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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

As obras-primas de Bruegel


450 anos após a sua morte, as obras-primas de Pieter Bruegel, o velho, continuam a fascinar-nos. O mestre do Renascimento era um observador atento do século XVI, um período rico e movimentado. A sua vida foi curta, morreu com 40 anos e hoje só conhecemos cerca de 40 quadros seus. Os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica têm, depois de Viena, a melhor coleção de pinturas de Bruegel, o velho.
Estas pinturas estão expostas, bem como uma dúzia de cópias realizadas pelos seus filhos e discípulos, até setembro de 2020.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Moinho e a Cruz

Michael Francis Gibson analisou profundamente este quadro de Brueghel, A procissão para o calvário, num livro, no qual Lech Malewski se baseou para fazer este filme, que conta com interpretações de Rutger Hauer, Michael York e Charlotte Rampling. É o filme que verei numa das minhas próximas ida ao cinema. Não me parece que o livro esteja traduzido em Portugal.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O combate do Carnaval e da Quaresma

Pieter Brueghel O Velho, O combate do Carnaval e da Quaresma, 1559




Detalhe Óleo sobre tela, Kunsthistorisches Musem, Viena.



O carnaval visto por Álvaro de Campos



CARNAVAL [a] (trecho)

A vida é uma tremenda bebedeira.
Eu nunca tiro dela outra impressão.
Passo nas ruas, tenho a sensação
De um carnaval cheio de cor e poeira...

A cada hora tenho a dolorosa
Sensação, agradável todavia,
De ir aos encontrões atrás da alegria
Duma plebe farsante e copiosa...

Cada momento é um carnaval imenso
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso

De mais... Balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver onde é que tem o pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça...

(...)
s.d.

Álvaro de Campos, Livro de Versos, (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993, 7a.


Agradeço à Cláudia Ribeiro que me enviou esta imagem e ao Luís que a colocou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Oxímoros para uma Ausência

Continua o frio e é na plenitude branca e silenciosa das montanhas com neve que gravo a nossa vinheta:



OXÍMOROS PARA UMA AUSÊNCIA
2


Como é possível que o silêncio pare
e o som não regresse?



Gastão Cruz, Escarpas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p. 60


Brueghel O Velho, Os caçadores na neve ( Janeiro ). Detalhe. 1565, óleo sobre madeira, Kunsthistorisches Museum, Viena, Áustria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

No Dia da Criança

Pieter Brueghel O Velho, Kinderspiele/Jogos de Crianças, 1560, Kunsthistorisches Museum, Viena.

Um dos direitos universais das crianças é o direito a brincar, a ter tempo para brincar. O grande Brueghel não era nada indiferente ao mundo das crianças e ao dos jogos, domínios estreitamente ligados como sabemos. Esta maravilhosa tela, verdadeira enciclopédia de jogos infantis, mostra 200 crianças que jogam 84 jogos diferentes ( os identificados pelos especialistas ), sendo que a maioria destes jogos ainda hoje são fonte de divertimento pelo mundo fora. Outros, foram esquecidos mesmo na Flandres.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um quadro por dia - 109

Pieter Brueghel O Velho (1525-1569), O Vinho do Dia de São Martinho, 1565-68, 148x270,5cm, Museu do Prado.


Esta tela foi levada para Espanha por um duque de Medinaceli, uma das mais poderosas famílias nobres do país vizinho, e passou por várias colecções particulares ao longo dos séculos perdendo-se a identidade do pintor e acumulando-se a sujidade. Tudo mudou quando há uns anos o proprietário a quis vender e contactou a Sotheby's. Foram os peritos desta reputada leiloeira, que consultaram também os maiores brueghelianos, que chegaram à conclusão de que se tratava realmente de um Brueghel desconhecido até então, interessando o Museu do Prado que comprou a tela já este ano por 7 milhões de euros.
E o santo, à direita, observa a inebriação e o furor causados pelo vinho novo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Um descoberta extraordinária

"O vinho na festa de S. Martinho"

O Museu do Prado descobriu na posse de um coleccionador particular um quadro, que o perito Manfred Sellink, autor do livro "Bruegel: the complete paintings, drawings and print", estudou e garante ser do mestre flamengo do século XVI. Segundo Sellink não só a técnica como a temática do quadro, "O vinho na festa de S. Martinho", o identificavam como sendo do pintor,mesmo antes de ser descoberta a sua assinatura, coberta por tinta de algum restauro, e a data, 1565 ou 1566.
Auto-retrato de Bruegel

"A maior descoberta da pintura dos últimos vinte ou trinta anos", considerou o perito, director do Museu de Bruxelas.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

A retrete quinhentista - 2

C. A. comentou no post "A retrete quinhentista" que ficara intrigado com "a engenharia da «coisa»"... já tive a oportunidade de comentar que aqueles (aparentes três) W.C. estavam de lado e que o buraco de despejos deveria ficar lateralmente no lado virado ao corte do gelo.
Lembrei-me do quadro do outro Pieter Brueghel, o novo, que é ilustrativo de dezenas de provérbios flamentos.


