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sexta-feira, 4 de abril de 2025
quinta-feira, 3 de abril de 2025
A M.R. conhece.... de certeza!
Soube há momentos que Johnny Tillotson faleceu anteontem aos 86 anos. A sua carreira foi curta, no início dos anos 60. Seu maior êxito: Poetry in Motion. RIP
Hildegard Knef - a nossa nova vinheta
Hildegard Knef (1925 – 2002), praticamente desconhecida em Portugal, iniciou a sua carreira cinematográfica num papel principal em 1946 aos 19 anos, no filme Die Mörder sind unter uns (Os assassinos estão entre nós) de Wolfgang Staudte - a primeira película alemã realizada após a Segunda Guerra Mundial. Viveu momentos polémicos no seu percurso, por exemplo, ao aparecer, por poucos segundos e quase invisivelmente, despida no filme Die Sünderin (A pecadora) de Willi Forst em 1951. Coroada de algum sucesso internacional (As neves do Kilimanjaro de H. King de 1952), empenhou-se igualmente a favor de um confronto aberto, justo e sem tabus com o período do Terceiro Reich. A partir dos anos 60, marcou presença como cantora de chansons alemães que contrastavam com a música ligeira do Schlager. Foi ainda amiga de Marlene Dietrich.
“Esteve muito à frente do seu tempo”, afirma Luzia
Schmid, realizadora do filme documentário “Ich will alles” (Quero
tudo, título de uma das canções de Knef) que estreia hoje nas salas de cinema na
Alemanha e que foi apresentado na última Berlinale. Schmid centra-se
sobretudo no carácter da artista e consegue criar muito bem um retrato
abrangente com especial atenção para a notoriedade junto do público alemão e a
forma como Knef lidava com essa notoriedade – desde as operações plásticas a
doenças, desde fracassos profissionais às relações amorosas com figuras como Ewald von Demandowski (Chef da Tobis alemã
durante o Terceiro Reich) ou com Paul von Schell (seu último marido).
Uma homenagem notável por ocasião do centenário do nascimento de Hildegard Knef!