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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Leituras no Metro - 121

Lisboa: Fim de Século, 2007

O livro sobre as ligações entre Moisés Amzalak (1892-1978), que presidiu à Comunidade Israelita de Lisboa durante 50 anos, e o regime nazi. Sempre soube que este homem tinha sido um apoiante do regime salazarista, mas fiquei estupefacta com as relações que ele teve com o regime nazi, chegando mesmo a ser condecorado pela Cruz Vermelha Alemã, medalha que nunca devolveu.
Economista e professor do ISCEF (actual ISEG), Moisés Amzalak foi ainda proprietário e responsável, com João Pereira da Rosa, pelo jornal O Século nos anos 30 do século passado, altura em que o matutino, como o livro documenta muito bem, é um veículo da propaganda nazi em Portugal. Para mim, leitora e 'folheadora' de jornais, foi uma revelação espantosa.
Num dos capítulos finais, os autores escrevem sobre a militância de judeus em movimentos nazis e fascistas na Europa: Alemanha, Áustria, Hungria, Itália e França. Entre os exemplos concretos que apresentam, está o do banqueiro Louis Rotschild e do «rei das munições» Fritz Mandl, que subvencionavam generosamente a milícia fascista do anti-semita Ernst Rüdiger von Starhemberg. No campo oposto, e num outro capítulo, encontramos judeus a lutarem ao lado dos republicanos na Guerra Civil Espanhola.
Um livro muito interessante e bem documentado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Há 100 anos


A Biblioteca Nacional estava então instalada numa parte do Convento de S. Francisco da Cidade, no Largo da Academia Nacional de Belas Artes.

«O jornal O Século anuncia o novo director da Biblioteca Nacional, Faustino da Fonseca. Sobre o novo director, o redactor refere: "é um escritor muito apreciado, pelos seus romances históricos, entre os quais avulta A descoberta do Brasil, [e] há muito que se dedicava ao estudo dos serviços bibliotecários e por isso o governo lhe confiou o lugar de director da nossa primeira biblioteca pública, sendo de esperar que o desempenho com toda a prociência".
«O periódico chama também a atenção para o facto de Faustino da Fonseca ter determinado "que não fosse alterado o actual horário [da biblioteca] até ao dias primeiro de Abril, pois, faltando poucos dias para acabar o mês, era melhor durante este tempo organizar os serviços e turnos que, em conformidade com a nova lei, devem funcionar".»
Fonte: O Século, Lisboa, n.º 10517, 25 Mar. 1911, p.3
http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/25-de-mar%C3%A7o-de-1911-nova-direc%C3%A7%C3%A3o-da-biblioteca-nacional

Faustino da Fonseca (1871-1918), jornalista, escritor e político. Oficial do Exército, demitiu-se após a Revolta do 31 de Janeiro. Colaborou em muitos jornais, com destaque para O Século, O Mundo e A Luta e A Vanguarda. Deputado à Constituinte de 1911, foi posteriormente eleito senador. Foi director da Biblioteca Popular de Lisboa, antes de ser nomeado para a Biblioteca Nacional. Escreveu, como já foi referido, numerosos romances históricos.



quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Século há cem anos



E que mais se passa no país, neste dia 20 de Novembro de 1908?
O rei D. Manuel encontra-se de visita ao Norte de Portugal.
São presos, em Lisboa, três carteiristas espanhóis, entre os quais o Ferragu, «ladrão internacional da mais rara habilidade e astúcia».
A peça O Ladrão, com Ângela Pinto, continua em cena no Teatro D. Amélia, actual Teatro Municipal S. Luís.