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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Portugal aboliu a pena de morte há 150 anos

O Google dá hoje destaque à abolição da pena de morte em Portugal, através de uma carta que Victor Hugo escreveu ao então diretor (e fundador) do DN, Eduardo Coelho:

http://www.dn.pt/portugal/interior/quando-victor-hugo-elogiou-portugal-por-abolir-a-pena-de-morte-5580047.html

A pena de morte foi abolida para crimes civis, exceto por traição ocorridos em guerra, pela lei de 1 de julho de 1867. Quinze anos antes, já o havia sido para crimes políticos. E em 1911 foi-o para todos os crimes, incluindo os militares.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Biografias e afins


Do casamento com Adèle Foucher à ligação de 50 anos com Juliette Drouet, e o amor na obra imensa .

Victor Hugo Amoureux, Christine Clerc, Éditions Rabelais, 130p, €14

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Passeio no Bósforo - 1


Clair de lune

La lune était sereine et jouait sur les flots. -
La fenêtre enfin libre est ouverte à la brise,
La sultane regarde, et la mer qui se brise,
Là-bas, d'un flot d'argent brode les noirs îlots.

De ses doigts en vibrant s'échappe la guitare.
Elle écoute... Un bruit sourd frappe les sourds échos.
Est-ce un lourd vaisseau turc qui vient des eaux de Cos,
Battant l'archipel grec de sa rame tartare ?

Sont-ce des cormorans qui plongent tour à tour,
Et coupent l'eau, qui roule en perles sur leur aile ?
Est-ce un djinn qui là-haut siffle d'une voix grêle,
Et jette dans la mer les créneaux de la tour ?

Qui trouble ainsi les flots près du sérail des femmes ? -
Ni le noir cormoran, sur la vague bercé,
Ni les pierres du mur, ni le bruit cadencé
Du lourd vaisseau, rampant sur l'onde avec des rames.

Ce sont des sacs pesants, d'où partent des sanglots.
On verrait, en sondant la mer qui les promène,
Se mouvoir dans leurs flancs comme une forme humaine... -
La lune était sereine et jouait sur les flots.

Victor Hugo

sábado, 2 de abril de 2016

Biografias e afins


Toda a gente conhece Victor, o grande escritor, mas também vale a pena conhecer o pai e a mãe deste, bem como os mais conhecidos filhos e netos de Victor . Uma dinastia cultural com vários génios .

Les Hugo, Henri Gourdin, Grasset, 480p, € 20 .

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pensamento ( s )


A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo .

- Victor Hugo

Há dias em que me apetece tatuar isto num braço . Talvez numa fórmula mais curta :)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Notre-Dame de Paris em bailado


Notre-Dame de Paris foi a primeira coreografia de Roland Petit para o Ballet de l’Opéra de Paris, em 1965. Com o seu sentido agudo da teatralidade e o seu gosto por histórias dramática, Roland Petit socorreu-se da obra de Victor Hugo. Entre os quatro principais personagens, Quasimodo, Esmeralda, Frollo e Phoebus, desenrola-se uma história trágica de amor e de morte. Este bailado, com música de Maurice Jarre, é hoje apresentado na Ópera de Paris.

domingo, 29 de dezembro de 2013

A arte do retrato


François Gérard ( 1770-1837 ), Portrait de Charles-Maurice de Talleyrand, 1808, óleo sobre tela.


" Il était noble comme Machiavel, prêtre comme Gondi, défroqué comme Fouché, spirituel comme Voltaire et boiteux comme le diable. On pourrait dire que tout en lui boitait comme lui, la noblesse, qu'il avait faite servante de la république, la prêtrise, qu'il avait traînée au Champ-de-Mars, puis jetée au ruisseau, le mariage, qu'il avait rompu par vingt scandales et par une séparation volontaire, l' esprit, qu'il déshonorait par la bassesse. Cet homme avait pourtant sa grandeur. "

- Victor Hugo , in Choses vues


Ainda sobre o retratado, que conseguiu a "proeza " de ser Ministro dos Negócios Estrangeiros do Directório, de Napoleão e de Luís XVIII, tudo sucessivamente como é bom de ver, ouçamos uma das suas amigas, Madame de Staël, também vítima da sua ingratidão :

" j' avais eu pour lui la plus sincère amitié. Depuis dix ans, il avait passé sa vie dans ma maison. Je l'avais fait revenir d'Amérique, j'avais engagé Barras à le sauver de ses créanciers en le nommant ministre (...) Depuis cette époque, je n'ai pas revu M.de Talleyrand "

- in Dix années d' exil 


E ainda outro contemporâneo, que também não poupou nas palavras :

" Paresseux et sans étude, nature frivole et coeur dissipé, le prince de Bénévent se glorifiait de ce qui devait humilier son orgueil, de rester debout après la chute des empires. Les esprits du premier ordre qui produisent les révolutions disparaissent; les esprits du second ordre qui en profitent demeurent (...) "

- Chateaubriand, in Mémoires d' outre-tombe


Admirável o contraste entre a serenidade que emana deste retrato e a personalidade do retratado, um homem que serviu e depois traiu todos os regimes.

domingo, 24 de novembro de 2013

Um poema após a visão do "Vénus in Furs"



Lembrei-me deste poema de Victor Hugo após ter visto o filme de Polánski, "Vénus in Furs". Vingança feminina?
Boa noite.

