Prosimetron

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

No meu sofá a ler... - 15

Barcarena: Manuscrito, 2024.

«No seu discurso de tomada de posse [como ministro das Finanças], no qual revelou que só aceitou o cargo com grande relutância e sacrifício, [Salazar] sublinhou: "Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando chegar à altura de mandar." Estava forjada a imagem do humilde professor universitário que não gostava de política, e que só aceitava o cargo por dever e á custa de todos os sacrifícios pessoais. No entanto, a realidade seria bem diferente e Salazar já tinha todo um projeto político e preparava-se para tomar o poder e o implantar.» (p. 22)
«Sob a égide do corporativismo, o Estado Novo irá acabar com o sindicalismo livre e o direito á greve, reprimindo as lutas operárias e perseguindo os seus dirigentes. São criados os Sindicatos Nacionais, de inscrição obrigatória e quase sempre de base regional e profissional, controlados pelo governo e sob tutela do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (INTP), pertencente ao Subsecretariado de Estado das Corporações. As direções destes sindicatos estavam sujeitas a homologação governamental, que as podiam demitir. Estava esvaziada toda e qualquer capacidade reivindicativa do movimento operário. Além disso foram criados os grémios patronais da indústria, do comércio e da lavoura, uma forma de organização corporativa por parte dos patrões; e as Casas do Povo e dos Pescadores, dirigidas pelos grandes proprietários ou pelas autoridades portuárias, sob controlo do INTP, acabaram por servir como formas de enquadramento político-ideológico da população rural e piscatória.» (p. 25)
Ainda a procissão vai no adro...

Livro e marcador - 232

Fotos Cláudia.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Boa noite!


Vinheta: Nada é eterno!

A 23 de Agosto de 2025 um grupo de queridos e fraternos amigos deram-me a conhecer um pequeno monumento na Mata Nacional dos Sete Montes, na cerca do convento de Cristo, em Tomar: a Charolinha.


A antiga casa de fresco, remontava ao século XVI, e teve como arquiteto João de Castilho. Foi destruída com a tempestade Kristin, na noite de 29 para 30 de janeiro de 2026.



Nos tempos de hoje... evocando um amigo.



Raul Rêgo (15 de Abril de 1913 - 1 de Fevereiro de 2002)

Passam hoje 24 anos de silêncio! A 1 de fevereiro de 2002 um amigo que eu respeito passou ao Oriente Eterno. As suas palavras escritas e ditas (a sua vida) ficaram como exemplo em muitos momentos marcantes de Portugal. Enquanto lembrarmos o seu nome elas e ele continuam presentes. 

De entre as muitas coisas que foi na vida também foi Soberano Grande Comendador do Rito Escocês Antigo e Aceito (para leigos, investido no 33.º grau e preside da organização do Rito [a forma com que a Maçonaria trabalha]) e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido. 

Para muitos que não sabem o que é a Maçonaria deixo apenas apontamentos de uma via de trabalho:

O século XVIII foi para a Construção da Maçonaria; depois levou um século a criar/adotar o que é hoje o seu lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.  
O século seguinte foi para ajudar a afirmar o conceito de Liberdade - em especial a de respeitar a Liberdade do outro de pensar (quer individualmente, quer a nível de nação); 
mais cem anos foram necessários para ajudar a afirmar o conceito de Igualdade (quer individualmente, quer a nível de nação); 
estão a decorrer, mas ainda estamos no começo, os tempos (talvez venham a ser necessários mais de cem anos) em que a Maçonaria tenta ensaiar e fazer sentir os novos conceitos de Fraternidade (quer individualmente, quer a nível de família e estado/nação). 

Mas o que é Fraternidade? 

Com a ajuda da Liberdade e da Igualdade, a Maçonaria deve fazer sentir, deve ensaiar, deve aplicar o Lema, no seu todo.

