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terça-feira, 6 de agosto de 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

A arte do retrato - 251


 É de Diego Velazquez este Retrato de Olimpia Maidalchini Pamphili , tela cujo paradeiro se desconhecia há três séculos, e que eleva da poeira da história esta mulher fascinante.
Riquíssima viúva aos 18 anos, casada em segundas núpcias com um Pamphili, e que não descansou enquanto não fez do seu cunhado, Gianbattista Pamphili ( 1574-1655 ), papa : Inocêncio X .
Mecenas incansável, como foi também incansável assistindo o cunhado no governo do Vaticano, suscitando grandes invejas e ódios. Vários livros existem sobre esta mulher notável, este é um dos melhores :

O retrato foi vendido dia 3, na Sotheby's de Londres, por 2,5 milhões de libras .

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A arte do retrato - 235



Não são habituais os retratos a duas mãos, ou pelo menos assinados por dois pintores. Terá sido executado em 1650-51, por ocasião da segunda estada de Diego Velázquez em Roma, que passando por Bolonha conhece o retratado, o cardeal Cristoforo Segni, mordomo do Papa Inocêncio X, e inicia o retrato do seu anfitrião. Com a partida do pintor espanhol , é o seu discípulo italiano, Pietro Martire Neri, quem acaba a tela . Daí a assinatura dos dois pintores .
Desaparecido durante muito tempo, este retrato voltou a ser visto numa exposição no Grand Palais ( 2015 ) e foi vendido no passado dia 1 na Sotheby's de Nova Iorque.

domingo, 26 de outubro de 2014

Cavalo Branco

O único quadro que pude ver dos Tesouros Reais de Espanha, exposto na Gulbenkian.

Diego Vélazquez, Cavalo Branco, 1634-38.
Palácio Real de Madrid.



Cavalinho de papel

Era uma vez um cavalo 
que andava no seu lindo carrossel. 
Tinha as orelhas espetadas 
e a cabeça era feita de papel. 

A galope, trá lá lá, sem parar, trá lá lá. 
Cavalinho de papel nunca sai do seu lugar. (bis)

Canção popular

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Parabéns Velázquez!

Diego Velázquez nasceu a 6 de Junho de 1599 em Sevilha.

Diego (detalhe) na tela As Meninas, 1656, 
Museu do Prado

Diego Velázquez, Cristo na casa de Marta e Maria, 1618, 
National Gallery (Wikimedia Commons)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um quadro por dia - 218

Diego Velázquez, Retrato de homem, 1630?, col.part.

Só recentemente descoberto numa colecção que pertenceu a um pintor inglês, foi vendido hoje na Bonham's de Londres por 3 milhões de libras. E passou outra vez para mãos privadas.

sábado, 6 de agosto de 2011

vai um copito?

Velázquez, o almoço (c. 1620), Budapest, Szépmûvészeti Múzeum.

Post dedicado a Miss Tolstoi.

Porque hoje é 6 de Agosto

"los borrachos" ou "el triunfo de Baco" (1628-29), Madrid, Museu do Prado, desde 1819

Uma coroa de parras! Viva o novo rei!
Velázquez morreu a 6 de Agosto de 1660, em Madrid.

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho... eu sou um rei
[...]
                 Abdicação (1913), Fernando Pessoa

terça-feira, 22 de março de 2011

Lá fora - 99 : Portraits de la pensée

São 50 retratos de filósofos, pensadores, poetas, santos e eremitas, pintados por grandes mestres como Velázquez, Ribera, Giordano, Bruggen ou Baburen, pretendendo-se retratar o pensamento tal como no séc.XVII estes retratos dos pensadores e santos do passado serviram de exemplo a seguir.
Está patente desde o passado dia 11, e até 13 de Junho, no Palais des Beaux-Arts de Lille.
O retrato do cartaz é do filósofo Demócrito, o filósofo do riso, pintado por Morelsee em 1630.

Mais info aqui: http://www.pba-lille.fr/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um quadro por dia - 77

Diego Velázquez, Almuerzo, 1620, óleo sobre tela, Museu de Belas-Artes, Budapeste.


Especialmente para a Ana, que o vai poder ver in loco brevemente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A rainha vai nua


Velasquez - Maria Ana de Áustria
Óleo sobre tela, 1652-1653
Madrid, Museu do Prado



http://www.laverdad.es/murcia/20100202/murcia/arte-publico-arte-pubico-20100202.html

A imagem da rainha Maria Ana de Áustria, mulher de Filipe IV, usada nos autocarros de Múrcia para promover um evento artístico, está a causar polémica. A obra, baseada no quadro que Velasquez pintou, é da autoria de Carmen Molina Cantabella. A Esquerda Unida afirma que a imagem é «sexista e inapropriada» e pede a demissão de Pedro Alberto Cruz, encarregado distrital da Cultura. Também Miguel Angel Camara, presidente da edilidade, desaprovou a escolha, já que «Fotografias de nus dão aso a conflitos porque podem ofender a sensibilidade das pessoas.» E afirmou: «Deveria ter sido escolhida uma outra imagem.»
Sem comentários!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um quadro, um perfil, um detalhe!

