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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Leituras no Metro - 220

Trad. Álvaro Gonçalves.
Lisboa: Assírio &Alvim, 2014

Afinal já tinha lido este conto de Stefan Zweig. À medida que o fui (re)lendo, fui-me recordando. Jakob Mendel, judeu austríaco que frequentava o café Gluck, em Viena,cometeu um crime: gostava de livros e escrevia cartas a livreiros franceses e ingleses perguntando-lhes pelas obras que comprara e não chegavam. A polícia, achando esta correspondência suspeita, vai ao café prendê-lo e envia-o para um campo de concentração.
Este conto, que reli com grande prazer, passa-se em 1915. Álvaro Gonçalves que o traduz é o autor de um prefácio, bastante pedagógico.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os bares onde Satie tocou

Santiago Rusiñol - Le Bohémien, 1891
Satie em casa, na rue Cortot, Paris.

Para além do Chat Noir, Satie tocou no Divan Japonais e no Auberge du Clou, que ainda hoje existe, na avenue de Trudaine, e onde ele conheceu Debussy.
Toulouse-Lautrec - Divan Japonais, 1892-1893
Neste cartaz T.L. retratou Jane Avril e Édouard Dujardin.
Auberge du Clou, na atualidade.

«Satie enseigne la plus grande audace à notre époque: être simple.»
Jean Cocteau

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Boa noite!


SETEMBRO

O jardim está de luto.
A chuva fria penetra nas flores.
O verão estremece calmamente
Aproximando-se do seu fim.

As folhas douradas caem uma a uma
Do alto pé de acácia.
O verão sorri, surpreendido e cansado,
No sonho moribundo do jardim.

Detém-se ainda longamente junto às rosas,
Procurando o repouso.
Lentamente vai cerrando
Os seus (grandes) olhos fatigados.

Hermann Hesse
(In: 25 anos da inauguração da sede e museu da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa: FCG, 1995)