Apesar do calor que fazia, fui ver Trains, um documentário do polaco Maciej J. Drygas.
«Uma viagem comovente através de uma paz efémera e dos ciclos inevitáveis da guerra. Trains é um documentário comovente, composto inteiramente por imagens de arquivo e por uma paisagem sonora meticulosamente trabalhada. O poder cru das imagens de arquivo fala por si, permitindo que o público estabeleça a sua própria ligação íntima com o passado. Com material proveniente de 46 arquivos de todo o mundo e editado com mestria, o filme oferece uma viagem sem palavras pelo século XX, retratando os ciclos da humanidade de guerra, paz efémera e tragédia inevitável. Entre as guerras, surgem breves momentos de vida serena e bela — em que nada sugere os horrores do passado ou as catástrofes iminentes que se avizinham. E, no entanto, a história repete-se, à medida que, passo a passo, a sociedade é arrastada de novo para conflitos sangrentos. Na realidade atual, em que padrões semelhantes estão a reaparecer, Trains é um lembrete contundente do nosso fracasso em aprender com o passado ou em prever o futuro.» (Sinopse)
«Franz», um filme belíssimo de Agnieszkaa Holland, estreou ontem na Polska Mostra que decorre até 5 de julho no cinema São Jorge. Para a semana estará nos cinemas. Tenho pena de não ter a obra de Kafka muito presente porque li os seus livros há anos.
Esta mostra de vai passar dois filmes de Andrzej Wajda (1926-2016), no âmbito do centenário de nascimento deste realizador.
Verso e reverso de um leque que, em boa hora, a Polska Mostra fez.
Para a atribuição do prémio, o júri destacou o «contributo [da escritora] para o enriquecimento do património literário e cívico-cultural da língua portuguesa».
Só soube da existência de Simonne Vidal, mulher de Marc Bloch, quando ela entrou no Panteão no passado dia 23 de junho, junto ao marido, ambos em cenotáfio. Para além de mulher, ela teve um papel importante como assistente de investigação do historiador. Apoiou o marido quando ele entrou na Resistência e quando ele foi preso pela Gestapo, foi a Lyon para saber dele, sendo hospitalizada com um cancro no estômago. Morreu no hospital, quinze dias depois do marido ter sido fuzilado, e foi enterrada numa fossa comum.
«Ballade triste», poema de Marc Bloch para a sua mulher.
«Resistir faz parte da nossa identidade, estes rapazes estão dispostos a dar o coração. Pela frente, eles formam-se em academias de topo na Europa. Nós viemos da terra batida, a jogar descalços nessa terra, com o sacrifício dos pais para levarem os filhos aos treinos, com pouco dinheiro, para que os filhos possam cumprir os seus sonhos. Isso não significa que tenhamos ganho por virmos da terra, nem que eles tenham perdido por se terem formado noutro contexto. De modo nenhum. Quem dera que nós também pudéssemos contar com os recursos, as infraestruturas e o nível de desenvolvimento que eles têm.»
Gustavo Alfaro, argentino, treinador do Paraguai, após a seleção paraguaia ter derrotado a seleção alemã
Vi na vinheta de Memórias e Imagens que Giselle estreou em 28 jun. 1841, há 185 anos, na Ópera de Paris. Gosto muito de bailado e da música de Adolphe Adam.
Da esq. para a dir.: La bouse Roumaine (pormenor), 1940; Polynésie, la mer (pormenor), 1946; Intérieur rouge, nature morte sur table bleue (pormenor), 1947; Grand intérieur rouge (pormenor), 1948; e Jerusalém céleste (pormenor), 1948.
Zulma (pormenor), 1950; Femme à l'amphore (pormenor), 1953; e La Gerbe (pormenor), 1953):
A exposição Matisse 1941-1954 pode ser vista no Grand Palais (Paris) até 6 de julho. Mais de 300 pinturas, desenhos, guaches e recortes mostram a fase mais produtiva do artista. Foram anos em que muitos afirma(va)m que Matisse não tinha pintado.