Prosimetron

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Boa noite!


Marcadores de livros - 3823

Verso e reverso.

Versos e reversos.

Verso e reverso.

Agradeço a quem mos enviou.

Para ler - 17

Madrid: La Fabrica, 2025.

«Nesta conversa com Jesús Ruiz Mantilla, fala-se da condição de escritor, da origem das suas novelas, dos heróis e dos falsos heróis que nelas se escondem, das suas pátrias, da sua paixão por Borges, pelos westerns, por Dom Quixote e pelos clássicos, da sua amizade com Roberto Bolaño e da sua faceta como colunista. Nascido em Ibarhernando, Cáceres (1962), com apenas quatro anos, Javier Cercas emigrou com a sua família para Girona. Este facto fundamental incutiu-lhe um sentimento de estrangeirismo que partilha com muitos outros escritores - entre os quais Cervantes, a sua grande referência - e conduziu-o à literatura. Começou a publicar em 1987 e consagrou-se em 2001 com Soldados de Salamina, obra que se tornou um ícone geracional para os netos da Guerra Civil, devido à forma inovadora como aborda o conflito. Cercas é hoje o escritor espanhol com maior projeção, prestígio e influência literária no mundo. Uma voz essencial para compreender o nosso presente e o nosso passado mais recente.» (Sinopse)
Gosto muito de livros de conversas / entrevistas. Este já vem a caminho.

Madrid: Random House, 2026.

«O novo livro de Javier Cercas narra os últimos 50 anos da história de Espanha, que coincidem com os do jornal El País, através de um percurso pessoal e de uma reflexão lúcida sobre as ligações entre jornalismo, literatura, política e liberdades. O jornal El País foi lançado a 4 de maio de 1976, menos de seis meses após a morte de Franco, numa altura em que o caminho para a democracia mal começava a vislumbrar-se. A ideia do jornal surgiu de um grupo de editores e intelectuais que, nos últimos momentos do franquismo, procuravam um instrumento de reforma do regime, de espírito liberal e vocação europeísta, que contribuísse para sarar as feridas provocadas pela guerra civil e pela ditadura e para encontrar uma saída sem traumas do franquismo. O seu sucesso foi fulgurante. Cinquenta anos após esse momento fundacional da história recente de Espanha, Javier Cercas assumiu o desafio de contar a história de um país através da história do seu jornal de referência; mas El periódico de la democracia não é apenas uma história pessoal desse período: é também uma reflexão sobre a relação entre o jornalismo e a literatura, uma crónica da formação intelectual de um escritor e uma homenagem à importância da imprensa na construção e na defesa das liberdades. Sobre o autor e a sua obra, a crítica afirmou: «Um dos melhores escritores da nossa língua» (Mario Vargas Llosa). «O indiscutível líder da sua geração de escritores de língua espanhola [...]. Um dos escritores mais importantes do nosso tempo» (Olivier Mony, Sud-Ouest). «Contribuiu, como poucos escritores de qualquer língua, para transformar a literatura atual» (Jordi Gracia, El País). «O maior escritor espanhol contemporâneo» (Yann Perreau, Les Inrockuptibles). «Provavelmente o maior romancista espanhol vivo» (Duncan Wheeler, The White Review).
Fico à espera da tradução deste livro. E que um dia a Academia Sueca leia atentamente a obra deste escritor maior.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Boa noite!

Natalie Imbruglia - «Come September».


Marcadores de livros - 3822

Marcadores de livros da exposição de Leandro Erlich, nascido na Argentina em 1973, que está no Grand Palais (Paris) até dia 6 deste mês.


The View, 1997-2005.
Window and Ladder - Too Late for Help, 2008.
New Orleans, Museum of Art.
El Avión, 2011.
Night Flight, 2015.

Pacotes de açúcar - 275


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Boa noite!


Parabéns, Livraria Lumière!

Em completo ao post dos marcadores, aqui fica um brinde à Lumière, à Cláudia e à Alexandra:


Um aspeto do stand (n.º 91) da Livraria na Feira do Porto.

Felicidades!

Marcadores de livros - 3821


Versos e reversos.

No reverso, em alemão: «Um antiquário transmite conhecimento, sonhos e histórias.» (Roger Sonnewald, antiquário)
Pintura de Van Gogh.

Marcadores do alfarrabista alemão ZVAB
Para a Cláudia, nos 25 anos da Livraria Lumière. e com um agradecimento a quem mos enviou. 


Setembro - 1

Caspar Camps i Junyent (1874-1942) - Alegoria do mês de Setembro, 1901

Pequena Elegia de Setembro 

Não sei como vieste, 
mas deve haver um caminho 
para regressar da morte. 