Mas não é tirar as pessoas do seu meio. É ensinar as pessoas a sentir os três conceitos no seu país, na sua casa, na sua família e na sua vida individual. Só depois disso o cidadão pode trocar, pode amar, pode viver. Só depois disso a Democracia terá o seu valor, porque parte de premissas iguais, até lá encontra apenas: branco/preto; luz/trevas; partir/chegar e, assim, não existe o seu Lema. 

O papel principal é o de educar! O cidadão, por medo e com ignorância busca e valoriza os extremos (de Esquerda e de Direita).

Integrar para não entregar.

Livro e marcador - 231


Foto Maria.

Parabéns, Puntos de luz... (Viva o libro!)!

Desejo-te um dia feliz, Enri, o teu blogue chegou à maioridade.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Boa noite!


Through the winter's ice and cold 
Down Nicollet Avenue 
A city aflame fought fire and ice 
'Neath an occupier's boots 
King Trump's private army from the DHS 
Guns belted to their coats 
Came to Minneapolis to enforce the law 
Or so their story goes 

Against smoke and rubber bullets 
In the dawn's early light 
Citizens stood for justice 
Their voices ringin' through the night 
And there were bloody footprints 
Where mercy should have stood 
And two dead, left to die on snow-filled streets 
Alex Pretti and Renee Good

Oh, our Minneapolis, I hear your voice 
Singing through the bloody mist 
We'll take our stand for this land 
And the stranger in our midst 
Here in our home, they killed and roamed In the winter of twenty-six 
We'll remember the names of those who died 
On the streets of Minneapolis 

Trump's federal thugs beat up on 
His face and his chest 
Then we heard the gunshots 
And Alex Pretti lay in the snow, dead 
Their claim was self-defense, sir 
Just don't believe your eyes 
It's our blood and bones and these whistles and phones 
Against Miller and Noem's dirty lies 

Oh, our Minneapolis, I hear your voice 
Crying through the bloody mist 
We'll remember the names of those who died 
On the streets of Minneapolis 

Now they say they're here to uphold the law 
But they trample on our rights 
If your skin is black or brown, my friend 
You can be questioned or deported on sight 
In our chants of ICE out now 
Our city's heart and soul persists 
Through broken glass and bloody tears 
On the streets of Minneapolis 

Oh, our Minneapolis, I hear your voice 
Singing through the bloody mist 
Here in our home, they killed and roamed In the winter of twenty-six 
We'll take our stand for this land 
And the stranger in our midst 
We'll remember the names of those who died 
On the streets of Minneapolis 
We'll remember the names of those who died 
On the streets of Minneapolis 

ICE out (ICE out)

Bruce Springsteen

Livro e marcador(es) - 230


Fotos Cláudia.

E mais uns marcadores: 

Juan José Millás faz hoje 80 anos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Boa noite!

OMD - «Enola Gay».

 

Parabéns,JP!


Parabéns, JP!

Desejo que tenha um dia feliz.

Um pôr do Sol


Figueira da Foz, 2025
Por vezes à noite há um rosto
Que nos olha do fundo de um espelho
E a arte deve ser como esse espelho
Que nos mostra o nosso próprio rosto
.

Jorge Luís Borges, (https://www.citador.pt/frases/citacoes/a/jorge-luis-borges)

Marcadores de livros - 3616



No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

«Dis quand reviendras-tu?» Barbara et son public

«Esta exposição celebra Barbara, ícone da canção francesa cuja voz, letras e melodias ainda ressoam hoje, quase 30 anos após a sua morte. Com base no acervo doado em 2023 à Biblioteca [Nacional de França] pela associação Barbara Perlimpinpin, a exposição evoca, através de uma centena de documentos, os métodos de trabalho de Barbara, a sua relação com o palco e a relação de amor que a cantora sempre manteve com o seu público.» (Daqui) A exposição pode ser vista até 5 de abril.


Livro e marcador(es) - 228

Foto Maria.

E mais três marcadores magnéticos na sua embalagem.