Prosimetron

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O chá das cinco - 166

«Procurando no armário [...], Peter separou o chá Yogi e o Harmony Herbal Blend, embora tenha hesitado um instante no de camomila. Mas não. [...] A morte violenta [de uma mulher assassinada] exigia Earl Grey. Olhando para fora da janela enquanto despejava água a ferver no bule e sentia as picadas dolorosas da água a ferver a salpicar-lhe a mão [...].» (Louise Penny - Natureza morta. Alfragide: D. Quixote, 2014, p. 59-60.)

É o primeiro livro desta canadiana que leio e estou a gostar. Também prefiro Earl Grey, a esta hora destinado.

A Voz de Londres

República, Lisboa, 5 jan. 1941, p. 6

No Dia Mundial da Rádio.

Leituras no Metro - 2983

Trad. Diogo Paiva. 
Lisboa: Cavalo de Ferro, 2025.

Li o livro no final do ano passado e gostei. Deixo-vos o prefácio.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Boa noite!

Arnaldo Antunes, Ana Frango Elétrico - «Pra Não Falar Mal».

Marcadores de livros - 3627

Levemente sobrepostos fazem puzzle.

Caixa do correio - 318

Eva Jospin - Duomo, 2025.
Madeira, cartão, pedras, conchas, papéis coloridos, materiais diversos.

Das exposições de Eva Jospin  Grottesco e de Claire Tabouret  D’un seul souffle, patentes no Grand Palais (Paris) até 29 de março.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Boa noite!

Patricia Palmero Alvarez - «Wonder Boy».

Marcadores de livros - 3626

Hoje marcadores com casas:


Casa

A antiga casa que os ventos rodearam 
Com suas noites de espanto e de prodígio 
Onde os anjos vermelhos batalharam 

 A antiga casa de inverno em cujos vidros 
Os ramos nus e negros se cruzaram 
Sob o íman dum céu lunar e frio 

 Permanece presente como um reino 
E atravessa meus sonhos como um rio

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Boa noite!

Este álbum - um dos que mais tocou cá em casa - saiu há 62 anos.

De Lao Tzu

«Quanto melhor opinião uma pessoa tiver de si própria, mais instável será a sua posição; quanto mais baixa for a sua autoestima, mais firme se encontrará.» 

 Cit. in Lev Tolstoi - O calendário da sabedoria. Carcavelos: Self, 2022.

Marcadores de livros - 3625

Cinco marcadores formam este puzzle que representa trabalhadores da fábrica Coma, Ciuró, Clavell i Cia. Foto de 1887.
Ed. da Biblioteca Pública de Salt.

Para Mondopunts.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Boa noite!


Caixa do correio - 317

Gerhard Richer - Lesende, 1994.

Através deste lindo postal que recebi há dias, soube que Gerhard Richter, que faz hoje 94 anos, tem uma exposição na Fundação Louis Vuitton até 2 de março.


Marcadores de livros - 3624

O primeiro volume da col. Le livre de poche foi editado em 9 fev. 1953.

Versos e reversos.

Com um agradecimento a Ph.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Boa noite!

Uma canção de Samuel Úria com 12 anos, aqui num duo com Márcia.

Eleições presidenciais 2026

Leições
(A Capitular « E » é utilizada na tipografia portuguesa no século XVI-XVII) 

Votar é um Direito! Votar em Consciência é um Dever! Que ninguém deixe de expressar a sua Vontade! 

Auto-retrato - 335

Károly Ferenczy - Autorretrato, 1910.

Ver outro autorretrato deste pintor aqui.
 

Marcadores de livros - 3623


Um bom documentário que pode ser visto na RTP Play.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Boa noite!


Livro e marcador - 233


Fotos Cláudia.

Caixa do correio - 316

A banda desenhada Michel Vaillant saiu, pela primeira vez, na revista Tintin (n.º 433), em 7 fev. 1957. O seu autor foi Jean Graton (1923-2021). «A série Michel Vaillant decorre no mundo do automobilismo, da Fórmula 1 aos ralis. Michel Vaillant é o filho do construtor Henri Vaillant, proprietário de uma fábrica de automóveis dirigida pelo outro filho Jean-Pierre. Michel Vaillant torna-se campeão do mundo de F1 e vive múltiplas aventuras no grande circo do automobilismo. Mais tarde, o filho de Jean Graton, Philippe Graton assegura os argumentos da série. Em 2012, a série inicia um novo ciclo de aventuras, já sem Jean Graton.» (Daqui.)

Li alguns livros de Michel Vaillant, então editados pela Bertrand e depois pela Meribérica; atualmente a série é editada pela Asa.

Para Ph.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Boa noite!

Desta vez, foi Billy Bragg, um músico britânico, a levantar a sua voz contra os assassinatos de Alex Pretti e Renee Goog, em Minneapolis. 

Marcadores de livros - 3621

Um bloco de marcadores:


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Richard Ramer (1942-2026)

 


Richard Ramer (1942-2026)

    Custa sempre saber do desaparecimento físico de um amigo. 

Quando eu comecei a gostar de livros antigos existiam muitos livreiros que eram referências. Aos pouco tenho visto partir a grande maioria. E vou perdendo amigos.

