O que ando a ler e que recomendo vivamente: "Quando eu era uma obra de arte" de Eric-Emmanuel Schmitt.
Schmitt é de origem belga, doutorou-se em Filosofia na École Normale Supérieure, em Paris.
Evidentemente. Depois da beleza, deve escolher-se a fealdade. Sem hesitar. Se o feio não atrai imediatamente, faz-se notar, suscita comentários, põe termo à obscuridade, esvai o anonimato, abre a estrada - que digo? - a auto-estrada! O feio só pode progredir. Surpreenderá constantemente. Mostrar-se-à tanto mais sedutor porquanto é menos cativante. Falará tanto melhor porquanto perde assim que se cala. Será mais audacioso, rápido, amoroso, lisonjeador, inebriante, generoso, em suma, numa palavra: mais eficaz.
Eric-Emmanuel Schmitt, Quando eu era uma obra de arte. Porto: Ambar, 2003, p.26. (tradução de Carlos Correia Monteiro de Oliveira).
David de Michelangelo Buonarroti, Galleria dell'Accademia, Florença
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