«Gamache sorriu ao ver as Obras de Francis Parkman, essa odiosa história do Canadá que tinha sido ensinada nas escolas há mais de um século, a crianças dispostas a acreditarem que os nativos eram selvagens manhosos e que os europeus tinham mesmo trazido a civilização àquelas paragens.
«Gamache abriu um dos volumes ao acaso.
« Como animais ou sob outras formas abomináveis e indizivelmente terríveis, a prole do inferno, uivando com uma fúria desconcertante, partia os ramos do seu abrigo silvano.
«Gamache fechou o livro e olhou novamente para a capa, perplexo. Seriam mesmo as Obras de Francis Parkman? [...] Confirmou que eram as obras de Francis Parkman. E a parte em que ele abrira era sobre o Quebeque.»
Louise Penny - O mais cruel dos meses. Lisboa: Relógio d'Água, 2016, p. 179.

















