Existe um dito acerca daqueles que andam sempre, sempre, juntos, qualquer coisa como são "tão inseparáveis que até defecam pelo mesmo ânus". E isso foi ilustrado num famoso quadro de Pieter Brueghel, o velho: dois corpos unidos pela cintura fazendo as "necessidades" por um ânus comum. E lá está o WC numa versão mais exposta (não acredito que fosse bem assim... Julgo que o buraco era lateral, mas com uma espécie de rampa escorregadia ligada a um acento com um buraco, o que impedia que se espreitasse quer por baixo, quer pelo lado...). Aqui fica a visão dessa retrete... E tudo é arte!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um dos meus quadro de Inverno - 1

Hoje está um dia triste e feio. Só a neve é que poderia aquecer a alma!

Pieter Bruegel o Velho, Os Caçadores na Neve, 1565.
x Óleo sobre madeira, 117 x 162 cm, Kunsthistorisches Museum, Viena
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Os pássaros na neve, pormenor
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sábado, 14 de novembro de 2009

A Queda dos Anjos, Pieter Brueghel!

À procura da Queda de Ícaro, encontrei este quadro que me encanta ainda mais: A Queda dos Anjos Rebeldes! Não consegui deixá-lo de lado.
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Pieter Brueghel, o Velho, A Queda dos Anjos Rebeldes, 1562
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117 x 162 cm, Musées royaux des Beaux-Arts, Belgique
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Peço desculpa pela insistência de Brueghel, o velho, mas adoro-o tal como adoro Bosch!

A Queda... - Ícaro 2

A minha paixão pelo voo e pela história mitológica de Ícaro traz este quadro de Brueghel, o velho. Realço a opção de APS por este Ícaro a quem agradeço a gentileza dos comentários e o conhecimento do poema que se segue.
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Pieter Brueghel, o velho, A queda de Ícaro, cerca de 1558

Óleo sobre madeira; 73,5 X 162 cm;Bruxelas, Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique



Musee des Beaux Arts

About suffering they were never wrong,
The Old Masters: how well they understood
Its human position; how it takes place
While someone else is eating or opening a window or just walking dully
along;
How, when the aged are reverently, passionately waiting
For the miraculous birth, there always must be
Children who did not specially want it to happen, skating
On a pond at the edge of the wood:
They never forgot
That even the dreadful martyrdom must run its course
Anyhow in a corner, some untidy spot
Where the dogs go on with their doggy life and the torturer's horse
Scratches its innocent behind on a tree.
In Breughel's Icarus, for instance: how everything turns away
Quite leisurely from the disaster; the plowman may
Have heard the splash, the forsaken cry,
But for him it was not an important failure; the sun shone
As it had to on the white legs disappearing into the green
Water; and the expensive delicate ship that must have seen
Something amazing, a boy falling out of the sky,
Had somewhere to get to and sailed calmly on.

W.H. Auden (1907 – 1973; retirado da net)

sábado, 5 de setembro de 2009

Brueghel ao vivo



Tentei ser o mais discreto que me era possível. Por isso a foto não resultou o que desejava... mas tive uma visão de Brueghel ao vivo. Estação de Santa Apolónia (02. Setembro; 12:30 h)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sobre as línguas

-A Torre de Babel (1563), Pieter Brueghel o Velho
Viena, Kunsthistorisches Museum

Li ontem numa revista que ainda são faladas actualmente 6912 línguas, mas metade delas desaparecerá antes do final deste século. Calcula-se que a cada dez dias uma língua deixa de ser falada.
Mas ontem também, li num jornal que o livro de Saint-Exupéry O Principezinho,que já está traduzido em mais de uma centena de idiomas, acaba de ser traduzido para o altaico, a língua falada na República de Altai, uma das repúblicas que integram a Federação Russa.
Ou seja, concorrentemente ao crescente desaparecimento de muitas línguas, assistimos no século passado e neste a uma explosão de traduções de obras e de feitura de dicionários como nunca antes na história da humanidade.
Mais um exemplo: a propósito da visita de Estado de Cavaco Silva à Polónia e à Eslováquia, foi anunciada a publicação do primeiro dicionário de português- eslovaco.
Evidentemente, não são as línguas europeias que estão em perigo de extinção, mas sim as de algumas tribos da Ásia, das Américas e de África...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pintar a solidão - 3

- Pieter Brueghel o Antigo, O Misantropo, 1568
Museo Nazionale di Capodimonte, Napóles

Aqui vemos retratada outra solidão procurada, a do misantropo. A solidão daquele que vira costas ao mundo, insensível tanto às belezas que o rodeiam como a quem lhe tira as riquezas...