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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Livro e marcador - 234

Fotos Cláudia.

7 comentários:

Maria disse...

Lindas fotos de um autor completamente desconhecido para mim.
Bom dia para ambas!

MR disse...

Conhecido por Padre da Lixa. Acho que li Evangelizar os pobres, mas lembro-me bem de ter lido os do julgamento dele no Plenário do Porto.
Bom dia!

Cláudia Ribeiro disse...

O Pe. Mário de Oliveira, lutou contra o fascismo, chegando a ser preso pela PIDE.
Era um crítico da própria Igreja, tendo sido por isso, proibido de exercer o sacerdócio.
Boa tarde!

Justa disse...

Un título que da que pensar...

Abraço.

Fernando FIRMINO disse...

Da vasta e impressionante bibliografia do saudoso PADRE MÁRIO de Oliveira (Lourosa, Santa Maria da Feira, 8.3.1937 - Penafiel, 24.2.2022), perseguido pelo regime fascista e por sectores hierárquicos (reaccionários) da própria Igreja "institucional", convém lembrar, entre outras Obras de referência, os títulos "Evangelizar os Pobres" (Figueirinhas, 1970), "Chicote no Templo" (Afrontamento, 1973), "Cartas da Prisão" (Iniciativas Editoriais, 1974), "Creio na Revolução" (Ulmeiro, 1977), "Cristãos Por Uma Igreja Popular" (Centelha, 1983), "Como Fui Expulso de Capelão Militar" (Ed. Margem, 1995), "Fátima, Nunca Mais!" (Campo das Letras, 1999), "Nem Adão e Eva, Nem Pecado Original" (Campo das Letras, 2000), "As Homilias da Paz" (Assoc. dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, 2008), "Novo Livro do Apocalipse ou da Revelação"(Areias Vivas, 2009), "Evangelho de Jesus, Segundo Maria, Mãe de João Marcos, e Maria Madalena" (Edion, 2012) e "De Cristão a Humano", excelente antologia de "Crónicas" (ed. Seda, 2016).

Permitam-me acrescentar que, de facto, comecei a admirá-lo quando, há longos anos, descobri, numa Livraria Alfarrabista (da Capital), o precioso livrinho "Chicote no Templo" (1973), uma das suas primeiras e corajosas reflexões, das quais destaco o seguinte parágrafo (pág. 224):

"Um padre, como o Joaquim Pinto de Andrade, angolano preto, que, durante dez anos, sofreu maus tratos de toda a ordem por parte da PIDE e, finalmente, foi condenado pelo Plenário de Lisboa, estando, actualmente, na cadeia de Peniche a cumprir a pena de três anos de prisão maior, pode estar mais no caminho da santidade, do que muitos outros padres e até bispos que não se sacrificam pela causa da Verdade e da Justiça e até fazem o jogo ao Poder estabelecido, não porque seja um Poder sempre justo, mas porque é sempre o Poder!..."

Neste simbólico dia em que, em princípio, "somos todo(a)s pela Paz" entre os Povos Irmãos Eslavos e não podemos ignorar os refinados "crimes de Estado" de Putin & Cia., permito-me recordar aqui uma célebre citação, frequentemente atribuída ao (re)conhecido naturalista francês Jean-Henri FABRE (1823-1915), a propósito do progressivo descrédito das injustas estratégias económicas e coações militares inter-imperialistas: "A guerra é a arte de matar em ponto grande e de praticar com glória o que em ponto pequeno leva à forca"!!!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Estranho, não é? Humano é sinónimo de pessoa. E ser cristão está para lá de qualquer religião...
Abraço.

MR disse...

Provavelmente também li esse Chicote no templo, mas não me lembro. Lembro-me bem do padre Pinto de Andrade e também de Mário Pinto de Andrade.
Há muito tempo que tenho na minha lista de leituras o livro Joaquim Pinto de Andrade: Uma quase autobiografia. Talvez seja desta que o vá ler.
Bom dia!