450 anos após a sua morte, as obras-primas de Pieter Bruegel, o velho, continuam a fascinar-nos. O mestre do Renascimento era um observador atento do século XVI, um período rico e movimentado. A sua vida foi curta, morreu com 40 anos e hoje só conhecemos cerca de 40 quadros seus. Os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica têm, depois de Viena, a melhor coleção de pinturas de Bruegel, o velho.
Estas pinturas estão expostas, bem como uma dúzia de cópias realizadas pelos seus filhos e discípulos, até setembro de 2020.
Há em Bruxelas uma Casa da História Europeia - que pretende encorajar os europeus a interrogarem-se sobre a história da Europa - com duas exposições: uma permanente e uma temporária, esta dedicada à Juventude Rebelde que cresceu no pós 1945 e que pode ser vista até 29 fev. 2020.
A exposição olha para quatro gerações de jovens que se tornaram adultos em momentos cruciais da história europeia: o fim dos anos 1940, os anos 1960, os anos 1980 e os anos 2000. A mostra detém-se nas experiências chave da juventude: a educação e o emprego, a formação de uma identidade e a descoberta do amor.
Em toda a Europa, os jovens escolhem romper com os valores dos seus pais e veem-se como uma geração diferente: «a minha geração». Forjam a sua própria cultura com valores próprios, pelos quais estão dispostos a bater-se e morrer.
O Museu de Belas Artes de Bruxelas apresenta uma retrospetiva de obras de Fernando Léger até 3 de junho. A exposição é organizada em colaboração com o Centre Pompidou-Metz e mostra mais de 100 obras e documentos de arquivo.
Na sua diversidade, a exposição dá-nos uma perspetiva sobre como o artista ‘reinventa’ a pintura, inspirando-se no espetáculo da vida quotidiana.
Leger via beleza na vida quotidiana. Paisagens urbanas, atravessadas por veículos e máquinas eram o seu ambiente preferido. Antes de se tornar pintor, Léger foi aprendiz de arquiteto, tendo mantido ao longo da sua vida uma relação especial com a arquitetura. Ele partilhava o fascínio dos poetas de vanguarda por novas formas de comunicação visual, como a propaganda e a tipografia. São, portanto, estas diferentes facetas que podemos descobrir nesta retrospetiva.
O BOZAR deu carta branca ao coletivo de artistas Farm Prod
para produzir um fresco, inspirado no trabalho de Fernand Léger, na parede da
rue Baron Horta.
Celebrando os 150 anos de relações diplomáticas entre a Bélgica e o Japão, foi organizada esta mostra de 416 estampas, das 7500 da rica colecção dos Musées royaux d' art et d' histoire , onde constam todos os grandes nomes desta forma artística : Hokusai, Utamaro, Hiroshige ou Sharaku .
Inspirada no ensaio de Jacques Attali, a exposição Une brève histoire de l'avenir, comissariada por Dominique de Font-Réaulx e Jean de Loisy, tem como tema tema central o tempo e a história: a história do passado pode esclarecer o nosso olhar sobre o futuro, as oportunidades e os perigos do futuro. O percurso, cronológico e temático, descreve algumas das etapas que formaram o indivíduo ao longo dos séculos: um indivíduo livre ou aprisionado pelas leis da cidade, do império, do mercado. A relação do indivíduo com a comunidade, a contradição formal entre um futuro original e um futuro banal, corriqueiro, são o propósito da exposição.
Está no Museu do Louvre até 4 de janeiro de 2016.
Paralelamente encontra-se no Musée des Beaux-Arts, em Bruxelas, até 24 de janeiro de 2016, a exposição 2050; uma breve história do futuro.
Mais de 70 obras de arte contemporânea - pinturas, esculturas, fotografias, vídeos, instalações e obra digitais - interrogam o nosso futuro, tendo como horizonte o ano de 2050.
