Prosimetron

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Marcadores de livros - 3839


Dance me to the end of love

                                                         

                                                             «Dance me to the beauty with the burning violin
                                                                dance me through the panic till I'm gathered safely in» 
                                                                                    Leonard Cohen

Dança-me até ao fim da doçura e do pânico.
Dança-me com Cohen ao fundo,
interrompe-me a leitura da Medeia, tu podes.
Conta-lhes, se quiseres, todos os segredos piores:
que não estou a reler Anna Karénina; que estou a ler,
na minha idade Anna Karénina pela primeira vez.
Diz-lhes que continuo com medo aos 38 anos
e que tenho dois exemplares de algumas tragédias
porque perco a anterior, não sei onde a guardo.
E, já agora, avisa-os que as mães. As mães.
Que uma criança não é logo amarga mas pode ser amarga
no futuro: uma criança amargará.
É melhor ires já avisá-los.

Filipa Leal - Fósforos e metal sobre imitação de ser humano. 3.ª ed. Lisboa: Assírio & Alvim, 2025, p. 14.

Leituras no Metro - 3001

Lisboa: Bertrand, 2020.

«Não que tenha de estar lá, os livros são uma magia singularmente portátil. Costumo ouvir um livro quando estou no carro (sempre a versão integral, considero os audiolivros abreviados péssimos) e levo outro comigo para onde quer que vá. Nunca se sabe quando se vai precisar de uma válvula de escape: filas de quilómetros em portagens,  o quarto de hora que tem de perder no corredor de alguma faculdade enquanto espera que o orientador [...] saia para conseguir finalmente a assinatura dele num pedido de dispensa, portas de embarque em aeroportos, lavandarias em tardes chuvosas e, o pior de tudo, consultórios médicos quando o sujeito está atrasado [...]. Nessas horas, para mim, um livro é vital. Se eu tiver de passar um tempo no purgatório antes de ir para um lugar ou outro, acho que não sofrerei muito se houver uma biblioteca que empreste livros [...].
«Leio onde posso, mas tenho um lugar predileto, como o leitor também deve ter - um lugar com boa luz e vibrações positivas. Para mim, a cadeira azul que fica no escritório. para outros, pode ser o sofá na varanda, a cadeira de balouço na cozinha ou talvez a cama - ler deitado pode ser uma maravilha, desde que a iluminação seja boa [...].» (p. 102)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Boa noite!


 

Marcadores de livros - 3836


Eva Gonzalès: Parcours d'une artiste libre


É a primeira grande retrospetiva consagrada a esta contemporânea de Mary Cassatt e de Berthe Morisot, que foi aluna de Édouard Manet e com quem manteve uma relação artística. Apoiada por um círculo familiar atencioso e culto, conseguiu impor a sua voz singular num século que deixava pouco espaço às mulheres artistas. Reunindo cerca de 100 obras — pinturas, pastéis e gravuras —, a exposição presta homenagem a uma artista de talento reconhecido, que faleceu aos 36 anos.
A exposição pode ser vista no Petit Palais (Paris) até 24 de janeiro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Os meus franceses - 1127


Francis Parkman (1823-1893)


 «Gamache sorriu ao ver as Obras de Francis Parkman, essa odiosa história do Canadá que tinha sido ensinada nas escolas há mais de um século, a crianças dispostas a acreditarem que os nativos eram selvagens manhosos e que os europeus tinham mesmo trazido a civilização àquelas paragens. 
«Gamache abriu um dos volumes ao acaso.
« Como animais ou sob outras formas abomináveis e indizivelmente terríveis, a prole do inferno, uivando com uma fúria desconcertante, partia os ramos do seu abrigo silvano.
«Gamache fechou o livro e olhou novamente para a capa, perplexo. Seriam mesmo as Obras de Francis Parkman? [...] Confirmou que eram as obras de Francis Parkman. E a parte em que ele abrira era sobre o Quebeque.»
Louise Penny - O mais cruel dos meses. Lisboa: Relógio d'Água, 2016, p. 179.

Bom pequeno almoço - 67

Bonne journée!

terça-feira, 15 de setembro de 2026

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Os meus franceses - 1126


 

Marcadores de livros - 3834

Leão XIV. 

