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quinta-feira, 21 de março de 2019

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Marcadores de livros - 829


«A poesia é a fundação do ser pela palavra.»
Martin Heidegger

Agradeço a quem me enviou estes dois marcadores.

sábado, 10 de julho de 2010

PENSAMENTO(S) - 131


Den Eigensinnigen ist Leben nur Leben.
- Martin Heidegger
No original, para o Filipe em especial. Hoje, com este calor, talvez a Floresta Negra seja um bom refúgio.

domingo, 22 de novembro de 2009

«Hannah e Martin» de Kate Fodor


Rui Mendes e Ana Padrão, nos ensaios.

«Já começaram os ensaios do espectáculo Hannah e Martin, de Kate Fodor. Os actores Ana Padrão, Cátia Ribeiro, Cristóvão Campos, Diogo Mesquita, Francisco Pestana, Irene Cruz, Luís Alberto, Maria Ana Bernauer e Rui Mendes interpretarão as personagens que darão vida a esta peça.
«Durante os julgamentos de Nuremberga, Hannah Arendt visita Martin Heidegger, seu antigo professor, mentor e amante. Este encontro entre o filósofo convertido ao nazismo e a filósofa judia, depois da guerra, leva-os a reviver o passado.
«Hannah e Martin é uma peça onde o universo mais íntimo se mistura com a política, a história e a ética, colocando questões pertinentes ao espectador de hoje.
«Qual é o poder das ideias e que força encerram os ideais de quem tem poder? Qual é a origem da crueldade? E do amor? E da integridade? Será algum dia possível compreender a natureza humana e as suas motivações?»
A encenação é de João Lourenço.
http://www.teatroaberto.com/index2.php?lg=1&idmenu=56&idsubmenu=60

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Martin e Hannah



FRIBURGO-EM-BRISGAU
REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA

15 de Agosto de 1975

- Raios!
A velha senhora lutava com o guarda-chuva. As rajadas de vento e a chuva atingiam-lhe a cara enrugada, faziam-lhe voar as saias, destruíam as bocas-de-lobo do jardim. Com um dedo, tocou à campainha do portão.
Da casa, ao fundo do caminho, nada. Uma segunda tentativa permaneceu sem resposta. Irritada, a senhora começou a tamborilar nas ripas de madeira enquanto chamava: - Elfride! Elfride! Sou eu!
Passos que se arrastam. A corrente que se abre. Outra velhota apareceu, abrigada debaixo do alpendre.
- Hannah – disse Elfride, imóvel. – Não a esperava tão cedo.
[…]
O coração de Hannah pôs-se a bater mais depressa. Há quanto tempo não estava sozinha com ele? Pelo menos vinte anos, ou mais? Exactamente dsde… Desde 1950, sim. Vinte e cinco anos.
Sempre que atravessava o atlântico para voltar à Alemanha, Hannah viera visitar Martin Heidegger. E a Madame sempre a vigiar. Nunca longe, sempre pronta a entrar de rompante. Contabilizando o tempo que eles passaram juntos. E Martin cedia sempre.
Uma vez, apenas uma única vez, é que Martin tinha desafiado a proibição conjugal. Foi em 1950, em Friburgo, Hannah e Martin, os dois sozinhos. Foi depois do exílio de Hannah, depois do extermínio, depois do nascimento de Israel, depois da guerra. Depois de Martin ter sido condenado pela sua ideologia nazi, depois da derrota. E, vinte cinco anos depois, Martin e Hannah iam estar novamente sozinhos!
Porque desde que tinha descoberto a verdade sobre o amor adúltero de Martins e Hannah, a Madame estava e de guarda. […]
- Vá, minha cara, vá – disse Elfride, cruzando os braços. – Não, no escritório não. Ao fundo, ao pé da janela. Na sala de jantar. [...]
Assim começa O último encontro, de Catherine Clément (Porto: Asa, 2000)

Hoje leitura
CORRESPONDÊNCIA ENTRE HANNAH ARENDT E MARTIN HEIDEGGER
Apresentação de João Paulo Cotrim
com a participação de José Wallenstein
CCB, 12 Fev., 21h00
Sala Sophia de Mello Breyner
Entrada livre


Nos anos vinte do século passado, Hannah Arendt, jovem judia estudante de filosofia que se tornará referência do pensamento do século XX e implacável desconstrutora da ideologia nazi, tomou-se de amores pelo seu carismático professor, Martin Heidegger, também ele marcante filósofo, o qual viria a manter estreitas relações com o partido Nazi.
A relação manteve-se incólume ao longo do agitado século, através do fio de uma correspondência cheia de simbolismo e humanidade, a qual apenas se revela em meados dos anos 1990. Com o picante de trazer à cena a outra face do triângulo, Elfriede, a mulher do professor.
(
do site do CCB)