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domingo, 24 de março de 2019

A nossa vinheta


A nossa vinheta refere-se à exposição de Joaquín Sorolla que está no MNAA até final do mês.  Vão vê-la que é muito boa, pelo menos eu achei, mas sou fã deste pintor.
O arco-íris, El Pardo

Moinhos de vento no Tejo, Toledo, 1906

Os guitarristas: Costumes valencianas (pormenor)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Terra adentro


Esta exposição organizada pelo MNAA em parceria com o Museo Sorolla, Madrid, e comissariada por Carmen Pena, apresenta 118 pinturas de Joaquín Sorolla pertencentes à coleção daquele Museu e outras provenientes de coleções particulares.
Trata-se de uma versão aumentada da exposição de 2016, Sorolla Tierra Adentro, que, em Madrid, mostrou como Sorolla deu a conhecer novas versões das diversas paisagens espanholas, dotando-as de um novo sentido e significado.
Predominam na mostra as paisagens que o mestre espanhol do ar livre e da luz intensa executou nas suas viagens pela Espanha da viragem do século XIX para o século XX, desde a sua Valência natal até ao País Basco e à Andaluzia, participando num movimento cultural que procurava dar uma outra imagem do país, alheada da representação historicista de glórias passadas e encontrando-a na pura paisagem, tanto das regiões da periferia peninsular como dos campos da Mancha ou de Castela e seus monumentos.
A seleção de peças contempla também algumas pinturas fundamentais da sua “imagem de marca”: as cenas de beira-mar em praias do Levante, com as brincadeiras estivais de crianças e jovens veraneantes e a faina dos pescadores das costas de Valência.
Uma oportunidade para conhecer (melhor) Sorolla, um dos grandes vultos da moderna pintura europeia. Até 31 de março de 2019 no MNAA.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Elizabeth Vigée Le Brun no MNAA

Elizabeth Vigée Le Brun - Retrato da condessa de Verdun, 1782

O Museu Nacional de Arte Antiga recebeu hoje o retrato da Condessa de Verdun, pintado por Elisabeth Louise Vigée Le Brun. O quadro pertence à coleção de 97 obras de arte do antigo BES, que vão integrar museus portugueses. Os protocolos de cedência entre o Novo Banco e os museus é de cinco anos, renovados automaticamente. 
Não entendo porque é que há de ser uma cedência e não entrarem definitivamente na posse do Estado, como contrapartida (que enriqueça o nosso património cultural) dos milhões de euros que o Estado tem enterrado naquele banco. 
Este quadro terá sido pintado em 1782 por Elisabeth Vigée Le Brun e retrata a sua melhor amiga, numa altura em que esta teria cerca de 22 anos.
Ao que parece este quadro não era conhecido, pelo que não deve ter constado da grande exposição que foi dedicada à artista há três anos no Grand Palais.
Pode aceder ao acervo de pintura, numismática, fotografia e livros do ex-BES em
https://nbcultura.pt/

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Uma vergonha nacional!



O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) colocou um aviso no seu sítio 'online', no qual explica que, de terça-feira a sexta-feira, estão totalmente encerrados os pisos 1 e 2, que acolhem as exposições de mobiliário português, artes decorativas francesas, ourivesaria, joalharia, arte da expansão e cerâmica.
Também está encerrado diariamente - entre as 12h00 e as 15h00 - o piso 3, com a coleção de pintura e escultura portuguesas, onde se encontram algumas das peças mais importantes do museu, entre as quais os Painéis de São Vicente.
No aviso 'online', o museu pede "desculpas pelo incómodo" aos visitantes, justificando o encerramento ao público com a "falta de assistentes técnicos (vigilantes/rececionistas)".

Uma situação que não se compreende nesta altura do ano e numa cidade que teima em permanecer no top dos destinos de preferência. Sem referir ainda o facto do MNAA ocupar o segundo lugar mna lista dos mais visitados a nível nacional. No primeiro trimestre de 2017, este museu registou 47.089 visitantes, um aumento de 01,8 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2016.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Marcadores de livros - 401

Quatro marcadores (e um com ficha técnica) de As tentações de Santo Antão, de Bosch, que viajaram até Madrid. Estão no Prado até setembro.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Obras em reserva do MNAA


«As reservas de um museu são, por natureza, um território mítico: um lugar protegido, inacessível aos olhos profanos, onde se acumula e preserva um sem-número de obras de arte. Nelas ocultam-se peças isoladas ou formando séries, mais ou menos extensas e de diversa índole, acondicionadas por critérios vários, de natureza técnica ou mesmo pragmática. É esse espaço, velado e misterioso, que esta exposição pretende evocar, trazendo à luz e ao olhar curioso dos visitantes um vasto número de obras que, apenas pelos constrangimentos físicos do edifício em que se aloja o MNAA, não fazem parte da sua exposição permanente.» (Do site do MNAA)
Estas obras podem ser vistas a partir de hoje e até 25 de setembro, na Galeria de Exposições Temporárias do MNAA.