 Estás sentada no jardim, 
as mãos no regaço cheias de doçura, 
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro. 

Que música escutas tão atentamente 
que não dás por mim? 
Que bosque, ou rio, ou mar? 
Ou é dentro de ti 
que tudo canta ainda? 

Queria falar contigo, 
Dizer-te apenas que estou aqui, 
mas tenho medo, medo 
que toda a música cesse 
e tu não possas mais olhar as rosas. 
Medo de quebrar o fio 
com que teces os dias sem memória. 

Com que palavras
ou beijos ou lágrimas 
se acordam os mortos sem os ferir, 
sem os trazer a esta espuma negra 
onde corpos e corpos se repetem, 
parcimoniosamente, no meio de sombras? 

Deixa-te estar assim, 
ó cheia de doçura, 
sentada, olhando as rosas, 
e tão alheia 
que nem dás por mim. 

Eugénio de Andrade, in Antologia Poética'

domingo, 30 de agosto de 2026

Boa noite!

Lester Young - «These Foolish Things».

Marcadores de livros - 3819


Casa Lis, Salamanca: vista noturna.
Da esq. para a dir.: jarra de Émile Gallé, ca 1900; candeeiro de Émile Gallé; e «O beijo» de  Ernst Seger (1868–1939).



Obrigada, Javier.

Caixa do correio - 331

Escudo monumental com as armas de Filipe II, na porta de entrada da fortaleza.
Segóvia, Alcázar.


Para a Ana.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Boa noite!

 The Brothers Comatose & AJ Lee - «Harvest Moon» (de Neil Young).

Alguns apontamentos artísticos- a nossa vinheta!

Termino a nossa série de vinhetas com algumas impressões e apontamentos artísticos. A beleza é uma busca constante do ser humano e, como tal, reveste-se sempre de uma dimensão relativa.

Virgem com o Menino, século XVI, atribuída ao pintor espanhol Luis de Morales,
Catedral de Segóvia


Pablo Merchant, Dance of roses, 2024, 
Museu de Arte Contemporânea de Segóvia 

 

Cabeça atribuída ao imperador Galiano (mármore branco em tamanho natural), século II. Foi  recuperada em agosto de 2025 nas escavações da estação arqueológica 
de Confloenta, Los Mercados, município de Segóvia, Museu de Segóvia. 

A tela de Joaquín Sorolla tocou-me, não por gostar particularmente dela, mas por causa dos seus tons escuros, o que a torna diferente das outras telas que conhecia do pintor.

Joaquín Sorolla Y bastida, O Segoviano,1907, Museu de Segóvia


No Palácio Episcopal vi obras de grande beleza; porém, a minha escolha recaiu sobre as telas contemporâneas, por abordarem um tema que muito me apraz: a Santíssima Trindade.

Mariano Carabias, Santíssima Trindade, 2026, Palácio Episcopal.

 


Estas telas estiveram numa exposição intitulada "Duc in Altum" (2026).


Apoteose Mística de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz,século XVII, 
(não consegui identificar o autor)*
Igreja do mosteiro dos Padres Carmelitas Descalços em Segóvia


1- Túmulo de S. João da Cruz obra coordenada por Felix Ganda. Os seus restos mortais encontram-se guardados neste mausoléu desde dezembro de 1927 (quando foi proclamado Doutor da Igreja).                                                                                                                                     1                                                                    2
 

2- "Aqui estuvo depositado el cuerpo incorrupto de S. Juan de la Cruz 
hasta su beatificacion en 1675, L.D.V.M."     

https://granda.com/el-sepulcro-de-san-juan-de-la-cruz-en-segovia/


Pessoalmente, gosto mais do túmulo para onde os seus restos mortais foram trasladados, em 1675, vindos da cidade de Úbeda, onde faleceu. Parece-me mais consentâneo com a dignidade de Doutor da Igreja e com a vida ascética e mística que levou.

* Encontrei no site seguinte: https://www.carmeloveneto.it/joomla/s-teresa-di-gesu/335-garcia-lorca-e-il-duende-carmelitano - Apoteosi mistica di S. Teresa di Gesù e S. Giovanni della CroceJosé Garcia Hidalgo - 1675 - Convento dei Carmelitani scalzi di Segovia, mas não consegui apurar a informação.


Marcadores de livros - 3817

O tema deste mês é o solo. A minha contribuição é paupérrima.


Monticchiello
Palazzo Massaini


Ver outro aqui.


Amanhã, na Feira do Livro do Porto


Boa noite!