Eterno Tintoretto

O Museu Jacquemart-André homenageia uma das principais figuras do Renascimento italiano, Jacomo Robusti, conhecido como Tintoretto. Esta exposição, que pode ser vista até 24 de janeiro de 2027, apresenta, pela primeira vez em França, uma visão geral de toda a carreira de Tintoretto e demonstra como o seu legado artístico se estende para além dos séculos e das fronteiras, tornando-o uma referência para a pintura francesa do século XIX.

Ler mais sobre a expo aqui.

Apolo e Marsias, ca 1545.


domingo, 13 de setembro de 2026

sábado, 12 de setembro de 2026

Os meus franceses - 1124




Marcadores de livros - 3832

Marcadores em papel reciclado:


Marcadores recortados:

Frescos de Paul-Albert Baudouin (1844-931) do peristilo do Petit Palais (Paris).


Hotel Regina

Hotel Regina na Place des Pyramides no início do século XX:

George Minden, nascido em 1921 em Bucareste, «tinha tido uma educação de alto nível». Em 1945, os pais perderam as suas vastas propriedades de petróleo na Roménia e emigraram. Foi recrutado para a CIA em 1959. Anos mais tarde, pareceu ser a criatura ideal para desenvolver o Clube de Leitura da CIA para os países de leste. «Oseu lugar preferido para ficar em paris era o Hotel Regina, que tinha sido popular entre celebridades, desde Audrey Hepburn a Coco Chanel, graças à sua localização central, junto ao Louvre, e ás vistas deslumbrantes sobre o Sena em direção à Torre Eiffel. A principal operação de Minden em paris, a distribuidora de livros em língua russa Centre Internationale Littéraire - uma tradução direta do ILC -, ficava apenas a algumas centenas de metros dali, na Rue Saint-Honoré, mas para reuniões com os seus contactos polacos preferia usar uma livraria venerável na Margem esquerda», a Librairie Polonaise.
Em 1982, «O programa de livros polaco, dificultado pela falta de viajantes, teve dificuldade no início do ano, mas no princípio do verão começou a dar sinais de recuperação.» [...] 
«Em Paris, Minden soube através de dois dos seus principais pontos de venda polacos, a Librairie Polonaise e a Libella, uma pequena editora e livraria na Île Saint-Louis, que os visitantes estavam a regressar.»
Charlie English - O Clube de Leitura da CIA. Alfragide: Casa das Letras, 2025, p. 117, 202-203.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Boa noite!

Sidney Bechet - «Promenade aux Champs Elysées»


 

Marcadores de livros - 3831

 Mais umas livrarias parisienses:


Verso e reverso.

Versos e reversos.

Verso e reverso.


Versos e reversos.


Leituras no Metro - 3000

Paris: 123, bd Saint Germain

«As palavras "Librairie Polonaise" [...] destacavam-se em grandes letras maiúsculas vermelhas por cima do trânsito agitado do Boulevard Saint-Germais. A loja era pequena mas estav perfeitamente localizada, uma vez que aquelas ruas estreitas, amontoadas á volta da torre do sino da Igreja de Saint-Germain-des-Prés, formam o coração da vida literária da capital. [...]
«A Librairie Polonaise, que era a livraria polaca mais antiga do mundo [...]. Em 1981, era [...] um centro crescente de distribuição de livros da CIA em Paris. Os viajantes polacos que chegavam à loja podiam escolher alguns títulos gratuitamente, desde que dissessem a um empregado da loja que tencionavam levá-los para casa. O assistente anotava os títulos e os preços, juntamente com uma pequena informação sobre o "alvo", como a sua profissão e a zona da Polónia onde vivia, e todos os meses a gerente da livraria, Elzbieta Rybezynska, enviava a fatura com os dados para Nova Iorque. [...]
«Atravessando a porta de vidro do Boulevard, os polacos entravam numa sala de paredes escuras, apinhadas de sobrecapas [...].» 
Charlie English - O Clube de Leitura da CIA. Alfragide: Casa das Letras, 2025, p. 117-118.

Ler a história desta livraria aqui

Bom pequeno almoço - 66

Bom dia!