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sábado, 14 de abril de 2018

Corot, o pintor e os seus modelos


Camille Corot é mais conhecido pelas suas paisagens. Degas apreciava-o como pintor de figuras humanas, sublinhando-lhe a modernidade. Corot aborda todos os géneros de retrato, como nus, camponeses romanos, monges absortos pela leitura, mulheres, crianças e homens de armadura. 

Mulher com pérola, 1868-1870.
Museu do Louvre

Estas obras podem ser vistas no Musée Marmottan Monet, em paris até 8 de julho.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Um quadro por dia - 321



Foi em 1840 que Jean-Baptiste Corot ( 1796-1875 ) pintou este Le Fermier de Pithiviers , 35x46cm, que hoje vai à praça em Paris, na Artcurial e com uma avaliação de 250 000 a 300 000 euros .

sexta-feira, 18 de março de 2016

Paysages: Du romantisme à l'impressionnisme - Les environs de Paris


Sisley - Allée de peupliers aux environs de Moret-sur-Loing, 1890
Obra recuperada depois da II Guerra Mundial e confiada à guarda do Musée d'Orsay.
Corot - Ville d’Avray, l’étang au bouleau devant les villas, 1872-1873
Rouen, musée des Beaux-Arts
Eugène Lavieille - Barbizon sous la neige, 1855
Col.lection du musée départemental des Peintres de Barbizon, Barbizon
François-Edme Ricois - Vue prise de la terrasse de Bellevue, 1823
Musée du Domaine départemental de Sceaux
Pierre-Emmanuel Damoye (1847-1916) - La Seine à Nanterre, ca 1885-1890
Musée du Domaine de Sceaux
Luigi Loir (1845-1916) - Chemin de fer d’Orléans, Banlieue de Paris (Athis-Mons), ca 1904
Musée du Domaine départemental de Sceaux

Através de uma centena de quadros, desenhos e fotografias, a exposição Paisagens: os arredores de Paris apresenta a evolução da paisagem no século XIX. Nessa época, muitos pintores franceses e estrangeiros instalaram-se nos arredores de Paris para aí levarem 'uma vida de artista'. Esses locais eram verdadeiras escolas onde se inventou a paisagem moderna, à margem da vida artística parisiense, dos seus salões e da Academia. 
A exposição descreve esses lugares emblemáticos, como Barbizon, Auvers-sur-Oise ou as margens do Marne, onde pintores e fotógrafos encontraram a luz abafada das florestas dos pintores românticos e o brilho da luz do Sena, captado pelos impressionistas.
Os arredores começam a industrializar-se e a urbanizar-se, ao mesmo tempo que é construído o caminho de ferro. Tornam-se assim também um local de diversão para os parisienses.
Esta exposição, que abre hoje no castelo de Sceaux e pode ser vista até 10 de julho de 2016, é uma homenagem às belezas da Île-de-France. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Um quadro por dia


Um Corot para a nossa M.R. : A leitora coroada de flores ou A Musa de Virgílio, 1845, óleo sobre tela .
Muitos parabéns !

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Duas ciganas de Corot

Cigana com bandolim, ca 1870
Washington, National Gallery of Art
Cigana com bandolim, 1874
São Paulo, Museu de Arte

No Dia Nacional do Cigano.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Leituras no Metro - 175

Paris: René Julliard, 1946

Estive a ler esta obra sobre a Escola de Barbizon. Fiquei com vontade de visitar esta terra. Talvez um dia...
Muitos pintores afluíram a esta vila, junto à floresta de Fontainebleau, entre 1825 e 1875, começando por se instalarem na estalagem Ganne, «la petite république du père Ganne» (p. 83).
Théodore Rousseau, Millet, Corot e Daubigny foram os seus fundadores, mas a lista tem mais de 40 discipulos.

L'Auberge Ganne entre 1830 e 1870.
L'Auberge Ganne é atualmente o Musée de l'École de Barbizon.

Théodore Rousseau - La ferme et la maison de Théodore Rousseau à Barbizon
Corot - Barbizon, tronc d'arbre en forêt, 1822
Millet - Jardin de la famille Millet à Barbizon
Daubigny - Amanhecer em Barbizon
Eugène Lavieille - Barbizon sous la neige, 1855
Constant Dutilleux - Barbizon, Femme ramassant du bois

Também os impressionistas andaram por Barbizon e pintaram-na:

Renoir - Fontainebleau, o pintor Jules Le Coeur, 1866
Seurat - A floresta em Barbizon, 1883

sábado, 23 de agosto de 2014

Grande Guerra - 9

Pierre Bonnard - Avenue du Bois de Bologne, 1914

«23 de agosto [de 1914]
«De dia estivemos no Bosque e foi este, depois que começou a guerra, o meu primeiro dia de repouso. Era domingo, fazia calor e o Bosque só cheio de mulheres e crianças parecia uma paisagem de Corot, com ninfas. Numa clareia, um rancho de raparigas jogava a cabra-cega na relva, e no meio de uma alacridade que enchia o ar todo com as suas vozes. Nos barcos nos lagos, outras raparigas remavam. Um destes barcos estava refugiado à sombra de um castanheiro e nele quatro mulheres conversavam ou liam. O ar estava pesado.»
João Chagas - Diário. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1929-1932, vol. 1, p. 176