Detalhe do quadro "Las Meninas", auto-retrato de Velázquez. Este quadro já foi sobejamente estudado. Coloquei-o por gostar imenso deste auto-retrato de Diego porque o seu olhar penetrante acompanha-nos quando o observamos. Segundo alguns estudiosos a Cruz de Santiago foi só colocada após a morte do pintor.
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Diego Velázquez, auto-retrato no quadro "Las Meninas'', 1656
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Óleo sobre tela, 318 cm × 276 cm, Museu do Prado, Madrid

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O espelho 8 !

Gosto deste quadro de Vélazquez por causa da existência do anjo, dos drapeados e do espelho que reflecte a beleza de Vénus. Encontrei-o na National Gallery, em Londres. No site do museu não estão as medidas da tela.
Diego Velázquez, The Toilet of Venus, 1647-51

National Gallery, London

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quotidianos e lendas: Tecedeiras verso Desafio entre Atenas* e a Aranha


Julgo que todos conhecem a história de Ovídio, no sexto livro das Metamorfoses.
Diego Velázquez
As tecedeiras ou a lenda da aranha (1644-1648)
Madrid: Museu do Prado


PP. dia 22.09.2009; 15:49
* Atenas=Ateneia.
Cito mesmo Diccionario da Fabula ,traduzido de Compré, Paris, Livraria de Garnier Irmãos, s.d. [c. 1887], pp. 60-61:
ATHENA ou ATHENE. É o nome que os Gregos davão a Minerva
ATHENAS [...] Veja-se Minerva.
A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira lembra que a melhor forma é ATENEIA
Onde se lê Atenas, leia-se Ateneia. E desculpem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A criança na Arte, Velásquez e Picasso!

"As Meninas" de Diego Velázquez e uma pintura de Picasso sobre o mesmo tema.

Diego Velázquez, A Família de Filipe IV, mais conhecida como As Meninas, 1656Óleo sobre tela, 318 x 276 cm, Museu do Prado, Madrid


Velásquez no quadro "As Meninas" utilizou uma iluminação característica, introduziu um auto-retrato e a técnica de quadro dentro do quadro.
L’Infante Marie Marguerite de Velázques e L’Infante Marie Marguerite de Picasso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Diego Velázquez : 6 de Agosto


Diego Velázquez, o grande pintor do então novel país - Espanha - morreu, em Madrid, a 6 de Agosto de 1660

domingo, 15 de junho de 2008

Crónicas de Itália - I

Peter GreenawayL’Ultima Cena di LeonardoTive o privilégio de poder assistir à representação – o termo é mesmo esse – de um dos últimos filmes de Peter Greenaway, em exibição no Pallazo Reale, em Milão: L’Ultima Cena di Leonardo.
A acção principal (?) da representação decorre numa das paredes de uma das salas do Palácio Real, onde se encontra projectado (como se fosse pintado, a ponto do observador desprevenido chamar uma réplica) o famoso mural de Leonardo da Vinci, em tamanho natural; a sala (onde se assiste à representação) é, por sua vez, uma réplica do refeitório de Santa Maria delle Grazie, em Milão, onde se pode observar o original. O centro da sala encontra-se ocupado, como se realmente de um refeitório se tratasse, por uma grande mesa, preparada para uma refeição, em que se recria, até ao mais ínfimo pormenor, a mesa representada no quadro (a única diferença é que aqui tudo é, aparentemente, branco).

Aos poucos a pintura começa a ganhar forma. As cores começam a ganhar vida. Na abóbada do refeitório (sala de espectáculo) é projectada e recriada uma janela que vai iluminando o espaço como se se tratasse das janelas que projectam a luz inarrável que ilumina toda a pintura. Cada um dos pormenores da pintura toma movimento. A mesa, objecto central da sala, vai igualmente materializando-se e transformando-se com os jogos de luzes. Em todas as paredes aparecem projectadas as sombras re/criadas pela projecção da aparente luz que entra no refeitório pela falsa janela. Na parede oposta aparece, igualmente com vida, a pintura de Montorfano, a magnifica Crucificação, que a pintura de Leonardo consegue ofuscar e fazer desaparecer (como acontece quando se visita o espaço original) porque aos poucos, na representação começa a ser substituída pela ceia.
Embora o desenrolar do filme decorra num espaço tridimensional – onde o olhar do observador é constantemente desviado –, a pintura mural de messer Leonardo consegue sempre reocupar o seu lugar e nunca deixar de ser a acção principal.
Não existem palavras que consigam descrever a beleza e a sensação única de se ter assistido a esta múltipla projecção/representação que será difícil de apresentar em vídeo ou numa sala de espectáculos.
Obrigado, Peter Greenaway! Aguardo poder ver o seu prometido olhar sobre: “As Meninas” de Velasquez (Museu do Prado); “Le nozze de Cana” de Veronese (Museu do Louvre); “Guernica” de Picasso (Museu Rainha Sofia). Até lá vamos vendo a “Ronda da Noite” de que o nosso Luís já tratou.



Obrigado M. que me acompanhaste nessa viagem.