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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Onde me apetecia estar - 162



Com nomes consagrados como Nathalie Dessay ou Nicholas Angelich, e também os jovens talentos da Académie Ravel.

Festival Ravel en Nouvelle-Aquitaine, de 26 de Agosto a 16 de Setembro. festivalravel.fr

domingo, 25 de janeiro de 2015

Nas montras de Paris - 10

Paris: Flammarion, 2015

«Quand Ravel leva la tête, il aperçut, à distance, debout dans l’entrée et sur les marches de l’escalier, une assistance muette. Elle ne bougeait ni n'applaudissait, dans l’espoir peut-être que le concert impromptu se prolongeât. Ils étaient ainsi quelques médecins, infirmiers et convalescents, que la musique, traversant portes et cloisons, avait un à un silencieusement rassemblés. Le pianiste joua encore la Mazurka en ré majeur, puis une pièce délicate et lente que personne n’identifia. Son doigt pressant la touche de la note ultime la fit longtemps résonner.»
Em março de 1916, pouco depois de ter terminado o seu Trio em la maior, Maurice Ravel vai para Bar-le-Duc, e depois para Verdun. Tem 40 anos, alista-se voluntariamente, e, como condutor de ambulâncias, ele é encarregado de transportar para os hospitais de campanha homens feridos pela ofensiva alemã. Michel Bernard 'apanha-o' nesta mudança de vida, acompanha-o no difícil regresso à vida civil e mostra como, até ao seu último suspiro, «o enorme concerto da frente» não parou de ressoar na alma de Ravel.
 


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Obsessivo

Conta-se que um dia, em Paris, na companhia do Maestro Pedro de Freitas Branco, de quem era amigo, Ravel foi ouvir o seu "bolero", conduzido pelo Maestro Toscanini. No final, Toscanini justificou a sua interpretação dizendo que lhe dera um ritmo mais ligeiro porque o tema era muito obsessivo. Depois de o deixar, Ravel comentou com Pedro de Freitas Branco: ele não percebeu que compuz o bolero assim, porque queria que fosse obsessivo.
Maurice Ravel morreu com 62 anos, em Paris, em 28 de Dezembro de 1937

quarta-feira, 7 de março de 2012

Parabéns MR!


Parabéns MR!Um dia muito feliz.






Papiano Carlos, A Menina Gotinha de Água, Lisboa: Portugália, 1977, p.31


Ilustrações de João da Câmara Leme.









E porque Ravel também fazia anos neste dia fica o Bolero dançado porJorge Donn no Palácio de Congressos de Madrid (1989)

domingo, 3 de julho de 2011

Maurice Ravel

Comecei a ler o livro de Jacques Canetti, Mes 50 ans de chansons françaises (Paris: Flammarion, 2008), que resolvi comprar antes que atingisse os preços das suas memórias. Gostaria até de comparar ambos os livros para ver até que ponto serão diferentes. Não pode ser uma leitura de metro, dado o formato e peso do livro.
Foi deste livro que retirei as seguintes palavras sobre Ravel:
«Je devenais peu à peu une sorte de "directeur artistique" sans formation de base. J'ai ainsi assisté chez Polydor à l'enregistrement historique du Boléro de Maurice Ravel, dans la défunte salle Bullier. Albert Wollf dirigea avec compétence l'orchestre des Concerts Lamoureux. Ravel fut présent, naturellement, et il nous permit de préciser que le disque avait été fait sous sa direction. En six séances de trois heures, on grava les seize minutes du Boléro, suivi du Menuet antique. Quelle joie pour moi de parler à Ravel! Il était courtois, timide, distrait.
«Le Quatuor Galimir vint aussi à Paris. C'était des amis que j'avais connus à Vienne. Je proposai à Herbert Borchardt de leur faire enregistrer le Quatuor de Ravel. J'obtins du compositeur qu'il vînt superviser les séances. Un après-midi suffit. Dans la cabine, en face de moi, Ravel ne pronnonça pas un mot puis il me glissa: "Très bien, vraiment. De qui est-ce?" Sa gouvernante me dit au téléphone: "Prenez un taxi, monsieur Canetti, et reconuisez-le tout de suite, il ira mieux."» (p. 14)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Shéhérazade ainda...Comme un immense oiseau de nuit dans le ciel d'or.

Já se falou aqui de Maurice Ravel e de Tristan Klingsor e a obra Schéhérazade.  Se hoje volto ao assunto é para partilhar com todos o primeiro poema da trilogia: Asie.

Asie, Asie. Asie
Vieux pays merveilleux des contes de nourrice
Où dort la fantaisie comme une impératrice
En sa forêt emplie de mystère.

Asie,
Je voudrais m'en aller avec la goëlette
Qui se berce ce soir dans le port,
Mystérieuse et solitaire,
Et qui déploie enfin ses voiles violettes
Comme un immense oiseau de nuit dans le ciel d'or.

Je voudrais m'en aller vers des îles de fleurs
En écoutant chanter la mer perverse
Sur un vieux rythme ensorceleur.

Je voudrais voir Damas et les villes de Perse
Avec les minarets légers dans l'air.
Je voudrais voir de beaux turbans de soie
Sur des visages noirs aux dents claires;

Je voudrais voir des yeux sombres d'amour
Et des prunelles brillantes de joie
Et des paux jaunes comme des oranges;
Je voudrais voir des vêtements de velours
Et des habits à longues franges.