Corot - Manhã: A dança das ninfas, ca 1850

domingo, 6 de julho de 2014

Alguns tesouros do Museu Gulbenkian

Guardi - A Ponte sobre o Brenta junto às Comportas de Dolo, Veneza
Óleo sobre madeira, final do século XVIII
MCG Inv. 385 A

«Quando pouco depois abalou da embaixada otomana em Londres, Kaloust sentiu que precisava de comemorar a sua nomeação [como conselheiro financeiro nas embaixadas turcas de Londres e Paris] com algo de grandioso. Mas o quê? [...] 
«Foi nesse instante que se lembrou de um galeria de arte que Sir Kenneth Bark  lhe indicara umas semanas antes numa ruela escondida atrás de Charing Cross, para os lados de Convent Garden. Meteu-se no seu fiacre e deu a ordem ao cocheiro.
«"Trafalgar Square! E a trote!" [...]
«Uma vez chegado ao destino, o arménio apeou-se e galgou a escadaria até entrar na National Gallery, onde surpreendeu Sir Kenneth Bark no seu gabinete.
«"É hoje!", anunciou-lhe de chofre. "Vou comprar o Guardi!"
«"A sério?"
«Afogueado de excitação, Kaloust fez um gesto peremtório a chamar o amigo.
«"Venha daí!" [...]
«"Que bicho lhe mordeu?, perguntou Sir Kenneth [...]. "O que lhe deu para decidir avançar com a compra precisamente hoje?"
«"Digamos que o dia me correu bem. Quero celebrá-lo de forma especial e parece-me que o Guardi é perfeito para a ocasião." [...]
«O curador da National Gallery estacou diante de uma vitrina decorada com várias telas a óleo e a aguarela. Sobre a porta, uma tableta anunciava "Richardson's". [...]
«"Por favor", chamou Kaloust. "Para onde foi o quadro que aqui estava? Não me digam que já o vendeu!..."
«O homenzinho aproximou-se do canto apontado e percebeu logo qual a pintura a que o cliente se referia.
«"Ah, quer saber onde se encontra Vista do Mira sobre o Brenta?" Apontou para cima. "Tirámo-lo daqui  e transferimo-lo para o primeiro andar. Quer vê-lo?"
«"Se for possível..." [...]
«"Compro."
«Não o sabia ainda, mas foi assim [...] que Kaloust começou a colecionar pintura.»
José Rodrigues dos Santos - O homem de Constantinopla. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 410-417

Não sei se o quadro é exatamente o que reproduzo, mas de entre os Guardi existentes no Museu Gulbenkian...

Corot - Ville d'Avray
Óleo sobre tela, 1874
MCG, Inv. 185

«Devido ás novas responsabilidades como conselheiro do governo otomano e como banqueiro, que celebrou com a aquisição de Ville d'Avray, um quadro de Corot [...].»
José Rodrigues dos Santos - O homem de Constantinopla. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 434

George Romney - Miss Constable, 1787
Lisboa, MCG

«[...] "Até já celebrei e tudo!"
«"O quê? Não me diga que comprou mais um quadro..." [perguntou-lhe Krikor, o filho].
«Kaloust ergueu-se com inesperada agilidade e, com um gesto dramático, retirou o véu que cobria uma tela encostada à parede, deixando ver o retrato pintado de uma rapariga de chapéu largo na cabeça.
«"Chama-se Miss Constable e foi pintado por Romney", anunciou embevecido. "Uma maravilha, não achas?"»
José Rodrigues dos Santos - Um milionário em Lisboa. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 32

Jean-Antoine Houdon (1741-1828) - Diana
Mármore, 1780
Paris, Casa de Gulbenkian na Av. de Iena
A mesma escultura no Museu Gulbenkian
Rubens - Retrato de Héléne Fourment, ca 1530-1532

«O vasto átrio coberto de mármores italianos e de um enorme tapete persa abria-se para uma magnífica escadaria [...] aos pés da qual assentava uma estátua de fêmea em pedra polida branca, tão alva e brilhante que parecia esculpida a marfim. Tratava-se de um dos maiores tesouros da coleção.
«"Ah, a Diana de Houdon!", exclamou Sir Kenneth Bark, o primeiro a chegar [...]. "Está de parabéns, meu caro Sarkisian! É uma jóia, não há dúvida! Ainda me custa a crer que o Hermitage a tenha vendido." [...]
«"Já me ofereceram um milhão de dólares por ela, sabia? Mas não vendo. O lugar de Diana é aqui."
A construção da mansão na avenue de Iena, número 51, levara dois anos e meio e a decoração mais cinco meses, mas a obra chegara enfim ao seu termo. Para comemorar o feto, Kaloust organizou uma receção elegante [...] para a qual convidou apenas o curador da National Gallery e seu conselheiro para a aquisição de obras de arte, Sir Kenneth Bark, e ainda o ministro plenipotenciário da Pérsia em Paris [...]. 
«Os vistantes contemplaram o Retrato de Hélène Fourent, em cetim negro e com uma pluma nos braços, saído do pincel de Rubens e que se encontrava pregado na parede diante deles.»
José Rodrigues dos Santos - Um milionário em Lisboa. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 371-373

Duas das compras que Gulbenkian fez ao Hermitage.