O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

Víctor Hugo (Citador)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Os meus franceses - 305


Mes vers fuiraient, doux et frêles,
Vers votre jardin si beau,
Si mes vers avaient des ailes,
Comme l’oiseau.

Ils voleraient, étincelles,
Vers votre foyer qui rit,
Si mes vers avaient des ailes,
Comme l’esprit.

Près de vous, purs et fidèles,
Ils accourraient, nuit et jour,
Si mes vers avaient des ailes,
Comme l’amour!

Victor Hugo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Leituras no Metro - 114



Esta leitura não é minha (já foi o há muitos anos). A minha vizinha de banco, ontem de manhã, lia Os miseráveis de Victor Hugo, nesta edição do Círculo de Leitores. E eu pensei: o filme já valeu a pena!
Cosette, ilustração de Émile Bayard.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Paris: Casas de escritores e de artistas

Paris: Parigramme, 2007

Há dias o Luís colocou uma nova edição deste livro, com uma nova capa. Este foi-me trazido por um amigo de Paris, em 2008. Das de Paris, já tinha visitado algumas delas, como a de Victor Hugo (na Place des Vosges) e a de Madame de Sévigné (actual Museu Carnavalet).
Por causa de uma exposição sobre Isadora Duncan, o Luís e eu visitámos a casa-atelier de Antoine Bourdelle.
Mas foi graças a este livro que fui ver o Museu Delacroix (na minha querida praça Fürstemberg), o de Gustave Moreau, a casa de Ary Scheffer (onde se encontra o Musée de la Vie romantique) e o exterior da casa de Boris Vian (esta só se visita mediante marcação).
Falta-me ver a casa de Balzac e a do escultor Ossip Zadkine, bem como o interior da do autor de «Le déserteur».
Fora de Paris não conheço quase nenhuma.

É pena que em Lisboa, e em Portugal, se dê tão pouca importância às casas de escritores e artistas. Veja-se o que se passa com a casa de Manuel Mendes (na alçada do Museu do Chiado) que nunca abriu. A Fundação Mário Soarse dedicou-lhe uma exposição há anos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pensamento(s)

Vieux burg dans l'orage, desenho de Victor Hugo, 25 de Agosto de 1837.


L'homme qui ne médite pas vit dans l'aveuglement, l'homme qui médite vit dans l'obscurité. Nous n'avons que le choix du noir.

- Victor Hugo

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Em geminação com o Arpose

APS fez um post - «Escrever de pé» - sobre três escritores portugueses. Aqui fica um quarto, desta vez francês:

Victor Hugo
Desenho de Ribeiro Cristino, gravura de Caetano Alberto.

«Il faut écrire debout et non à genoux. L'oeuvre ne doît jamais être soumise.»
Michel Tournier

Para APS.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quase na hora de...


Não vou dizer o que vou jantar, nem onde, mas sim mostrar um livro de receitas com inspiração histórica. Falo do livro de Florian Hugo, tetraneto do grande escritor e prestigiado chef ( formação francesa com Alain Ducasse, vida profissional em Paris e há vários anos em Nova Iorque, na Brasserie Cognac na Broadway ), que acaba de publicar este conjunto de receitas inspiradas no seu famoso antepassado, mas bem mais ligeiras. O livro tem, além das receitas, desenhos de Victor Hugo, excertos das suas obras e escritos dos seus próximos relacionados com gastronomia e refeições memoráveis.

Les Contemplations gourmandes, Florian V.Hugo, Michel Lafon, 176p, €27.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um quadro por dia - 204


Neste Dia Mundial de Luta contra a Pena de Morte, um desenho de Victor Hugo, grande lutador contra a pena capital.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma surpresa.

No Musée national d'histoire et d'art, do Luxemburgo, tive várias surpresas e fiz várias descobertas. Uma delas foi este desenho aguarelado do Castelo de Schengen, feito em 1871, pelo escritor Victor Hugo (1802-1885).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nuits de juin



L’été, lorsque le jour a fui, de fleurs couverte
La plaine verse au loin un parfum enivrant;
Les yeux fermés, l’oreille aux rumeurs entrouverte,
On ne dort qu’à demi d’un sommeil transparent.

Les astres sont plus purs, l’ombre paraît meilleure;
Un vague demi-jour teint le dôme éternel;
Et l’aube douce et pâle, en attendant son heure,
Semble toute la nuit errer au bas du ciel.

Victor Hugo
In: Les rayons et les ombres