Elizabeth Bishop (1911-1979).
PROSIMETRON
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terça-feira, 6 de outubro de 2026
Marcadores de livros - 3853
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Le Bon Marché. Pensava que não conhecia esta livraria que fica na rue de Sèvres (Paris), mas quando abri o site, percebi que já lá estive.
Uma livraria que foi buscar o nome ao título de um livro de Roland Barthes.
Verso e reverso.
Não me lembro se já estive na Bourse aux Livres.
La Galerne, uma livraria no Havre.
Para a Cláudia e com agradecimentos ao Jad e Ph.
Uma arte
Ed. 2006.
tantas coisas parecem cheias da intenção
de se perderem que a sua perda não é uma calamidade.
Perde algo todos os dias. Aceita a agitação
das chaves perdidas, a hora mal passada.
A arte de perder não é difícil de dominar.
Então procura perder mais, perder mais depressa:
lugares, e nomes, e para onde se tencionava
viajar. Nenhuma destas coisas trará uma calamidade.
Perdi o relógio da minha mãe. E olha! a minha última, ou
a penúltima, de três casas amadas desapareceu.
A arte de perder não é difícil de se dominar.
Perdi duas cidades encantadoras. E, mais vastos ainda,
reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.
- Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto
que amo) não foi diferente disso. É evidente
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar
mesmo que nos pareça (Toma nota!) uma calamidade.
Elizabeth Bishop. Trad. Maria de Lourdes Guimarães.
Miranda Otto recita «One Art» no final do filme Reaching for the moon (Flores Raras).
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Leituras no Metro - 3002
Michel Lafon, 2026.
Este livro é o resultado de uma conversa proveitosa entre Amin Maalouf e Éric Fottorino sobre a Fraternidade, um tema universal e que o papa Francisco trouxe para a atualidade, numa época em que o mundo não consegue conversar e tem comportamentos desumanos em relação ao outro.
Amin Maalouf e Éric Fottorino falam sobre a Fraternidade como uma necessidade vital. Através da história, da literatura, da política e, principalmente, das suas experiências pessoais, eles acreditam que a Fraternidade se constrói e tem que se defender.
Um livro que se lê com gosto e que é fruto da conversa havida no Festival Albert Camus, organizado em Lourmarin, pelos Rencontres Méditerranéennes Albert Camus. Durante três dias, são organizados espetáculos, leituras musicais, workshops, conferências, debates, projeções e exposições em torno de um tema. E o tema da edição de 2024 foi «A Fraternidade».
domingo, 4 de outubro de 2026
Nas ruas de Paris - 17
8, rue de l'Ancienne Comédie.
Foto Jad, set. 2026.
O interior e os jardins do restaurante Dagneau. Gravura de A. Provost, 1838. (BnF).
sábado, 3 de outubro de 2026
Outubro
October
O love, turn from the changing sea and gaze,
Down these grey slopes, upon the year grown old,
A-dying 'mid the autumn-scented haze
That hangeth o'er the hollow in the wold,
Where the wind-bitten ancient elms infold
Grey church, long barn, orchard, and red-roofed stead,
Wrought in dead days for men a long while dead.
Come down,
O love; may not our hands still meet,
Since still we live today, forgetting June,
Forgetting May, deeming October sweet?
-
Oh, hearken! hearken! through the afternoon
The grey tower sings a strange old tinkling tune!
Sweet, sweet, and sad, the toiling year's last breath,
To satiate of life, to strive with death.
And we too - will it not be soft and kind,
That rest from life, from patience, and from pain,
That rest from bliss we know not when we find,
That rest from love which ne'er the end can gain?
- Hark! how the tune swells, that erewhile did wane!
Look up, love!
- Ah! cling close, and never move!
How can I have enough of life and love?
William Morris
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Uma estante para o Jad
Pequena vitrina (século XIX-início século XX) para guardar preciosidades.
Meudon, Villa des Brillants, 12 set. 2026.
«Visita ao café»
Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, que Stefan Zweig, provavelmente, frequentou.
«Se no Brasil fazemos uma visita, oferecem-nos logo café, qualquer que seja a hora do café: café simples, saboroso, em pequenas xícaras. É uma praxe amável, como todas neste país hospitaleiro. O café é bebido aqui como na Europa - ou melhor: el verdadeiramente não é bebido, mas sim tomado de um só trago como um licor -, é ingerido muito quente, tão quente que, como cá se diz, um cão sairia a correr aos uivos, se sobre ele se derramassem algumas gotas. [...]
«Os árabes levaram o revigorante elixir para a Turquia; por ocasião do cerco de Viena, sacas de café caíram em poder dos austríacos; dentro de pouco tempo abriu-se nessa cidade o primeiro café e o uso dessa bebida escura tornou-se moda em toda a Europa [...].»
Stefan Zweig - Brasil, um país do futuro. Lisboa: Balzac, 2024, p. 257-259
Parabéns, Jad!
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Marcadores de livros - 3847
62 anos de Mafalda!
Um armónio com seis personagens da Mafalda que tive de digitalizar em duas partes.
Obrigada, Maria Luisa.
Marc Bloch: O espírito da História
Gostei bastante de ver esta exposição sobre um historiador e um Homem que respeito imenso.
Marc Bloch vestido de marinheiro com 9-10 anos.
Henri Pirenne. Li (e tenho) vários livros deste historiador, mas nunca lhe tinha visto a cara.
Os Annales.
Uma estante e alguns dos livros recuperados da biblioteca de Marc Bloch.
Dactiloscrito do livro Apologie pour l'Histoire ou Métier d'historien.
Cadernos com notas de Marc Bloch.
Esta exposição encontra-se na cripta do Panteão, com muito pouca luz.
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