Prosimetron

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domingo, 16 de agosto de 2026

Conde D. Henrique no Alcázar de Segóvia- a nossa vinheta

A visita ao Alcázar de Segóvia começou com uma agradável surpresa. Ao dirigir-me à Casa de la Química, edifício do século XVIII onde se adquirem os bilhetes, perguntaram-me a nacionalidade. Quando respondi que era portuguesa, informaram-me, com um sorriso, que os cidadãos portugueses têm entrada gratuita. Um início inesperado e muito bem-vindo para conhecer um dos monumentos mais emblemáticos de Espanha. Creio que a visita gratuita se deve a D. Filipe II, I de Portugal.

O Conde D.Henrique é a figura que se destaca numa das portas da Sala dos Reis. 


Na dita sala as figuras que não são reis: 
[...]el Cid, el conde Fernán González, Raimundo de Borgoña y el conde Enrique, padre de Afonso Henriques. La documentación antigua del Alcázar lo denomina Enrique de Lorena», identificado con Enrique de Borgoña, conde de Portugal.Estas cuatro figuras se incorporaron con la ampliación de la serie ordenada por Felipe II, entre 1588 y 1591, sobre un conjunto iniciado en el siglo XIII y completado por Enrique IV. El incendio de 1862 destruyó las esculturas originales; las que hoy se ven proceden de la restauración inaugurada en 1978, realizada a partir de los dibujos de José María Avrial y Flores y de la documentación conservada. (Informação turística, resposta dada a um e-mail)*

Como se pode observar, a figura do nosso conde está colocada sobre uma das portas de entrada da grandiosa sala.



Sala dos Reis, vista das janelas       Cavaleiro, Pátio das Armas

 

O Real Alcázar de Segóvia ergue-se sobre um promontório entre os rios Eresma e Clamores e é um dos castelos mais impressionantes de Espanha.
Acredita-se que o local tenha sido utilizado como fortificação desde a época romana, mais tarde ocupado pelos muçulmanos e, após a reconquista cristã de Segóvia, em 1122, começou a ganhar a forma de castelo.
Ao longo dos séculos, o Alcázar foi ampliado e transformado por vários reis de Castela. Durante a Idade Média tornou-se uma das residências favoritas da monarquia e desempenhou um papel decisivo na história de Espanha. Foi aqui que, em 1474, Isabel I de Castela se refugiou antes de ser proclamada rainha, marcando o início de uma nova era para o reino.
No século XVI, Filipe II conferiu ao castelo a sua imagem mais icónica, acrescentando as elegantes torres de ardósia inspiradas nos castelos da Europa Central. Mais tarde, o Alcázar serviu como prisão, Escola Real de Artilharia e colégio militar.
Em 1862, um incêndio destruiu grande parte do edifício, mas uma cuidadosa restauração devolveu-lhe o esplendor original. Atualmente, é um dos monumentos mais visitados de Espanha, distinguido como Património Mundial da UNESCO, e encanta os visitantes pelos seus salões históricos, pela imponente Torre de João II e pelas vistas panorâmicas sobre a cidade de Segóvia.
(Informação histórica retirada do panfleto turístico)

  Dormitório Real                             Vitrais Sala do Trono

  

Vista para a Iglesia de La Vera Cruz (Ordem de Malta) e dos torreões (D. Filipe II)

 

Casa de la Química, mapa que inclui Portugal


Destaque para a Torre de D. João II de Castela (I)

Destaque para a Torre de D. João II de Castela (II)

Monumento a los Héroes del 2 de Mayo de 1808, homenageia os capitães de artilharia Luis Daoiz e Pedro Velarde que lutaram contra as tropas francesas.
Obra do escultor Aniceto Marinas e do arquiteto Toribio García de Andrés.

Marcadores de livros - 3805

Para Goretti.

Flor de cera - 3

Nova floração... Já me tinham dito que normalmente florescia duas vezes num curto intervalo.

Lisboa, 13 ago. 2026.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Boa noite!


Marcadores de livros - 3803

Hoje vamos até Berlim, à Av. das Tílias:

1860.

1928
Hoje.
Estes dois são verso e reverso.


«Livros Novos e Usados» em Three Pines


«Na pequena aldeia de Thrree Pines, Clara Morrow olhava por entre as travessas dos vidros da janela da sala, cobertos de geada. [...] Nesse momento, enquanto contemplava o globo de neve que era Three Pines, percebeu que gostava de olhar para ele através dos belos desenhos deixados pela geada nos vidros. 
«Enquanto bebericava um chocolate quente, observava os habitantes da aldeia envoltos em roupas de cores vivas a caminhar pela neve, que caía suavemente. Agitavam as mãos enluvadas em saudação e, de vez em quando, paravam para conversar uns com os outros [...]. Alguns dirigiam-se ao bistrô do Olivier para um café au lait, outros iam comprar pão fresco ou uma pâtisserie à confeitaria da Sarah. A livraria de Myrna, com os seus "Livros Novos e Usados", ao lado do bistrô, estava fechada durante o dia. [...] Para Clara aquilo assemelhava-se a uma daquelas gravuras de Currier & Ives que em criança passava horas a contemplar, ansiosa por lá entrar. [...] 
«E Three Pines tinha o que [Myrna] desejava.
«Tinha croissants e café au lait. Tinha bife com batatas fritas e o New York Times. Tinha uma padaria, um bistrô, uma estalagem e uma mercearia. [...] E tinha uma loja vazia com um sótão por cima. À espera... dela.
«Myrna nunca mais de lá saiu.«Em pouco mais de uma hora, Myrna passara de um mundo de lamúrias para um mundo de contentamento. Fora há seis anos. Agora facultava aos amigos livros novos e usados, bem como conselhos triviais.»
Louise Penny - Mística fatal. Alfragide: Dom Quixote, 2015, p. 20, 26.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Boa noite!

