Prosimetron

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Marcadores de livros - 1137

Quatro marcadores de cartazes da exposição que está em Bruxelas.


Cartaz de Henri Meunier

Cartazes da Belle Époque em Bruxelas



De 1885 a 1914, Bruxelas passou por um dos períodos mais prósperos de sua história. Portadores de mensagens publicitárias, os cartazes anunciavam a sociedade de consumo. Uma variedade de produtos são celebrados e os artistas voltaram os seus olhos para a imagem da mulher que, ao mesmo tempo burguesa e liberta de uma vez, teve esse desejo de modernidade. A emergência da Arte Nova e de círculos artísticos conferiu à capital belga um lugar primordial na criação europeia. O cartaz ilustrado, que apareceu pela primeira vez em Paris, encontrou em Bruxelas um sucesso imediato. Artistas, famosos ou desconhecidos, tentam-se nesta arte efémera e excitante, mas tecnicamente exigente.
No Museu da Cidade de Bruxelas até 3 de setembro.
O catálogo pode ser descarregado aqui:
https://www.bruxelles.be/sites/default/files/bxl/DP_AfficheBelleEpoque_bdef.pdf



domingo, 19 de agosto de 2018

Leituras de Verão

No seguimento da página colocada por MR sobre leituras de Metro, verifico que existem pessoas que fazem leituras de verão - uma pausa nas leituras mais sérias - e outras que não fazem pausa, nem escolha, alguma nos livros a que dedicam o seu prazer de leitura.

William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)
Le livre d'heures 

Se acaso desejar dar o seu contributo diga o que anda a ler, neste momento, sem ser por trabalho.
Eu estou a (re)ler uma velha edição de um livro de Agatha Christie: Poirot visita o dentista  (Lisboa, Minerva, 1959), numa tradução de Joel Lima e Mário Ribeiro. [título original: Tít. orig.: One, two, buckle my shoe]. Para mim é mesmo uma leitura de Verão!

Boa noite!


Leituras no Metro - 990

Lisboa: Casa da Achada, imp. 2009

Foi uma belíssima ideia a que Eduarda Dionísio teve em conversar com o arquiteto Francisco Castro Rodrigues e dar a essas conversas a forma de memórias. Senão teria sido mais um caso dos muitos que têm muito para contar e não deixam rasto. Só o formato e o peso do livro é que não são os mais adequados. Cada vez odeio mais livros grandes e pesados. Mas este é interessantíssimo.
Francisco Castro Rodrigues nasceu numa família de anarquistas, frequentou a Escola Oficina n.º 1 na Graça, onde vivia. Foi comunista toda a vida embora tivesse estado poucos anos no PCP. Fez parte do MUD Juvenil, esteve preso no Aljube e em Caxias com Mário Soares, Manuel Mendes, Júlio Pomar, etc. Depois da prisão resolveu ir para Angola onde viveu no Lobito, de onde voltou em 1988 para ir viver nas Azenhas do Mar, onde a família tinha raízes.
Ele conta histórias delirantes sobre um diretor (alcunhado de Cunha Bruto) e professores da Escola de Belas Artes que eu já conhecia de outros frequentadores da mesma escola. E outras histórias da sua vida e da sua obra de arquiteto, bem como dos sítios onde viveu.

No Dia Mundial da Fotografia

Quando mandávamos revelar fotografias costumavam metê-las nuns envelopes: em cima à esq. é o envelope da Foto Águia (Rua Santo António, em Chaves). Os outros estão identificados.

Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto - A nossa vinheta

Para assinalar o Dia Mundial da Fotografia escolhi a foto da fotógrafa Mary Ellen Mark. 

Da sua galeria, esta foto que aqui trago pareceu-me a que faz justiça à beleza, ao contraste de luz e sombra e revela harmonia. Contudo, esta fotógrafa, nem sempre teve esta vertente; ela tinha mesmo um olhar peculiar para tudo o que a rodeava e os seus retratos podem arrepiar quem os observa.