sábado, 2 de abril de 2016

A Coleção Masaveu no MNAA encerra amanhã

El Greco - Jesus é despojado das suas vestes (pormenor), ca 1577-1579

Projeto especificamente concebido para o MNAA, Colección Masaveu. Grandes Mestres da Pintura Espanhola Greco, Zurbarán, Goya, Sorolla traz a Portugal uma seleção do extraordinário espólio reunido no decurso de três gerações por uma família referencial do tecido económico do país vizinho, distinta também pela sua relevante ação cultural. O conjunto das 60 obras aqui expostas identifica aspetos fundamentais da história da pintura espanhola, do século XV ao século XX, por intermédio dos seus protagonistas de referência. Greco, Zurbarán, Goya e Sorolla são apenas quatro nomes incontornáveis num percurso que, de Gallego a Ribera ou de Murillo a Fortuny, entre muitos outros, se desdobra de forma fascinante por quase cinco séculos. 
Dando especial destaque ao chamado Siglo de Oro, a Coleção Masaveu congrega peças provenientes das mais notáveis pinacotecas de Espanha, como a coleção real, ou a coleção do Infante Sebastião Gabriel de Bourbon e Bragança, neto de D. João VI de Portugal. O núcleo dedicado a Joaquín Sorolla, com obras de todas as temáticas tratadas pelo grande pintor da luz, é outro dos pontos fortes desta coleção. Por essa razão, também Sorolla ocupa nesta mostra um especial destaque.
(Do site do MNAA)

El Greco - Santa Maria Madalena, 1597
Goya - Espetar as bandarilhas
Sorolla - O regresso da pesca, 1895
Sorolla - O regresso da pesca, 1908

Foi ontem ver a exposição que encerra amanhã. Gostei dos Greco, Goya e Sorolla. e de mais alguns. :) Até gostei de um Zurbarán, pintor que não é mito do meu agrado.
Fiquei com vontade de visitar a Fundación Masaveu, em Oviedo.
Não há postais nem marcadores de livros e não se podem tirar fotos.


Este vídeo é de uma exposição diferente que esteve no Centro Centro, na Praça Cibeles, em Madrid.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Uma boa notícia !


As minhas felicitações ao Eng.Belmiro de Azevedo, cuja generosidade permitiu finalmente a concretização da compra da tela de Domingos Sequeira para o MNAA .

terça-feira, 29 de setembro de 2015

sábado, 22 de agosto de 2015

A nossa vinheta

Aproveitem os últimos dias para visitar a exposição de Josefa de Óbidos e a invenção do barroco português que se encontra no Museu Nacional de Arte Antiga até 6 de setembro.

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Josefa de Óbidos e a invenção do barroco português



Uma ótima exposição, pelo menos para mim que gosto muito da pintura de Josefa de Óbidos. Pena é que os postais e os marcadores que fizeram sejam de péssimo gosto e impressão, sendo o preço na inversa: €1,50/postal; €2,00/marcador. O catálogo também não prima pela qualidade da impressão. Como é possível assassinar, assim, uma pintora destas?!

Dois marcadores e um postal. Com uma matéria tão boa, fizeram estas borracheiras.

Capa do catálogo. A capa é engraçada, porque a imagem é boa;  o pior é a má impressão das imagens. Ainda estou a pensar se o compro, ate porque tenho o da exposição que há anos se fez no Palácio da Ajuda,

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Preciosidades e polémica


Spledor et Gloria: Cinco Jóias Setecentistas de Excepção, que se inaugura hoje na Sala do Tecto Pintado do MNAA e se mantém até 4 de janeiro tem todos os ingredientes para se tornar numa exposição muito apetecível: preciosidades e polémica. A mostra além de reunir as mais importantes peças de ourivesaria produzidas em Portugal na segunda metade do século XVIIII – Custódia Patriarcal, Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, Resplendor do Senhor dos Passos e a Custódia da Bemposta – uma delas saiu pela primeira vez dos Açores entre protestos da sociedade civil e religiosa. Trata-se do Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que está depositado no Convento da Esperança, em Ponta Delgada.
Entre as vozes do não soltaram-se as mais variadas razões para impedir a saída da peça para a exposição em Lisboa: os estudos técnicos e históricos que se fizeram sobre a peça (aliás, sobre as cinco peças) podiam ser prejudiciais à imagem do resplendor na medida em que este “é parte integrante de um conjunto de culto, que não se pode sujeitar a critérios e visões estritamente técnicas”; que o resplendor não podia viajar por ser “um peso na nossa fé incalculável”, ou ainda  “o que guarda o tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres é a fé do povo açoriano” e que por isso levá-lo seria deixá-lo desprotegido...

Que conclusão se pode tirar de todo este bruá em volta da cedência do resplendor ao MNAA? Má vontade e pensamento tacanho. Por favor, corrijam-me se eu estiver errado.