Sem pretender, nesta ocasião, homenagear, mesmo de forma telegráfica, algumas das Figuras proeminentes que se encontram indelevelmente ligadas às origens deste grande Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, não posso deixar de confessar-me, aqui, sincero admirador de Cidadãs como, entre outras revolucionárias, CLARA ZETKIN (1857-1938) e ALEXANDRA KOLLONTAÏ (1872-1952).
Daí podermos afirmar, como escreve CLÁUDIA RIBEIRO, que, de facto, se trata de "uma conquista difícil de alcançar"!... Ao celebrarmos o simbólico dia 8 de Março, este "gesto" impõe-nos o dever de jamais subestimar os (demasiado) lentos combates, individuais e colectivos, em defesa da dignidade da Mulher.
O histórico contexto da insurreição de "Maio de 1968" constitui, na verdade, um bom exemplo das dificuldades e das contradições com as quais se debateram os movimentos insubmissos (Marxistas) na própria Pátria da Comuna [de Paris, 1871]. A propósito, vale a pena recordar as elucidativas palavras da respeitada feminista Claudine MONTEIL, no seu recomendável e surpreendente testemunho sobre "LES SOEURS [Simone e Hélène] BEAUVOIR" (Éditions 1, 2003, p.133):
"(...) Mai 1968 fut une révolution dirigée par les hommes; les femmes, une fois encore, étaient mises entre parenthèses. Elles demeuraient invivibles, semblabes à des bibelots sur une étagère qu'on ne remarque plus tant ils s'intègrent au décor. Simone [de Beauvoir], qui n'avait jamais hésité à prendre la parole pour dénoncer les injustices, se voyait cantonnée au silence."
Nesta data, creio merecer uma referência, ainda que brevíssima, uma outra - particularmente emblemática - Mulher, que, como tanta(o)s outra(o)s compatriotas, foi vítima dos CRIMINOSOS de guerra AMERICANOS no Vietname. Falamos, como é óbvio, de Phan Thi KIM PHUC (nascida em 1963, numa pequena aldeia Vietnamita), que mereceu justo destaque no curioso volume de IMA SANCHÍS. Esta preciosidade [bibliográfica] denomina-se "El Don de Arder: MUJERES QUE ESTÁN CAMBIANDO EL MUNDO" [Buenos Aires, 1.ª ed., Del Nuevo Extremo, 2004, p. 209 (trad. livre de F. Firmino)].
Foi em plena agressão dos Imperialistas Ianques, a 8 de Novembro de 1972, que "a pequena Kim Phuc, que então tinha nove anos", sofreu, com a família, o imediato e terrível "efeito das bombas de napalm".
Acrescenta a Autora, respeitada "periodista": "Nick Ut, fotógrafo da AP que cobria o conflito, fez então a fotografia que deu a volta ao mundo. Nela se via Kim Phuc, nua e gritando com as dores que lhe provocavam as queimaduras de terceiro grau. Apesar da gravidade das feridas, Kim Phuc conseguiu sobreviver e, durante dez anos, foi utilizada pelo governo comunista Vietnamita como um símbolo nacional de resistência. Finalmente, permitiram-lhe do país para submeter-se, na Alemanha, a uma das dezassete intervenções cirúrgicas por que passou./ Na actualidade [2004], reside no Canadá (...), e aproveita a sua notoriedade para falar de paz por todo o mundo. Em 1997, foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNESCO. É também presidente da Fundação Kim Internacional, com sede em Chicago, cujo objectivo é ajudar as crianças vítimas da guerra."
Julgo, portanto, ter-se reconhecido a necessidade de se analisar, reflectir e debater a respeito desta importante comemoração, não como uma "passeata" (na Av. da Liberdade, por exemplo) vazia de dimensão política, mas como uma "Jornada" Mundial solidamente estabelecida (em 1910), de combate planetário pelos sagrados Direitos das Mulheres Trabalhadoras.
5 comentários:
Uma conquista difícil de alcançar!
Bom dia!
Por mais que me expliquem, não consigo compreender a maneira como as mulheres têm sido tratadas ao longo dos séculos...
