domingo, 14 de dezembro de 2025

Há dias na CNN...

Tinha-me esquecido desta pérola...

O que quereria o homem roubar de uma «joelheria»?

9 comentários:

  1. Provavelmente uma joelheira. O futebol contamina tudo, principalmente os atrasados "mensais".
    Bom Domingo!

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  2. Aqui acho que o problema é o quotidiano: não saberem escrever e terem grafado «joelheria» em vez de «joalheria».
    Boa noite!

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  3. Num tempo em que as "calinadas" (nos meios televisivos, por exemplo) são, lamentavelmente, uma constante quotidiana, não resisto à evocação das saborosas palavras de Nicolau FIRMINO - meu saudosíssimo Tio -, insertas no seu (já citado) livrinho "Breve Passeio pelo Nosso Portugal" (1953), a propósito da passagem pelo Mosteiro de Alcobaça (onde os "turistas" nunca dispensam a inevitável visita à "cozinha monumental, com 2 grandes chaminés") e de um almoço que "decorreu num ambiente de cordialidade e de esfusiante alegria" (p. 61):

    "Ocorre contar que, num restaurante, o freguês pediu ao garção [note-se, aqui, a adaptação ao "microcosmos" de uma "Excursão de Professores Brasileiros", à qual o Autor dedicou o seu testemunho (obs. de F. FIRMINO)] 'um prato de erros', respondendo o garção que não tinham, para servir nesse dia. Então o freguês advertiu: 'Se não têm erros, porque os escreveram no cardápio?' / Dizem que um caso semelhante aconteceu num restaurante desta localidade. Um jornalista, vendo escrito na Ementa: 'Cepipes variados', advertiu o proprietário de que faltava a letra 'a' numa palavra. Logo a Ementa foi emendada: 'Cepipes avariados'. "

    Particularmente relacionado com o "universo" das relações culturais e literárias entre Portugal e o Brasil, António ALÇADA BAPTISTA, no muito curioso volume "A Pesca à Linha: Algumas Memórias" (Ed. Presença, 1998, 234), dedicado a diversas Figuras, "do lado de cá do Equador" e "do outro lado do mar", recordou o seguinte episódio:

    "O Jorge Amado passeava uma vez com a família no Algarve. Como é habitual nele, estava de camisa florida, calções curtos, chapéu de palha e bengala: o próprio americano em férias. / Um homem que estava a vender figos secos, alfarroba e outras coisas desse género, pegou num figo seco e ofereceu-lho dizendo: / - Good, good... / O Jorge pegou no figo e, enquanto o comia, dizia para o vendedor: / - Good, good... / O vendedor disse entredentes: / - Estás gordito, filho da p***... / Uma gargalhada do Jorge Amado e da família que o acompanhava deixou o pobre vendedor envergonhado a dizer: / - Ai que são brasileiros!..."

    Uma simbólica nota final para, sem humor - e com profundo respeito por um aniversariante deste dia -, assinalar, no "PROSIMETRON", os 70 anos de JOÃO Manuel GIL Lopes. A nossa Cultura musical deve ao admirável guitarrista e compositor Covilhanense (curiosamente, conterrâneo do saudoso escritor ALÇADA BAPTISTA, acima referido), que há cinco décadas pisou o primeiro palco (em nome do "Soviete do Areeiro", uma efémera "banda" Lisboeta de intervenção), canções de reconhecida originalidade, como, entre outras, "Timor" (um inesquecível "hino" da causa do Povo Maubere) e "Perdidamente" (sobre a inspirada criação de FLORBELA Espanca, "Ser Poeta", que o Artista teve a feliz ideia de musicar e propor a sua gravação aos restantes elementos do seu grupo "Trovante"). Sinceros parabéns, JOÃO GIL!

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    1. Conheci Nicolau Firmino. Tinha uma livraria, Académica, no Bairro do Arco do Cego.
      Boa noite!

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  4. Talvez precise de alguma prótese... 😂🤣

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  5. Já nem ligo às legendas, pode ser um erro de digitação (espero que esta palavra exista😉); o que me irrita mesmo é todos, todos, todos, conjugarem o verbo tar... até pessoas que eu admiro😠
    Boa tarde!

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  6. Ainda a propósito da anterior referência, feita por MR a propósito da citação de um dos livros (menos divulgados) de NICOLAU FIRMINO (Aldeia de S. Francisco de Assis, Covilhã, Julho de 1907 - Lisboa, Dezembro de 2001), cujo "perfil" biobibliográfico não cabe nestas telegráficas linhas, seja-me lícito acrescentar, para já, duas breves palavras, apenas!

    Quando eu próprio me curvo, muito respeitosamente, perante a memória deste meu saudosíssimo Tio, prefiro recordar não só a sua condição de pequeno Livreiro (gerente-proprietário da extinta Livraria Académica, vocacionada para os "manuais" escolares e as Obras de N. FIRMINO) e modesto Editor (que integrou a própria Direcção do "Grémio" do sector, que se encontra nas origens da APEL), mas, acima de tudo, a sua qualidade de brilhante LATINISTA, que se distinguiu na docência (disciplina de Latim), na tradução ("ENEIDA", de VIRGILIO, entre outros clássicos) e, até, enquanto dicionarista ("Dicionário Latino-Português")... Assumidamente católico e conservador, N. FIRMINO nunca esqueceu, no entanto, a importância primordial da cidadania (não por acaso, foi distinguido com o grau de Comendador) e a defesa dos "melhoramentos" públicos, em particular no concelho de Tábua, do qual era "Cidadão Honorário" e onde repousa.

    Muito Boa Noite!

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