Je voudrais voir des calumets entre des bouches
Tout entourées de barbe blanche;
Je voudrais voir d'âpres marchands
aux regards louches,
Et des cadis, et des vizirs
Qui du seul mouvement de leur doigt qui se penche
Accordent vie ou mort au gré de leur désir.

Je voudrais voir la Perse, et l'Inde, et puis la Chine,
Les mandarins ventrus sous les ombrelles,
Et les princesses aux mains fines,
Et les lettrés qui se querrellent
Sur la poésie et sur la beauté;

Je voudrais m'attarder au palais enchanté
Et comme un voyageur étranger
Contemple à loisir des paysages peints
Sur des étoffes en des cadres de sapin
Avec un personnage au milieu d'un verger;

Je voudrais voir des assassins souriants
Du bourreau qui coupe un cou d'innocent
Avec son grand sabre courbé d'Orient.

Je voudrais voir des pauvres et des reines;
Je voudrais voir des roses et du sang;
Je voudrais voir mourir d'amour ou bien de haine.

Et puis m'en revenir plus tard
Narrer mon aventure aux curieux de rêves
En élevant comme Sinbad ma vieille tasse arabe
De temps en temps jusqu'à mes lèvres
Pour interrompre le conte avec art. . . .

sábado, 30 de abril de 2011

Maurice Ravel & Shéhérazade

MR falou ontem na Shéhérazade de Ravel. Hoje sou eu que volto ao tema. Confesso a minha ignorância e parece-me que nunca tinha prestado grande atenção nem à música nem à letra.
Mas ontem, ao escutar a canção escrita por Tristan Klingsor (pseud. de Arthur Justin Léon Leclère), L'Indifférent, fez-se-me Luz sobre alguns aspectos que suspeitava mas nunca tinha investigado... o que unia o grupo "Société des Apaches".
Esse grupo foi formado em Paris, nos finais do século XIX ou começos do século XX. Tinha como hino o primeiro andamento da Sinfonia n.º 2 de Aleksandr Borodine que aqui deixo:
.
Parece que caminhavam "excentricamente" pela Rue de Rome, em Paris, quando alguém gritou (parece que foi um ardina) "Attention les Apaches"... E o grupo durou até os seus membros serem separados pela I Guerra Mundial.
Aqui fica o terceiro poema de Shéhérazade na voz de Teresa Berganza, acompanhada pela orquestra Du Capitole de Toulouse, conduzida por Michel Plasson:

Tes yeux sont doux comme ceux d'une fille,
Jeune étranger, et la courbe fine
De ton beau visage de duvet ombragé
Est plus séduisante encore de ligne.
Ta lèvre chante sur le pas de ma porte
Une langue inconnue et charmante
Comme une musique fausse.
Entre! Et que mon vin te réconforte...
Mais non, tu passes
Et de mon seuil je te vois t'éloigner
Me faisant un dernier geste avec grâce
Et la hanche légèrement ployée
Par ta démarche féminine et lasse...

P.S.: Ravel dedicou cada uma das cinco partes da sua composição Miroirs aos seus cinco amigos "Apaches", mais intimos: Léon-Paul Fargue; Ricardo Viñes; Paulo Sordes; MD Calvocoressi; e Maurice Delage. Fizeram também parte de "Les Apaches": Erik Satie; Manuel de Falla; Jean Cocteau; André Gide; Paul Valéry; Igor Stravinsky; Nijinsky; ... para além do Tristan Klingsor (que juntou o herói e o vilão de Wagner).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A nossa vinheta


Desenho de Almada Negreiros
In: Atlântida, Lisboa, 15 Jan. 1918


Se não fosse o post da Ana, não me lembraria que é o hoje o Dia Internacional da Dança. O meu primeiro impulso foi colocar uma foto de... ? Mas, depois, e no seguimento de um magnífico concerto a que assisti ontem na Gulbenkian - que integrava uma peça de Ravel, Shéhérazade: ouverture de féerie, bem como Pulcinella, de Stravinsky -, lembrei-me de uns desenhos que Almada fez para um artigo de Manuel de Sousa Pinto sobre os Bailados Russos, aquando da sua vinda a Lisboa. Aqui fica a parte do artigo referente ao bailado Sherazade, de Rimsky-Korsakov, bem como as duas ilustrações de Almada.




In: Atlântida, Lisboa, 15 Dez. 1917

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Concerto na Gulbenkian


Lúcia Lemos (soprano)
Brian MacKay (piano)
Obras de: Maurice Ravel, Francisco de Lacerda, Villa Lobos, Enrique Granados, Manuel de Falla
5 Dez., 12h00
Átrio da Biblioteca de Arte
Entrada livre

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bom dia!

É um prazer ouvir Martha Argerich tocar o Gaspard de la nuit de Ravel, mas o pior é que apetece voltar para a cama!

domingo, 7 de março de 2010

1910 - 12


Ravel, que nasceu há 135 anos, escreveu, em 1910, cinco canções para poemas populares em várias línguas: espanhola, francesa, hebraica, italiana e escocesa. Podemos aqui ouvir as três primeiras traduzidas para francês. Ravel escreveu ainda outras canções populares.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bolero - Ravel

Não sei se já foi publicada esta versão do Bolero aqui no Prosimetron: concerto em Waldbuhne 1998. Latin American Night. A música é o estado de espírito do momento, se houver repetições sorry...
Resolvi partilhá-la para que a madrugada acorde cristalina como as estrelas acordam no céu de Van Gogh.
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Maurice Ravel

Ravel - Bolero - Daniel Barenboim - Berliner Phil. Pt. 1