Bom dia!
Pois...
Bom domingo para todas!
Sem pretender, nesta ocasião, homenagear, mesmo de forma telegráfica, algumas das Figuras proeminentes que se encontram indelevelmente ligadas às origens deste grande Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, não posso deixar de confessar-me, aqui, sincero admirador de Cidadãs como, entre outras revolucionárias, CLARA ZETKIN (1857-1938) e ALEXANDRA KOLLONTAÏ (1872-1952).
Daí podermos afirmar, como escreve CLÁUDIA RIBEIRO, que, de facto, se trata de "uma conquista difícil de alcançar"!... Ao celebrarmos o simbólico dia 8 de Março, este "gesto" impõe-nos o dever de jamais subestimar os (demasiado) lentos combates, individuais e colectivos, em defesa da dignidade da Mulher.
O histórico contexto da insurreição de "Maio de 1968" constitui, na verdade, um bom exemplo das dificuldades e das contradições com as quais se debateram os movimentos insubmissos (Marxistas) na própria Pátria da Comuna [de Paris, 1871]. A propósito, vale a pena recordar as elucidativas palavras da respeitada feminista Claudine MONTEIL, no seu recomendável e surpreendente testemunho sobre "LES SOEURS [Simone e Hélène] BEAUVOIR" (Éditions 1, 2003, p.133):
"(...) Mai 1968 fut une révolution dirigée par les hommes; les femmes, une fois encore, étaient mises entre parenthèses. Elles demeuraient invivibles, semblabes à des bibelots sur une étagère qu'on ne remarque plus tant ils s'intègrent au décor. Simone [de Beauvoir], qui n'avait jamais hésité à prendre la parole pour dénoncer les injustices, se voyait cantonnée au silence."
Nesta data, creio merecer uma referência, ainda que brevíssima, uma outra - particularmente emblemática - Mulher, que, como tanta(o)s outra(o)s compatriotas, foi vítima dos CRIMINOSOS de guerra AMERICANOS no Vietname. Falamos, como é óbvio, de Phan Thi KIM PHUC (nascida em 1963, numa pequena aldeia Vietnamita), que mereceu justo destaque no curioso volume de IMA SANCHÍS. Esta preciosidade [bibliográfica] denomina-se "El Don de Arder: MUJERES QUE ESTÁN CAMBIANDO EL MUNDO" [Buenos Aires, 1.ª ed., Del Nuevo Extremo, 2004, p. 209 (trad. livre de F. Firmino)].
Foi em plena agressão dos Imperialistas Ianques, a 8 de Novembro de 1972, que "a pequena Kim Phuc, que então tinha nove anos", sofreu, com a família, o imediato e terrível "efeito das bombas de napalm".
Acrescenta a Autora, respeitada "periodista": "Nick Ut, fotógrafo da AP que cobria o conflito, fez então a fotografia que deu a volta ao mundo. Nela se via Kim Phuc, nua e gritando com as dores que lhe provocavam as queimaduras de terceiro grau. Apesar da gravidade das feridas, Kim Phuc conseguiu sobreviver e, durante dez anos, foi utilizada pelo governo comunista Vietnamita como um símbolo nacional de resistência. Finalmente, permitiram-lhe do país para submeter-se, na Alemanha, a uma das dezassete intervenções cirúrgicas por que passou./ Na actualidade [2004], reside no Canadá (...), e aproveita a sua notoriedade para falar de paz por todo o mundo. Em 1997, foi nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNESCO. É também presidente da Fundação Kim Internacional, com sede em Chicago, cujo objectivo é ajudar as crianças vítimas da guerra."
Julgo, portanto, ter-se reconhecido a necessidade de se analisar, reflectir e debater a respeito desta importante comemoração, não como uma "passeata" (na Av. da Liberdade, por exemplo) vazia de dimensão política, mas como uma "Jornada" Mundial solidamente estabelecida (em 1910), de combate planetário pelos sagrados Direitos das Mulheres Trabalhadoras.
Votos de um BOM DIA da Mulher!
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