Os enigmas criptográficos estiveram muito em moda nos séculos dezoito a vinte. Todos os Almanaques e jornais de recreio apresentavam esses enigmas.
Primeiro tinha de se adivinhar o que estava inscrito na imagem e depois o seu significado.
Aqui têm um:
Vi isto há anos numa exposição - já não sei qual, nem onde - e lembro-me de ter "lido" isto à primeira. Mas agora estou com uma certa dificuldade, numa ligação...
ResponderEliminarPrimeira linha
ResponderEliminarSebastião
salva
Portugal
e o
ceptro
toma
Segunda linha
ResponderEliminarda mão de ---.
--- = quem está aqui retratada? D. Maria I? É que se me lembrasse em que exposição vi isto...
de D. Catarina sua avó e regente.
ResponderEliminarDe facto, tinha-me parecido D. Sebastião mas não tinha a certeza porque conheço outros retratos dele... não me recordo desta sua imagem.
ResponderEliminarCom aquele penteado? Não me parece.
ResponderEliminarE, se bem me lembro, era uma alegoria a uma outra situação da história de Portugal.
Segunda linha
ResponderEliminarda
mão
de
Maria (tem um M por cima do retrato)
É mesmo um enigma. Que Maria é?
ResponderEliminar1º- D. Maria I é óbvio que não é, senão Jad tinha dito que estava solucionado.
2º - D. Maria I está distante no tempo de D. Sebastião.
Realmente,Miss Tolstoi, o penteado suscita dúvidas e até é parecida.
3º- Não pode ser D. Sebastião rei de Portugal, pois não? Ele não salvou Portugal, só o meteu em trabalhos...
4º - Tem que dar mais pistas, Jad. Quem será este Sebastião e esta Maria?
A.R.
Jad, descobri na BN. É realmente D. Maria I. Nestes enigmas nunca se deve olhar para o tempo, foi a lição que aprendi.
ResponderEliminarObrigada.
1 gravura : buril e água-forte, p&b ; 15,8x24,3 cm (matriz)
REF.EXT.: Soares, E. - Dic. de icon., n.o 4632-M)
Soares, E. - Inv. da col. de est., p. 5, n.o 20
NOTAS: Data segundo características formais, em conjugação com a leitura do enigma de clara intencionalidade política cujo apelo messiânico (simbolizado na figura mítica de D. Sebastião, o encoberto) aponta para a necessidade de afastamento da Rainha D. Maria I, face ao seu estado de insanidade mental, sem mencionar ainda o Príncipe D. João, que viria a assumir a regência em 1799, antes de ascender ao trono em 1816 como Rei D. João VI
Segundo Inocêncio, no seu Dicionário bibliográfico..., t. 6, pp. 320-324, a polémica entre sebastianistas e anti-sebastianistas foi particularmente acesa entre 1808 e 1811, sendo que "mais de trinta contendores tomaram nella partido pró e contra", mas não sendo de excluir a hipótese de publicação da presente gravura neste período, parece fazer mais sentido pelos seus elementos iconográficos que esta seja anterior ao assumir da regência pelo Príncipe D. João, mas seguramente antes da sua entronização
Dim. f.: 21x29 cm PTBN E. 20 P.
CDU: 762(=1:469)"17/18"(084.1)
929.7Sebastião, Rei de Portugal(084.1)
929.7Maria I, Rainha de Portugal(084.1)
Como não me fui lembrar do messianismo/sebastianismo? Característica que acho graça no temperamento do povo português. Desculpem a generalização.
ResponderEliminarValeu este enigma. Desculpe invadir, tantas vezes, este espaço.
Achei graça ao problema.
Pois é, mas está errado!
ResponderEliminarSão enigmas criptográficos.
O S (que está por cima do retrato de D. Sebastião) é para recordar que não é D. Sebastião, mas o nome de Sebastião!
Solução:
É um apelo:
Sebastião [José de Carvalho e Melo] volta ao poder e governa o país em vez de Maria (que nem reconhecem como rainha, colocando só M).
Espero que se tenham divertido.
Claro, foi na expo do Marquês de Pombal! Já lá vão tantos anos!
ResponderEliminarEu, pelo menos, diverti-me. Espero mais...
ResponderEliminarAfinal, o meu problema não estava na ligação, estava no início.
ResponderEliminarCara Ana
ResponderEliminarÉ bem vinda a comentar. Ninguém invade espaços que são publicos
Também me diverti.
ResponderEliminarObrigada.
E desespere-nos com mais...!
Jad,
ResponderEliminarSerá que pode publicar um retrato de Sebastião José de Carvalho e Mello ainda jovem, ou dar uma pista para o encontrar?
Procurei na net e não consegui encontrar. Gosto do Marquês, admiro-o por causa do seu espírito iluminado e racionalista (british).