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segunda-feira, 27 de março de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Aniversário Real
Em 28 de Setembro os penúltimos soberanos portugueses, D, Carlos e D. Amélia, nascidos em 1863 e 1865, comemoravam os seus aniversários. Da Rainha D. Amélia, em memória, um desenho do Paço de Sintra, do livro do Conde de Sabugosa,"O Paço de Cintra", de 1908.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Em Sintra
Quase a começar mais uma edição deste festival dedicado às artes performativas com enfoque na lusofonia. Este ano estará em destaque a Guiné-Bissau .
sábado, 7 de março de 2015
Convite para jantar...
... umas Lascas de Bacalhau à Lawrence’s com broa d’ervas, Quem não gostar de bacalhau, tem outras opções.
E onde? No Lawrence, em Sintra.
A mesa está reservada para as 20h00, com uma tolerância de 15 minutos, para os prosimetronistas e visitantes-amigos.
sábado, 20 de setembro de 2014
Janelas românticas
“SENTE-SE QUE A VIDA, A SAÚDE E A FELICIDADE RESIDEM ALI ”
MARIA RATTAZZI, PORTUGAL DE RELANCE, 1881
(Retirado do panfleto sobre o Challet)
Janelas no Challet da Condessa d'Edla
D. Fernando II construiu o chalet para a sua segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d'Edla, entre 1864-1869.
Nostalgia porque o Verão está a acabar: "Os pescadores de pérolas"
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
Viagem a Monserrate
A visita ao Palácio de Monserrate foi motivada pela exposição: Uma história de jardins. A sua arte na tratadística e na literatura que esteve patente na Biblioteca Nacional de Portugal, já aqui focada por vários prosimetronistas. Na exposição vi um filme com imagens de Monserrate, que me levou a visitar e viajar pelo romantismo em Portugal.
A Quinta da Boa Vista, como inicialmente se chamava Monserrate, pertencia ao Hospital Real de Todos os Santos inaugurado por D. Manuel I (1508). Em 1606 a quinta de Monserrate* foi alugada pela família Castro Melo que a adquiriu em 1718. Caetano Melo e Castro tinha sido vice-rei na Índia, onde tinha negócios e onde vivia, acabaria por arrendar a propriedade a Gerard de Visme em 1790. Este começou as obras da casa em estilo neogótico, porém, dois anos depois subarrendou-a a William Beckford (1790) até ao ano de 1808. Não se sabe bem a quem se ficou a dever as obras.
Monserrate foi uma fonte de inspiração para William Beckford, pois parece ter sido na quinta que escreveu uma das suas obras de vulto, Vatheck, que infelizmente nunca li. Todavia, com as invasões francesas Beckford deixou Monserrate, esta "terá inclusivamente sido ocupada durante algum tempo pelas tropas francesas". A casa ficou abandonada e parte em ruína quando foi arrendada pelo casal Francis e Emily Cook, adquirindo-a à família Melo em 1856.
A construção do que hoje se encontra foi feita pela família Cook e pelo arquitecto James Knowles (pai); a sua passagem por Itália e o gosto por John Ruskin (desenhador e crítico de arte) mestre de várias gerações de artistas vitorianos, caracterizam a presente construção. De Itália note-se especialmente as janelas (sobrepozição das molduras dos dois pisos das Loggie do Palácio ducal de Veneza). O orientalismo "é sugerido pelos telhados com pequena inclinação, alguns dos quais circulares, pelos elementos decorativos dos pináculos, que lembram stupas, monumentos budistas existentes nos Himalaias (que supostamente acumulam energias positivas), pelo rendilhado dos arcos do pórtico sobre o relvado e por azulejos de várias proveniências entre as quais iznik (Turquia)". Os elementos decorativos dos átrios e corredores são elementos mais orientais do que góticos. "Os estuques são a marca mais portuguesa da casa pois foram executados por artesãos de Afife, sendo um dos padrões escolhidos semelhante a um dos existentes no Alhambra de Granada".
As informações foram baseadas na brochura: Parque e Palácio de Monserrate, Guia Oficial. Sintra: Parques de Sintra - Monte da Lua SA e Scala Publishers, 2011.
| Palácio de Monserrate |
As informações foram baseadas na brochura: Parque e Palácio de Monserrate, Guia Oficial. Sintra: Parques de Sintra - Monte da Lua SA e Scala Publishers, 2011.
| Sala da Música |
| Tecto da Sala da Música, madeira e estuque |
A biblioteca da família Wook, hoje tem nas prateleiras Diários da República, na sua maioria. Retratos da família Wook. O jardim através da janela
Em cima a cozinha, em baixo a biblioteca.
Em Monserrate encontrei escritores como: Lord Byron que visitou Sintra em 1809; William Becford, arrendatário e autor da Cascata no jardim; Thomas Cargill, médico e escritor, amigo dos Cook e John Ruskin (ensaísta, desenhador), autor de uma citação que encontrei na Wikipédia e que passo a registar porque a ligo com Monserrate:
"Está nas vossas mãos ver numa poça de água a lama do fundo ou a imagem do céu lá no alto".
* A origem do nome dado à Quinta da Boa Vista foi provavelmente trazida pelo padre Gaspar Preto quando regressou de uma peregrinação à abadia Beneditina de Montserrate, em 1540, na Catalunha. O padre pediu autorização ao Hospital para construir uma Capela onde actualmente se situa o palácio.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Números
787.000
O número de entradas no Parque e Palácio da Pena, em Sintra, no ano de 2013. De entre todos os palácios, museus e monumentos do país, foi o mais visitado.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Praias e lugares da minha infância -6
Praia do Magoito ao entardecer
Um das alternativas de idas à praia, de que me lembro, era a Praia do Magoito. Uma praia lindíssima, rochosa, muito diferente da das Maças. E que tinha a vantagem de ser menos frequentada e se estar mais à vontade, sem obrigação de constantes salamaleques à Senhora Dona e ao Senhor Doutor, conhecidos de Sintra.
Só recordo dois episódios mais incomuns: um, o de num dos banhos da "malta" nova toda, me terem vindo parar aos pés, com uma onda mais forte, os calções de banho. E nessa altura já era púbere e a vergonha foi muita porque ainda por cima era muito menino de coro.