Fotografia de Mary Ellen Mark, sem título 
Mary Ellen Mark nasceu em Elkins Park, Pensilvânia, EUA, em 1940 e faleceu em 2015, em Manhattan, Nova Iorque.
A fotógrafa publicou os seus trabalhos em várias revistas como: LIFE, New York Times Magazine, The New Yorker, Rolling Stone, and Vanity Fair.

Num acampamento cigano próximo de Barcelona, 1987, Gallery Mary Ellen Mark


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Boa noite!


Tinha esta música agendada para ontem. Há uns dias ouvi na tv que ela não iria aparecer mais em público e percebi que o fim estaria para breve. Mas a voz permanecerá por muitas gerações.


Parabéns, Robert De Niro!

Desde a interpretação deste taxista destrambelhado até The Irishman, que só vamos ver para o ano, ambos de Martin Scorsese.


Parabéns ao ator e ao cidadão que faz hoje 75 anos!


Marcadores de livros - 1135


«Sais para um passeio e o mundo abre-se para ti. E antes que tenhas esticado as tuas pernas apropriadamente, ele fecha-se. Daí em diante tudo é apenas iluminado por uma lanterna. E eles chamam a isto ter vivido. Nem vale o trabalho de calçar os sapatos.»

Parabéns a Herta Müller que faz hoje 65 anos.

V. S. Naipaul


«Qualquer pessoa é interessante durante uma hora, mas poucas duram mais do que duas
V. S. Naipaul, que faleceu no dia 11, faria hoje 86 anos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Boa noite!

Duas influências de Aretha Franklin, para além de Mahalia Jackson:



Aretha Franklin - In memoriam. A nossa Vinheta

A nossa vinheta homenageia a grande cantora que hoje faleceu, Aretha Franklin.


Aretha Franklin nasceu a 25 de março de 1942, em Memphis (Tennessee, EUA) e faleceu hoje, dia 16 de agosto, em Detroit no Michigan, EUA.
A sua voz encantou várias gerações e continuará a encantar.


Aretha em 1967, Wikipédia

Dionysos, uma taberna grega em Lisboa


Há uns tempos abriu na Rua das Janelas Verdes, frente ao MNAA, um restaurante grego, onde se comia bem, segundo uma amiga. Desde essa altura que estava para ir lá porque gosto muito de comida grega. Há uns dias, fomos até lá. Éramos três. Comemos umas entradas muito boas, filetes de sardinha (diferentes dos nossos) e moussaka. Para finalizar uma baklava rodeada de uns cubos de melão polvilhados de canela e amêndoa. Tudo delicioso, incluindo a baklava que era pouco doce. Bebemos um vinho branco seco, do norte da Grécia, Thessalikos, que nos foi recomendado pelo dono, muito atencioso. Jantar acompanhado com música grega, o que dispõe sempre bem.


Numa parede um cartaz do romancista Nikos Kazantzakis. Não sabia que o instituto Camões tinha assinalado no ano passado os 60 anos da morte do autor de Zorba, o Grego.



Υγεία!
Bom apetite! 

Marcadores de livros - 1134

Verso e reverso de um marcador da Livraria Escolar Editora que na Rua da Escola Politécnica e tinha uma sucursal no Campo Grande 111, onde depois veio a ser a Livraria Lácio e onde cmeçou, numa sala ao lado a Galeria 111.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Os meus franceses - 641


Caixa do correio - 104

Hoje é o dia em que há mais festas no país. Esperemos que sem fogos de artifício.

Amor é o olhar total


Amor é o olhar total, que nunca pode
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
e em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como chuva cai
na minha cara, de faces nuas,
oferecidas sempre apenas à água.

Fiama Hasse Pais Brandão - faria hoje 80 anos.

O Capitão Blood e o filho

A propósito de um post sobre espiões no Arpose.


