Viva o teatro ! Eu li Hamnet . Tinha-o meu filho em Pontevedra e não era um bom momento para o ler, mas consegui. Gostei muito. Celebraremos o dia do teatro. Bom dia !
"All the world's a stage And all the men and women merely players (...)" William SHAKESPEARE, in "As You Like It" [Curioso excerto, publicado em epígrafe, na "Introdução" (p. 13) ao ensaio "PALCO DA ILUSÃO: Ilusão Teatral no Teatro Europeu", "sous la direction d'Ana Clara SANTOS"; Paris, Éditions LE MANUSCRIT (Col. "Entr'acte", 2013.]
Neste simbólico Dia Mundial do Teatro, não posso deixar de compreender (e, até, aplaudir!) o deslumbramento de MARIA e outro(a)s apaixonado(a)s pelos "clássicos" da Literatura teatral - e do próprio Cinema -, um "universo" onde seria imperdoável esquecer Autores incontornáveis como, por exemplo, Sófocles, Gil Vicente, A. José da Silva ("o Judeu", torturado e executado pela Inquisição), A. Garrett, Calderón de la Barca, Molière, Racine, Feydeau, SHAKESPEARE, Beckett, Goldoni, Pirandello, Ionesco, Strindberg, Tchekhov e Brecht...
A propósito, julgo que não será despropositada uma (muito) espontânea palavra de merecido louvor pela recente edição da exemplar "ÓPERA JOCOSSÉRIA" de A. José da SILVA e A. TEIXEIRA, "GUERRAS DO ALECRIM E MANJERONA" [livro + 3 CDs, com Notas introdutórias de Marco MAGALHÃES e Rui MARTINS, e a especialíssima participação dos MÚSICOS DO TEJO; Lisboa, IN-CM, 2025].
Ainda a este respeito, não resisto a uma telegráfica referência à excelente peça (dramática) que, no último fim-de-semana, tivemos o ensejo de apreciar, no FORUM [Cine-Teatro] LUÍSA TODI, em Setúbal. Trata-se do legado, importantíssimo, do saudoso dramaturgo antifascista Bernardo SANTARENO, adaptado pelo Grupo [Setubalense] de Teatro Estúdio Fonte Nova, com o título "Nos Mares do Fim do Mundo" (encenação: José M. DIAS), que, como é óbvio, promove uma oportuna reflexão sobre a extrema dureza das "campanhas do bacalhau" e do próprio papel das Mulheres do POVO durante a ditadura fascista.
Como sublinhou, oportunamente, uma conceituada crítica de Teatro [Zuraida GUEDES, "Uma janela com vista para a Terra Nova no horizonte do Sado", in Jornal (digital) "Página Um"], "a arte da representação (...) é também uma forma de resistência, que sobreviverá enquanto houver um olhar atento que teime em não adormecer"!
Pessoalmente, também não adormecemos quando, numa destas tardes, numa sala (re)conhecida Sala Lisboeta de Cinema, apreciámos o documentário (2024) de Andres VEIL sobre a controversa figura de Leni REIFENSTAHL, autora assumida de filmes nazis ("O Triunfo da Vontade", por exemplo).
Como brevíssima nota final, seja-me lícito (re)lembrar que, no seguimento de um justo destaque de MR ["PROSIMETRON", 16 de Março] sobre a aclamada Obra documental de Pavel TALANKIN, "Mister Nobody Contra Putin", este realizador foi, ontem (dia 26, cerca das 19h00, no Canal ARTE), o "convidado especial" de Élisabeth QUIN, inconfundível coordenadora do programa "28 Minutes". Um "episódio" a recuperar!!!...
Votos de um bom fim-de-semana primaveril (inclusive, nos campos cultural e artístico) para todo(a)s!
7 comentários:
Estou a ler o Hamnet, talvez ainda consiga ver o filme...
Para já, vou rever o Shakespeare in Love.
Sexta feliz!🌿🌻
Viva o teatro !
Eu li Hamnet . Tinha-o meu filho em Pontevedra e não era um bom momento para o ler, mas consegui. Gostei muito.