A outra foi mais divertida e ao mesmo tempo mais "atrapalhante". A mãe de um dos meus amigos, cheia e de requebros e curvas e que fazia voltar a cabeça a novos e velhos era, o que se podia dizer nesses tempos, um bocado aventureira. Nesse dia - julgo que o primeiro e único dela da idas à praia em grupo - tinha um maillot muito justo e pequeno. Quando o banheiro, um rapagão bonito e bem constituído, veio montar a barraca, ela insinuou-se e começou a esticar o fato de banho: se puxava para baixo, descobria mais o peito, se puxava para cima, via.se o que não se devia em baixo. A mãe e a tia Alda estavam perplexas e nós, mais novos, mortos de riso, Mas não podíamos rir, por a senhora ser mãe de um de nós e porque, apesar daquela tonteira, gostarmos muito dela. É claro que a minha mãe arranjou sempre pretextos para não ir mais com ela à praia. Passeios por Sintra? Não fazia mal porque eram quase sempre para lugares sem muita gente, ou mesmo nenhuma além de nós...
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Praias e lugares da minha infância -3

Gravura de 1850
Sintra é um manancial de memórias das minhas infância e adolescência. Por isso volto a esse lugar.
Fonte da Sabuga
Sofrendo os meus pais e minha tia e madrinha Alda, que vivia connosco, de problemas digestivos, instituiu-se o ritual de uma vez por semana se ir com bilhas buscar água à Fonte da Sabuga, que fica na encosta da serra mandada erigir no Séc. XVIII, entre os muros da Quinta do Saldanha, . Já se lhe referiu o cruzado Orborne, no séc. XII, como boa para acalmar a tosse, a Rainha D. Luísa de Gusmão bebia as suas águas e, no "Arquilégio Medicinal", de 1726, diz-se que era indicada para as "diarreias biliosas". Ia-se á noite, a pé, as minhas duas criadas com as bilhas na cabeça sobre rodilhas e eu e a minha irmã. Como havia pouca iluminação pública, o medo imperava. E uma das criadas garantia que tinha visto um fantasma numa das vezes em que ventava e as árvores abanavam.

Visita de Hailé Selassié a Portugal
Três acontecimentos marcaram as estadias em Sintra: a visita de Estado do Imperador Hailé Selassié, da Etiópia, acompanhado por uma princesa sua neta, que era medonha, em 1954 (contava-se a anedota de que o Almirante Américo Tomaz, ao recebe-lo no Cais das Colunas, se apresentou dizendo "Américo Tomaz, presidente da República" ao que o Negus lhe respondeu "Ai é? Sei la Si é !); o "Círio" de Nossa Senhora do Cabo Espichel, que se faz na vila de 25 em 25 anos, em 1955, com procissão na Volta do Duche (avenida que liga a Estefânia à Vila Velha) e fogo de artifício, que vi nessa rua - com o episódio da queda de uma cana a poucos metros de mim -e uma vista inesperada a Sintra, no Inverno de 1954, para ver a serra vestida de branco com o nevão que assolou Lisboa e arredores. Uma visão inesquecível.

