A visita ao Alcázar de Segóvia começou com uma agradável surpresa. Ao dirigir-me à Casa de la Química, edifício do século XVIII onde se adquirem os bilhetes, perguntaram-me a nacionalidade. Quando respondi que era portuguesa, informaram-me, com um sorriso, que os cidadãos portugueses têm entrada gratuita. Um início inesperado e muito bem-vindo para conhecer um dos monumentos mais emblemáticos de Espanha. Creio que a visita gratuita se deve a D. Filipe II, I de Portugal.
O Conde D.Henrique é a figura que se destaca numa das portas da Sala dos Reis.
Na dita sala as figuras que não são reis:
[...]el Cid, el conde Fernán González, Raimundo de Borgoña y el conde Enrique, padre de Afonso Henriques. La documentación antigua del Alcázar lo denomina Enrique de Lorena», identificado con Enrique de Borgoña, conde de Portugal.Estas cuatro figuras se incorporaron con la ampliación de la serie ordenada por Felipe II, entre 1588 y 1591, sobre un conjunto iniciado en el siglo XIII y completado por Enrique IV. El incendio de 1862 destruyó las esculturas originales; las que hoy se ven proceden de la restauración inaugurada en 1978, realizada a partir de los dibujos de José María Avrial y Flores y de la documentación conservada. (Informação turística, resposta dada a um e-mail)*
Como se pode observar, a figura do nosso conde está colocada sobre uma das portas de entrada da grandiosa sala.
Sala dos Reis, vista das janelas Cavaleiro, Pátio das Armas
O Real Alcázar de Segóvia ergue-se sobre um promontório entre os rios Eresma e Clamores e é um dos castelos mais impressionantes de Espanha.
Acredita-se que o local tenha sido utilizado como fortificação desde a época romana, mais tarde ocupado pelos muçulmanos e, após a reconquista cristã de Segóvia, em 1122, começou a ganhar a forma de castelo.
Ao longo dos séculos, o Alcázar foi ampliado e transformado por vários reis de Castela. Durante a Idade Média tornou-se uma das residências favoritas da monarquia e desempenhou um papel decisivo na história de Espanha. Foi aqui que, em 1474, Isabel I de Castela se refugiou antes de ser proclamada rainha, marcando o início de uma nova era para o reino.
No século XVI, Filipe II conferiu ao castelo a sua imagem mais icónica, acrescentando as elegantes torres de ardósia inspiradas nos castelos da Europa Central. Mais tarde, o Alcázar serviu como prisão, Escola Real de Artilharia e colégio militar.
Em 1862, um incêndio destruiu grande parte do edifício, mas uma cuidadosa restauração devolveu-lhe o esplendor original. Atualmente, é um dos monumentos mais visitados de Espanha, distinguido como Património Mundial da UNESCO, e encanta os visitantes pelos seus salões históricos, pela imponente Torre de João II e pelas vistas panorâmicas sobre a cidade de Segóvia.
(Informação histórica retirada do panfleto turístico)
Dormitório Real Vitrais Sala do Trono
Casa de la Química, mapa que inclui Portugal
Destaque para a Torre de D. João II de Castela (I)
Destaque para a Torre de D. João II de Castela (II)
Monumento a los Héroes del 2 de Mayo de 1808, homenageia os capitães de artilharia Luis Daoiz e Pedro Velarde que lutaram contra as tropas francesas.
Obra do escultor Aniceto Marinas e do arquiteto Toribio García de Andrés.
























