Esta exposição aborda os grandes temas sociais atuais, como o consumismo, os conflitos mundiais, a escassez dos recursos naturais, as desigualdades sociais e económicas, a transformação do ser humano,
Para além destes temas complexos e desmoralizantes para o nosso futuro, há uma secção e que se mostram visões positivas do futuro. Artistas como Sugimoto, Boetti, Kingelez, Warhol, LaChapelle, Gursky, Op de Beeck, Yongliang, Turk ou Alÿs convidam-nos também a pensar o futuro, por vezes com humor.
E já que não podemos ir até Paris e Bruxelas, porque não (re)ler a obra de Attali?
- Fray Jeronimo Pérez
Até 25 de Maio 50 telas de Francisco de Zurbarán, o grande mestre do retrato religioso, no BOZAR - Museu de Belas Artes de Bruxelas.
A Índia é o país convidado da bienal Europalia de 2013, e há duas exposições imperdíveis: Indomania, sobre o fascínio do Ocidente pelo subcontinente indiano, dos portugueses de Quinhentos aos Beatles; e Corps de l'Inde, uma colecção fabulosa de estátuas e miniaturas provenientes de meia centena de museus indianos.
Até 26 de Janeirode 2014 no Palais des Beaux-Arts de Bruxelles. www.europalia.eu
L' Ellipse ( 1948, Musées Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas ) um Magritte do seu período menos conhecido quando fez cerca de 30 telas muito influenciadas pelas caricaturas e pela banda desenhada.
António Dacosta, Sonho de Fernando Pessoa debaixo de uma latada numa tarde de Verão, 1982-83, óleo sobre tela, col. Centro de Arte Moderna da Fund.Calouste Gulbenkian, Lisboa.
Porque soube recentemente que foi uma das telas de artistas portugueses pedidas emprestadas por Durão Barroso para o seu gabinete de Presidente da Comissão Europeia em Bruxelas. Foi, aliás, a primeira vez que um ocupante de tal cargo se rodeou de obras de arte provenientes do seu país natal com um total de 17 artistas portugueses representados, de Noronha da Costa a Julião Sarmento passando por Fernando Lemos.
Desta vez bem perto, em Bruxelas, mais propriamente nas Galeries Royales Saint-Hubert que é onde está instalado desde Setembro o Musée des lettres et manuscrits de Bruxelles, " irmão mais novo " do homónimo parisiense.
Lovis Corinth ( 1854-1925 ), Retrato de Africano, 1884, óleo sobre tela, 128,5x77,5cm, col.part.
Não sou muito dado a orientalismos e africanismos, talvez por excessivo eurocentrismo, mas ao espreitar os leilões agendados para hoje fiquei preso neste belo retrato do pintor alemão Lovis Corinth, grande retratista mas que também se dedicou a outros géneros pictóricos. Pintor que tem um nome tão pouco germânico que pensei durante muito tempo que era de outra nacionalidade. A tela vai hoje à praça em Bruxelas, onde tem estado praticamente desde que foi pintada num apartamento de coleccionador. Aliás, é todo o recheio desse luxuoso apartamento que é leiloado hoje.
A leiloeira é a Pierre Bergé&Associés, que deu uma base de licitação de 80.000-120.000 euros e diz que é um " portrait sobre et raffiné ". Também penso o mesmo.
René Magritte, La poitrine, óleo sobre tela, 1960, Museu Magritte de Bruxelas.
Ao contrário do que habitualmente acontece, esta tela de Magritte aparece hoje aqui sem motivo especial : apenas por tê-la hoje descoberto. Ou pelo menos não me lembrava nada dela.
Um destino muito próximo, para ver uma exposição: gostaria de estar por estes dias em Bruxelas, que são os últimos da exposição Maîtres vénitiens et flamands- Bellini, Tiziano, Canaletto, Van Eyck, Bouts, Jordaens.
Está patente no Palais des Beaux-Arts, até domingo, esta mostra que junta grandes nomes da pintura veneziana e da pintura flamenga.
As telas italianas, 50, provêm das colecções da Accademia de Carrara ( Bergamo ) que está fechada para obras e pôs a circular pela Europa alguns dos seus tesouros ( a Lisboa nada chegará, uma vez mais ), e as flamengas são do riquíssimo Museu de Belas Artes de Antuérpia.