O Capitão Blood é um filme de capa e espada, norte-americano de 1935, realizado por Michael Curtiz e protagonizado por Errol Flynn e Olivia de Havilland, par que era muito do meu agrado em miúda. Hoje, acho que Errol Flynn é um ator bastante fraco.
Não me lembro em que ano vi este filme, talvez aí à volta de 1960, e penso que foi no Cinema Monumental.

Dobrado em espanhol. :(

Em 1962, Tulio Demicheli realiza O Filho do Capitão Blood, com Sean Flynn, filho de Errol Flynn. O rapaz era giro, mas um ator de quinta categoria. Este filme vi-o no Monumental em 1962 ou 1963, quando estreou em Portugal.




Escusado será dizer que na época apreciei muito estes dois filmes que vi, pelo menos o primeiro, mais de uma vez.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Boa noite!


Já postei esta canção várias vezes, mas hoje quando me lembrei das Cinque Terre, a Albachiara não podia faltar.

Sunny

Richard Anthony acompanhou-me (acompanhou-nos...) numa viagem recente a Espanha.
Os próximos dias continuam com sol. Segue, por isso, Sunny na versão francesa do grande Richard.

Marcadores de livros - 1133

Dois marcadores e um postal de Díaz Caneja, com um agradecimento à Justa.


Cinque Terre

Há 31 anos eu estava a passear em três das Cinque Terre. Sempre quis voltar e hei de voltar um dia. :)


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Boa noite!

Um refresco na piscina


Não gramo nada coca-cola.



Mar

Marcia Burtt - Maré baixa

I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exaltação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.

Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 12 de agosto de 2018

Boa noite!

Da banda-sonora do filme Há lodo nos cais (1954).

Boa sorte, Nelson Évora e Marta Pen!

REUTERS/JOHN SIBLEY
SRDJAN SUKI / EPA

Joalharia Contemporânea - a nossa vinheta

Joalharia contemporânea - Museu Alberto Gordilho, 
Moura


Colar de prata, ágata e jaspe oceânico, Anos 80, 26x10 cm, peça de Alberto Gordilho.


O Museu Alberto Gordilho, Joalharia Contemporânea, nasceu quando o autor doou à Câmara Municipal de Moura uma parte do seu acervo artístico (226 peças, entre elas 12 esculturas). Abriu ao público em Março de 2011.
Quem  é Alberto Gordilho?
Gordilho é um ourives, autodidata, nasceu em Moura em 1943, é de ascendência espanhola. Aos 12 anos dedicou-se à pintura e à ourivesaria. Saiu de Moura e foi para a oficina de um tio, situada na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa. Começou por fazer botões de punho e coisas simples para se tornar num verdadeiro artista. Estudou então pintura e escultura.*

«Comecei por trabalhar a joalharia antiga e só depois me dediquei à moderna; (...) de fazer coisas novas em joalharia, aquilo  que ambicionava fazer em pintura e escultura.»
Gordilho, in O Século Ilustrado, 7-3-1970

* Informações retiradas do catálogo da exposição.

Alberto Gordilho foi pioneiro na criação de jóias de autor em Portugal.

Fim de semana no ascensor no Nimas


«Louis Malle com apenas 24 anos irrompe pelo mundo do cinema com uma primeira obra que se tornará tão mítica quanto os primeiros filmes de Godard e Truffaut. L´ascenseur pour l´echafaud é um singular filme negro francês com claras intenções políticas e um argumento que distorce o enredo clássico: Florence (Jeanne Moreau), com o seu amante, decide assassinar o seu marido, de forma a que possam ficar juntos.
Louis Malle dizia: "Estava dividido entre a minha tremenda admiração por Bresson e a tentação de fazer um filme à maneira de Hitchcock". Para além da excelente realização, para além de Jeanne Moreau, o filme é famoso pelo papel ativo que Miles Davis teve na composição da banda-sonora, improvisando à medida que via excertos do filme numa pequena sala de projeção.»


Marcadores de livros - 1132