Mais uma vez esta canção...


Marcadores de livros - 3802

Rafael Bordalo Pinheiro: Desenho e azulejos.
Reverso igual em todos.
 

Varsóvia: agosto 1944

Dois postais que mostram como os nazis destruíram Varsóvia em agosto 1944. E a reconstrução. À esq. o Castelo de Varsóvia; a direita a Praça do Castelo.
Vi na mão da guia muitos postais destes, mas à venda só encontrei estes dois.  
Consegui comprar este livro que diziam estar esgotado, mas pelo aspeto do livro deve ser uma ed. recente.
Capa e contracapa.
Duas páginas para mostra como o livro é feito.

Pensávamos que nada disto se voltaria a repetir, mas genocídios não têm faltado no final do século XX e no século XXI, só para falar dos mais próximos de nós no tempo: o massacre de Srebrenica; o dos Rohingya no Myanmar, e mais próximo a ocupação de Gaza e o genocídio dos palestinianos, bem como a ocupação da Cisjordânia. Nunca pensei ver isto, perpetrado por Israel, comandado por um louco que não pode sair do governo senão vai para a prisão.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Os meus franceses - 1116

Esta canção já andou por aqui há anos...


Escaparate - 4

Na minha visita semanal ao escaparate de revistas, folheei estas três, mas não trouxe nenhuma.


E esta sobre «Monsieur Gabin» que estive quase para a trazer. Já é a segunda vez que olho para ela:


Marcadores de livros - 3801


O da esq. é artesanal.

Obrigada, Ana!

terça-feira, 11 de agosto de 2026

António Machado, um republicano em Segóvia - a nossa vinheta!

Um Republicano em Segóvia foi como intitulei este post. 
Antonio Machado Y Ruiz nasceu em Sevilha, em 1875 e faleceu em Collioure, França, em1939.

Não sei exatamente qual será a preferência do povo espanhol quanto à forma de governo. Pessoalmente, simpatizo com D. Filipe VI.

Antonio Machado foi poeta, escritor e republicano, uma das grandes figuras da literatura espanhola do século XX pertencente ao Modernismo. A sua ligação a Segóvia foi particularmente importante, não apenas pela sua atividade como professor, mas também pela intensa criação literária que marcou os anos que ali viveu .

A Casa-Museu de Antonio Machado, declarada Sítio de Interesse Cultural, na categoria de Monumento, em dezembro de 2024, é uma casa simples situada no centro histórico de Segóvia. Conserva a tipologia característica das pensões espanholas do início do século XX e mantém viva a memória da presença do poeta na cidade. (Informação do panfleto turístico)

"Caminante, no hay camino, se hace camino al andar"
Antonio Machado, "Proverbios y Cantares" Poesías completas. Madrid: Espasa-Calpe, 1983.

Pablo Picasso, Homenagem ao poeta Antonio Machado, 1959


Antonio Machado pintado por Jesus Unturbe, 1952 


Casa Museo de Antonio Machado

D. Luisa Torrego Illanas hospedou Antonio Machado, 1919 - 1931,
 foto de Francisco Gómez



Cartaz exposto na casa

Olhares sobre a casa


 




Espólio do poeta, Pintura de Lope Tablada de Diego, Calle de Los Desamaparados, 1947




Antonio Machado junto ao Teatro Juan Bravo, Plaza Mayor



Plaza Mayor, Coreto 

Antonio Machado foi um dos fundadores da Universidad Popular:
La Real Academia de Historia y Arte de San Quirce es continuadora de la Universidad Popular Segoviana (UPS), que echó a andar en otoño 1919 promovida por un grupo de estudiosos segovianos o que, sin serlo, amaban Segovia.

Claustro del Instituto de Segovia en 1925. Hay tres fundadores de la UPS: Antonio Machado (cuarto izquierda sentado), Agustín Moreno (sexto izquierda sentado) y Mariano Quintanilla (en el sueloderecha)

https://realacademiadesanquirce.es/?page_id=1607


[...] la Universidad Popular nació para «promover la difusión de la cultura, ayudar al pueblo segoviano, alumbrarle nuevos caminos, elevarle espiritual y culturalmente mediante clases, cursos nocturnos para trabajadores, conferencias, biblioteca, excursiones, publicaciones, exposiciones de arte, veladas literarias…». En cierto modo, recogía el testigo de la Sociedad Económica Segoviana de Amigos del País, desaparecida en 1916.

El primer curso, que se desarrolló entre febrero y mayo de 1920, contó con ocho materias o enseñanzas: Higiene del Hogar y Puericultura, que impartía Segundo Gila; Lengua francesa, por Machado; Dibujo aplicado a las Artes y Oficios, a cargo de Soria; Aplicaciones de la Física (Ruvira); Aritmética y Geometría (Romero); Factores de la Producción Agrícola e Higiene rural (Moreno); Química, (León); Derecho y Legislación del Trabajo (Quintanilla); y Lectura, Escritura y Redacción de documentos usuales (Rodao). Las clases tenían lugar de lunes a viernes, de siete a nueve de la noche, y eran enteramente gratuitas. Obreros, estudiantes de ambos sexos y empleados formaban el grueso del alumnado.

https://realacademiadesanquirce.es/?page_id=1607

Sobre A. Machado pode ver aqui também https://prosimetron.blogspot.com/search?q=antonio+machado