» (p. 43) E aqui está Leonor, um dos preferidos em 2013.
Os conquistadores romanos «no campo da antroponímia passaram quase despercebidos. Se no masculino ainda um nome teve alguma visibilidade e merece ser destacado até porque vigora até hoje – Nuno – na vertente feminina nenhum onomato logrou impor-se, ainda que por breve período. Estaça, Justilinha, Malada, Mécia, Milícia, Mília são quase todos os que constam da lista em análise.» (p. 43) Não sabia que Nuno tinha uma origem tão antiga. Quanto aos nomes femininos, desenterraram-no há uns anos e existem por aí umas Mécias. L
Há uma listagem de nomes femininos no artigo «Antroponímia germânica» de Joseph M. Piel, citado por Iria Gonçalves, tais como Ausenda, Aldonça, Aldora, Elvira, Ermesinda, Guiomar ou Goncinha. Estes nomes, escolhidos pelos conquistadores germânicos, foram, segundo a autora do presente ensaio, «populares em determinados momentos das cronologias em estudo, conseguindo, alguns deles, sobreviver até aos nossos dias.» (p. 44)
Com a cristianização, na Baixa Idade Média os nomes que aparecem «eram nomes perfeitamente incontornáveis, tanto na época como, vários deles, ainda hoje. Assim – e sempre em primeiro lugar – Maria, mas depois Catarina, Domingas, Isabel, Margarida, Beatriz, Inês, outros menores. Muitos outros.» (p. 46) E cá está Maria sempre em primeiro lugar! Neste tempo, possivelmente sozinho; mais tarde acompanhado de outro nome - Maria João, Maria Isabel, Ana Maria, etc. - e, de há uns anos para cá, novamente sozinho.
Ainda não acabei de ler o livro, e também tenho saltado algumas folhas (mais desinteressantes para mim), mas é de uma leitura cativante, que aconselho.

Haja alguém que faça o mesmo para os nomes masculinos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Lá fora - 117 : As iluminuras do Louvre

Jean Fouquet, Passagem do Rubicão.

Foi inaugurada ontem esta exposição do melhor que contém o fundo de iluminuras do Louvre, tendo sido escolhidas 70 iluminuras francesas, italianas, flamengas e alemãs para figurarem nesta mostra que também deu origem a algo que eu pensava que já existisse: um catálogo raisonné das iluminuras do Louvre.
São obras maravilhosas de Jean Fouquet, Simon Bening, Lorenzo Monaco e outros génios medievais e renascentistas já que se trata de obras do séc.XI ao XVI.

Enluminures du Moyen Âge et de la Renaissance, Louvre, de 7 de Julho até 3 de Outubro.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Este fim-de-semana...

... não me importava de ir até Bayeux, onde para além de reconstituições históricas, há uma feira do livro, no ano em que a Normandia festeja o seu 1100.º aniversário.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Na Torre Jean sans Peur, em Paris

A Torre Jean sans Peur (1409-1411), que já aqui postei em tempos, classificada Monumento Histórico em  1884, é um dos últimos vestígios civis medievais em Paris.
Neste momento e até 13 Nov., pode aí ser visitada a exposição Le Lit au Moyen Âge, depois de ter dedicado outras mostras a outros aspectos do quotidiano.
http://www.tourjeansanspeur.com/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Poemas - 21

- Mesquita de Córdova.

[ a Wallâda de Córdova]

Por Deus, da minha vida tira

um dia e deixa-me uma hora,

para conseguir em penhor

o que não consegui por favor.



- Ibn Zaidún de Córdova , in Ítaca nº2, Outubro de 2010. ( Tradução feita directamente do árabe por André Simões, com a revisão de Nadia Bentahar )


Nota do tradutor: Ibn Zaidún (1003-1060), é um dos mais importantes autores do al-Ândalus. A sua notoriedade está inevitavelmente ligada às suas relações com Wallâda bint al-Mustafki, filha do Califa Muammad III al-Mustafki (Califa entre 1024-1025), a quem dedicou alguns dos mais belos poemas da literatura árabe andalusa.

sábado, 27 de novembro de 2010

Lá fora - 91 : O Medievo eslovaco


- Pequeno Calvário de Bardejov.




Mestre de Okolicné, Sainte Parenté, depois de 1510, têmpera sobre madeira, 130x121cm, Museu Nacional da Eslovénia ( Liubliana ).


É o melhor da arte eslovaca do final da Idade Média que está exposta em Paris, no Museu de Cluny, com seis dezenas de peças ( escultura, pintura, ouriversaria e iluminura ) excepcionais, sendo que várias delas saem pela primeira vez do território da antiga província do reino da Hungria.
D' or et de feu, Musée de Cluny, até 10 de Janeiro de 2011.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novidades - 154: Da Vida Privada

Uma novidade editorial de autoria lusa que de certeza irá figurar em várias estantes prosimetrónicas. Uma obra monumental coordenada pelo Prof.Mattoso, sendo cada volume da responsabilidade de um especialista da era tratada. O primeiro volume, dedicado à Idade Média, é coordenado por Bernardo Vasconcelos e Sousa.
Uma edição do Círculo de Leitores e da Temas e Debates.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vamos a Sesimbra?

Fortaleza de Santiago, aberta este mês até à uma da manhã, com a vista sobre a baía que se conhece.
Capela do Espírito Santo dos Mareantes, com o seu museu de Arte Sacra e um dos mais bem conservados hospitais medievais do país no piso inferior, aberta em Agosto até às 23h30.


Aqui fica uma sugestão de passeio prosimetrónico: até à bela vila de Sesimbra, com praia ou sem praia, mas aproveitando o belo peixe que por lá se come e os monumentos abertos até mais tarde.
Acresce a estes que mencionei, a homenagem a Lagoa Henriques na Biblioteca Municipal.
Um belo programa de sábado, já que nem todos os prosimetronistas estão de férias.

sábado, 10 de julho de 2010

Ad multos annos



Para o Filipe, com um abraço, lembrando o nosso recente e fortuito encontro em Praga, no convento de Santa Inês!

Daí, segui para o Lapidarium, onde se encontra o original desta Paixão, de Peter Parler, para o tímpano da porta lateral da Igreja de Nossa Senhora diante de Tyn.


Pois, a inevitável conexão germânica, com a Musica Antiqua Köln, num trecho muito ouvido na visita papal de Maio.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mediae Vox Ensemble

O meu dia começou a ouvi-las, pela net porque penso que não têm ainda discografia, e é bom começar o dia com o único grupo português feminino de música medieval. Ainda não as consegui ver e ouvir em concerto, mas elas têm actuado pelo país. Experimentem que vale a pena- é só googlá-las.