Carmen adoptara "um estilo visualmente exuberante desde o filme Banana da Terra , no qual cantava fantasiada de baiana e, por intuição, concordou com aquele que a lançou internacionalmente, o empresário norte-americano Lee Shubert, que torcidos de seda, saias rendadas, balangandãs, tamancos de saltos exageramente altos, turbantes com arranjos de flores, frutas, plumas e borboletas comporiam a imagem mais próxima do que lá fora iriam entender por "traje típico brasileiro". Traje que, além de tudo, casava perfeitamente com o seu temperamento extrovertido, tropical. Vestida assim, por opção e pelo que hoje se chamaria "imposição de mercado", piscando o olho vivíssimo, inteligente; ergendo o til negro da sobrancelha para sublinhar um trejeito mais brejeiro; rindo a risada aberta de dentes perfeitos, carmen, até então apenas a Carmen cantora de rádio, dos discos, dos shows do Casino da Urca, tornou-se na artista de carreira mais vertiginosa, colorida, humana e emocionante de quantas tentaram o estrelato no teatro e no cinema norte-americanos" [...]
Cássio Emmanuel Barsante, "Introdução" in Carmen Miranda, Lisboa, Pandora, 1995, p.5
Cássio Emmanuel Barsante, "Introdução" in Carmen Miranda, Lisboa, Pandora, 1995, p.5
2 comentários:
Deve ser a canção mais conhecida de Carmen Miranda. Giríssima!
M.
Deve ser a canção mais conhecida de Carmen Miranda. Giríssima!
M.
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