Richard Ramer foi um deles. Sabia apreciar, como poucos, o livro como livro, como objecto. Não só pelo seu conteúdo mas também pelo seu papel, pelo seu formato, pelo seu cuidado bibliográfico. O livro como Arte!

A notícia da sua morte ocorreu hoje dia 4 de fevereiro de 2026. Para além das suas livrarias físicas situadas em Nova York (USA) e em Lisboa (em ambas convivi com ele) tinha, como ele dizia, a melhor livraria em cada uma das cidades, vilas ou aldeias do mundo - a sua livraria na WWW, ou seja: na casa de cada um, aberta 24 horas por dia, todos os dias do ano. 

Boa noite!

«Quando Morre o Amor», música de Renato Júnior e letra de Marina Ferraz.

Marcadores de livros - 3620


No Dia Mundial de Combate ao Cancro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

No meu sofá a ler... - 15

Barcarena: Manuscrito, 2024.

«No seu discurso de tomada de posse [como ministro das Finanças], no qual revelou que só aceitou o cargo com grande relutância e sacrifício, [Salazar] sublinhou: "Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando chegar à altura de mandar." Estava forjada a imagem do humilde professor universitário que não gostava de política, e que só aceitava o cargo por dever e á custa de todos os sacrifícios pessoais. No entanto, a realidade seria bem diferente e Salazar já tinha todo um projeto político e preparava-se para tomar o poder e o implantar.» (p. 22)
«Sob a égide do corporativismo, o Estado Novo irá acabar com o sindicalismo livre e o direito á greve, reprimindo as lutas operárias e perseguindo os seus dirigentes. São criados os Sindicatos Nacionais, de inscrição obrigatória e quase sempre de base regional e profissional, controlados pelo governo e sob tutela do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (INTP), pertencente ao Subsecretariado de Estado das Corporações. As direções destes sindicatos estavam sujeitas a homologação governamental, que as podiam demitir. Estava esvaziada toda e qualquer capacidade reivindicativa do movimento operário. Além disso foram criados os grémios patronais da indústria, do comércio e da lavoura, uma forma de organização corporativa por parte dos patrões; e as Casas do Povo e dos Pescadores, dirigidas pelos grandes proprietários ou pelas autoridades portuárias, sob controlo do INTP, acabaram por servir como formas de enquadramento político-ideológico da população rural e piscatória.» (p. 25)
Ainda a procissão vai no adro...

Livro e marcador - 232

Fotos Cláudia.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Boa noite!


Vinheta: Nada é eterno!

A 23 de Agosto de 2025 um grupo de queridos e fraternos amigos deram-me a conhecer um pequeno monumento na Mata Nacional dos Sete Montes, na cerca do convento de Cristo, em Tomar: a Charolinha.


A antiga casa de fresco, remontava ao século XVI, e teve como arquiteto João de Castilho. Foi destruída com a tempestade Kristin, na noite de 29 para 30 de janeiro de 2026.



Nos tempos de hoje... evocando um amigo.



Raul Rêgo (15 de Abril de 1913 - 1 de Fevereiro de 2002)

Passam hoje 24 anos de silêncio! A 1 de fevereiro de 2002 um amigo que eu respeito passou ao Oriente Eterno. As suas palavras escritas e ditas (a sua vida) ficaram como exemplo em muitos momentos marcantes de Portugal. Enquanto lembrarmos o seu nome elas e ele continuam presentes. 

De entre as muitas coisas que foi na vida também foi Soberano Grande Comendador do Rito Escocês Antigo e Aceito (para leigos, investido no 33.º grau e preside da organização do Rito [a forma com que a Maçonaria trabalha]) e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido. 

Para muitos que não sabem o que é a Maçonaria deixo apenas apontamentos de uma via de trabalho:

O século XVIII foi para a Construção da Maçonaria; depois levou um século a criar/adotar o que é hoje o seu lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.  
O século seguinte foi para ajudar a afirmar o conceito de Liberdade - em especial a de respeitar a Liberdade do outro de pensar (quer individualmente, quer a nível de nação); 
mais cem anos foram necessários para ajudar a afirmar o conceito de Igualdade (quer individualmente, quer a nível de nação); 
estão a decorrer, mas ainda estamos no começo, os tempos (talvez venham a ser necessários mais de cem anos) em que a Maçonaria tenta ensaiar e fazer sentir os novos conceitos de Fraternidade (quer individualmente, quer a nível de família e estado/nação). 

Mas o que é Fraternidade? 

Com a ajuda da Liberdade e da Igualdade, a Maçonaria deve fazer sentir, deve ensaiar, deve aplicar o Lema, no seu todo.

Mas não é tirar as pessoas do seu meio. É ensinar as pessoas a sentir os três conceitos no seu país, na sua casa, na sua família e na sua vida individual. Só depois disso o cidadão pode trocar, pode amar, pode viver. Só depois disso a Democracia terá o seu valor, porque parte de premissas iguais, até lá encontra apenas: branco/preto; luz/trevas; partir/chegar e, assim, não existe o seu Lema. 

O papel principal é o de educar! O cidadão, por medo e com ignorância busca e valoriza os extremos (de Esquerda e de Direita).

Integrar para não entregar.