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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Projeto político 5: Alfarrabista


Aquele alfarrabista de Vigo vendia sobretudo
discos antigos de vinyl. 
Mesmo que só vendesse sobretudos,
eu arranjaria maneira de ali encontrar um livro.
Foi o caso de Ilustrísima's.
Ilustradoras galegas retratavam mulheres ilustres
como Virginia Woolf, Patti Smith ou Marie Curie.
A acompanhar cada retrato, apenas uma frase.
Recordo melhor a de Janis Joplin. Dizia assim,
no seu melhor galego:

«Sempre estou sorrindo, e non é polas drogas
ou pola felicidade, é porque son miope.»

Filipa Leal - Fósforos e metal sobre imitação de ser humano. 3.ª ed. Lisboa: Assírio & Alvim, 2025, p. 61.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

sexta-feira, 7 de março de 2025

Boa noite!

Esta semana dediquei-me a ver filmes sobre dois cantores norte-americanos que muito admiro e que tenho ouvido ao longo dos anos.
Este documentário sobre Joan Baez, produzido por Patti Smith, é mostrou-me uma completa desconhecida. O filme deu-me até um soco no estômago.
O filme começa com uma epígrafe de Gabriel García Márquez: «Toda a gente tem três vidas: uma vida pública, uma vida privada e uma vida secreta.»



sábado, 4 de janeiro de 2025

Leituras no Metro - 2951

Gaston Gallimard e Camus.
Camus e a secretária na varanda do seu gabinete na Gallimard.

«O Alain vem ter comigo e dirigimo-nos ao número 5 da Rue Gaston Gallimard, onde se situa a sede da editora desde 1929. Aurélien, o meu editor francês, vem abrir-nos a porta do que foi a antiga sala de trabalho de Albert Camus. Da única janela avista-se o jardim lá em baixo. [...]
«O Sr. [Antoine] Gallimard recebe-me no seu escritório. Por cima da lareira está o relógio que Saint-Exupéry ofereceu ao seu avô. Descemos por umas escadas de mármore já muito desgastadas, passamos pelo salão azul e entramos no jardim onde, sentado numa cadeira branca de vime, Yukio Mishima foi fotografado. Ficamos vários minutos em silêncio a admirar a simplicidade geométrica do jardim.» (Patti Smith - Devoção. Lisboa: Quetzal, 2019, p. 25)

O jardim da editora Gallimard. Foto Camille Bigot.

No texto «Um sonho não é um sonho», Patti Smith relata a visita que fez à casa de Camus em Lourmarin, casa que o escritor comprou com o dinheiro do Prémio Nobel. Segundo Patti Smith, Loumarin lembrava a Camus  a sua Argélia natal. Ela foi convidada pela filha do escritor a ir ver a casa e Catherine mostrou-lhe o manuscrito de O primeiro homem, que se encontrava numa pasta no carro em que Camus morreu faz hoje 65 anos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Leituras no Metro - 2950


Lisboa: Quetzal, 2019

Este foi o último livro que li em 2024. Tenho outros (matacões) entre mãos desde então.
No início, Patti Smith prepara-se para apanhar um avião para Paris e está a ler Accident Nocturne de Modiano, livro que nunca li, mas não esperará pela demora - é um escritor que muito aprecio.
«[...] leio, enredando-me nos labirintos de Nocturne - ruas desconhecidas, fragmentos de endereços, percursos que deixaram de ser relevantes e acontecimentos que se reduziram a nada. Tenho pena de não conseguir escrever, mas depois penso que perdermo-nos no torpor estimulante do universo de Modiano é quase como escrever. Entra-se na pele do narrador, com o seu subtil sentido de paranoia e a sua preocupação em relação aos pormenores, e o espaço à nossa volta transforma-se.» (p. 15-16)



segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Boa noite!

Uma sugestão da Maria:


Um livro para todos dias

New York: Random House, 2022

30 dezembro
Todos os aniversários, a minha mãe telefonava-me às 6h01 da manhã e deixava esta mensagem: Levanta-te, Patrícia, nasceste.


31 dezembro
Feliz Ano Novo, para todos! Estamos vivos juntos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

As leituras de Patti Smith


Gosto muito de Patti Smith, dos seus livros e das suas canções. Gosto especialmente de Apenas miúdos e preparo-me para ler Devoção. Pelos seus livros autobiográficos, sabemos que ela é uma leitora ávida. Em conversa com o jornal The Guardian, confessou ter-se apaixonado pelos livros mesmo antes de saber ler (o que já sabíamos pelos seus livros) e recordou algumas das leituras que a marcaram. E quais são elas? Mulherzinhas, PinóquioO príncipe e o pobre, Diário de um ladrão e O homem sem qualidades. Dos três primeiros estou de acordo, embora de Mark Twain tenha gostado mais de Mark Twain e de Huckleberry Finn. Não escolheria nem Genet nem Musil para esta lista.
Ela escolhe ainda O jogo das contas de vidro de Hermann Hesse, livro que nunca li, mas como gosto do autor um dia lerei. Nem li A cruzada das crianças de Marcel Schwob, o livro que Patti Smith mais oferece. 
Não sei bem, mas penso que o livro que mais tenho oferecido é O diário de Anne Frank. No ano passado ofereci dois exemplares das Mulherzinhas. Este ano acho que as mesmas leitoras vão receber O jardim secreto de Frances Hodgson Burnett, que vi que foi reeditado.
Leia mais aqui.