Círio da Senhora do Cabo, frente ao Palácio e Nevão em Sintra, visto do Palácio da Vila
Com os meus 13 ou 14 anos, já aspirante a poeta, "forcei" o conhecimento com a poetisa sintrense Oliva Guerra, que era uma figura muito popular. Tive a lata de lhe dar a ler incipientes poemas meus e ela a generosidade de não se rir. Até me incentivou e ofereceu-me um livro seu, com dedicatória.
poetisa Oliva Correia de Almada Meneses Guerra
"PARQUE DA PENA RAMO SENHORIL
NO REGAÇO GRANÍTICO DA SERRA
EM TEU CONDÃO DE LÍRICA BELEZA
FICASTE NESTE MUNDO DE TRISTEZA
COMO UM SONHO DE AMOR PRIMAVERIL
- VERDE ESTROFE DE UM CANTO PANTEÍSTA
PARAÍSO QUE A ALMA NOS CONQUISTA
E QUE POR DOM DE DEUS DESCEU À TERRA!...
1957 OLIVA GUERRA"
NO REGAÇO GRANÍTICO DA SERRA
EM TEU CONDÃO DE LÍRICA BELEZA
FICASTE NESTE MUNDO DE TRISTEZA
COMO UM SONHO DE AMOR PRIMAVERIL
- VERDE ESTROFE DE UM CANTO PANTEÍSTA
PARAÍSO QUE A ALMA NOS CONQUISTA
E QUE POR DOM DE DEUS DESCEU À TERRA!...
1957 OLIVA GUERRA"
sábado, 3 de agosto de 2013
Praias e lugares da minha infância -2

Desde que nasci e até aos 22 anos, ano em que casei, as férias grandes eram passadas em Sintra, onde meus pais tinham casa, na tradição dos meus avós maternos. Nessa altura as férias grandes começavam em 10 de Junho e prolongavam-se até 5 de Outubro.
Como se ia para Sintra, com o seu clima especial, a mudança para lá implicava levar roupa de verão e inverno. Eram malas e malas, para além de vasos de plantas e outros apetrechos, entre os quais uma máquina de tricotar que a maior parte das vezes não era usada pela minha mãe. O tempo era passado em passeios pela Vila e serra, idas às praias - das Maçãs (de eléctrico), Grande, Magoito, Adraga . A minha mãe ia muitas tardes para o Jardim da Preta, dentro do Palácio da Vila (que tinha uma entrada independente) onde pintava ou lia e eu e minha irmã a imitávamos a desenhar ou a ler.
Capela de Santa Eufémia
Outro dos passeios era ao miradouro de Santa Eufémia, perto do Palácio da Pena, com o grupo de amigos e respectivas mães. Santa Eufémia era um vasto terreiro onde tinha lugar um arraial em honra de santa, com uma capela que a minha mãe pintou. Aí jogávamos à bola, brincávamos aos cavaleiros, fazíamos explorações por perto e um lauto piquenique.
Jardim da Correnteza
Vista das janelas do Palácio da Vila para a Serra de Sintra
Um dia, acompanhando um amigo, que passava uns dias em minha casa, numa visita ao Palácio da Vila, estava junto a uma janela de onde via a serra, com o Castelo dos Mouros a coroá-la. quando se acercou uma senhora que apontando um palácio na encosta, me perguntou se sabia de quem era: claro que sabia. Tinha sido do Conde de Castelo Melhor, para estar perto do infeliz rei D. Afonso VI, prisioneiro no Palácio Real. Disse-lho e ela, admirada, respondeu que era sua descendente. E depois, olhando o livro de trazia comigo, de aventuras de capa e espada de Ponson du Terrail, deu-me uma descompostura por o estrar a ler, por considerar que era má literatura para minha idade (teria 13 ou 14 anos). Devia era ler Júlio Verne, disse-me ela agastada...
quinta-feira, 21 de março de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Números
2000
Árvores caídas na zona de protecção dos monumentos sintrenses em consequência do recente temporal. Na foto, o Chalé da Condessa no Parque da Pena.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mais uma...
festa medieval, esta celebrando o Equinócio de Outono que ocorre este sábado. É na Casa do Fauno, em Sintra.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O vinho de Colares em exposição - 2
Grades para transporte de vinhos das Caves Beira Mar
Caixotes de embalagem de vinhos da Adega Viúva Gomes
Cartaz, s.d.
Três rótulos de vinhos
Garrafões antigos
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