PROSIMETRON
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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Marcadores de livros - 3854
Já que hoje vai ser anunciado o Nobel da Literatura 2026, aqui ficam marcadores de seis laureados, com agradecimentos a quem mos enviou:
Verso e reverso.
Verso e reverso.
E para completar esta série, uns que não ganharam o Nobel, porque não tinha sido criado seja por outras razões.
Querem dar palpites? Eu não dou, mas tenho umas preferências ibéricas.
Leituras no Metro - 3003
Paris: Flammarion, 2026. (Champs.Histoire).
«Alheio a qualquer formalismo confessional, bem como a qualquer solidariedade supostamente racial, senti-me, ao longo de toda a minha vida, acima de tudo e muito simplesmente francês. Ligado à minha pátria por uma tradição familiar já de longa data, alimentado pelo seu legado espiritual e pela sua história, incapaz, na verdade, de conceber outra onde pudesse respirar à vontade, amei-a profundamente e servi-a com todas as minhas forças.» (Marc Bloch - «Testament 1941», cit. p. 21.)
«Marc Bloch apresenta-se como "um judeu que não se esconde" mas só se afirma judeu face ao antissemitismo, "um veneno lento, subtil, contagioso, polifiltro" [carta de Marc Bloch a Lucien Febvre, 14 fev. 1942]». (p. 54)
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Marcadores de livros - 3853
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Verso e reverso.
Le Bon Marché. Pensava que não conhecia esta livraria que fica na rue de Sèvres (Paris), mas quando abri o site, percebi que já lá estive.
Uma livraria que foi buscar o nome ao título de um livro de Roland Barthes.
Verso e reverso.
Não me lembro se já estive na Bourse aux Livres.
La Galerne, uma livraria no Havre.
Para a Cláudia e com agradecimentos ao Jad e Ph.
Uma arte
Ed. 2006.
tantas coisas parecem cheias da intenção
de se perderem que a sua perda não é uma calamidade.
Perde algo todos os dias. Aceita a agitação
das chaves perdidas, a hora mal passada.
A arte de perder não é difícil de dominar.
Então procura perder mais, perder mais depressa:
lugares, e nomes, e para onde se tencionava
viajar. Nenhuma destas coisas trará uma calamidade.
Perdi o relógio da minha mãe. E olha! a minha última, ou
a penúltima, de três casas amadas desapareceu.
A arte de perder não é difícil de se dominar.
Perdi duas cidades encantadoras. E, mais vastos ainda,
reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.
- Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto
que amo) não foi diferente disso. É evidente
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar
mesmo que nos pareça (Toma nota!) uma calamidade.
Elizabeth Bishop. Trad. Maria de Lourdes Guimarães.
Miranda Otto recita «One Art» no final do filme Reaching for the moon (Flores Raras).
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Leituras no Metro - 3002
Michel Lafon, 2026.
Este livro é o resultado de uma conversa proveitosa entre Amin Maalouf e Éric Fottorino sobre a Fraternidade, um tema universal e que o papa Francisco trouxe para a atualidade, numa época em que o mundo não consegue conversar e tem comportamentos desumanos em relação ao outro.
Amin Maalouf e Éric Fottorino falam sobre a Fraternidade como uma necessidade vital. Através da história, da literatura, da política e, principalmente, das suas experiências pessoais, eles acreditam que a Fraternidade se constrói e tem que se defender.
Um livro que se lê com gosto e que é fruto da conversa havida no Festival Albert Camus, organizado em Lourmarin, pelos Rencontres Méditerranéennes Albert Camus. Durante três dias, são organizados espetáculos, leituras musicais, workshops, conferências, debates, projeções e exposições em torno de um tema. E o tema da edição de 2024 foi «A Fraternidade».
domingo, 4 de outubro de 2026
Nas ruas de Paris - 17
8, rue de l'Ancienne Comédie.
Foto Jad, set. 2026.
O interior e os jardins do restaurante Dagneau. Gravura de A. Provost, 1838. (BnF).
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