Celebraremos o dia do teatro.
Bom dia !
Também gosto muito de Shakespeare e do Hamlet.
Um abraço
Gostei imenso do filme. Boa tarde!
No leí Hamnet ni vi la película, pero sí Hamlet y Shakespeare in love.Nada que no se haya dicho sobre estas magníficas obras.
Espero haya sido un buen día del teatro.
Abrazos.
"All the world's a stage
And all the men and women merely players (...)"
William SHAKESPEARE, in "As You Like It"
[Curioso excerto, publicado em epígrafe, na "Introdução" (p. 13) ao ensaio "PALCO DA ILUSÃO: Ilusão Teatral no Teatro Europeu", "sous la direction d'Ana Clara SANTOS"; Paris, Éditions LE MANUSCRIT (Col. "Entr'acte", 2013.]
Neste simbólico Dia Mundial do Teatro, não posso deixar de compreender (e, até, aplaudir!) o deslumbramento de MARIA e outro(a)s apaixonado(a)s pelos "clássicos" da Literatura teatral - e do próprio Cinema -, um "universo" onde seria imperdoável esquecer Autores incontornáveis como, por exemplo, Sófocles, Gil Vicente, A. José da Silva ("o Judeu", torturado e executado pela Inquisição), A. Garrett, Calderón de la Barca, Molière, Racine, Feydeau, SHAKESPEARE, Beckett, Goldoni, Pirandello, Ionesco, Strindberg, Tchekhov e Brecht...
A propósito, julgo que não será despropositada uma (muito) espontânea palavra de merecido louvor pela recente edição da exemplar "ÓPERA JOCOSSÉRIA" de A. José da SILVA e A. TEIXEIRA, "GUERRAS DO ALECRIM E MANJERONA" [livro + 3 CDs, com Notas introdutórias de Marco MAGALHÃES e Rui MARTINS, e a especialíssima participação dos MÚSICOS DO TEJO; Lisboa, IN-CM, 2025].
Ainda a este respeito, não resisto a uma telegráfica referência à excelente peça (dramática) que, no último fim-de-semana, tivemos o ensejo de apreciar, no FORUM [Cine-Teatro] LUÍSA TODI, em Setúbal. Trata-se do legado, importantíssimo, do saudoso dramaturgo antifascista Bernardo SANTARENO, adaptado pelo Grupo [Setubalense] de Teatro Estúdio Fonte Nova, com o título "Nos Mares do Fim do Mundo" (encenação: José M. DIAS), que, como é óbvio, promove uma oportuna reflexão sobre a extrema dureza das "campanhas do bacalhau" e do próprio papel das Mulheres do POVO durante a ditadura fascista.
Como sublinhou, oportunamente, uma conceituada crítica de Teatro [Zuraida GUEDES, "Uma janela com vista para a Terra Nova no horizonte do Sado", in Jornal (digital) "Página Um"], "a arte da representação (...) é também uma forma de resistência, que sobreviverá enquanto houver um olhar atento que teime em não adormecer"!
Pessoalmente, também não adormecemos quando, numa destas tardes, numa sala (re)conhecida Sala Lisboeta de Cinema, apreciámos o documentário (2024) de Andres VEIL sobre a controversa figura de Leni REIFENSTAHL, autora assumida de filmes nazis ("O Triunfo da Vontade", por exemplo).
Como brevíssima nota final, seja-me lícito (re)lembrar que, no seguimento de um justo destaque de MR ["PROSIMETRON", 16 de Março] sobre a aclamada Obra documental de Pavel TALANKIN, "Mister Nobody Contra Putin", este realizador foi, ontem (dia 26, cerca das 19h00, no Canal ARTE), o "convidado especial" de Élisabeth QUIN, inconfundível coordenadora do programa "28 Minutes". Um "episódio" a recuperar!!!...
Votos de um bom fim-de-semana primaveril (inclusive, nos campos cultural e artístico) para todo(a)s!
Tenho o filme para ver por sugestão da Maria, mas ainda não tive oportunidade!
Parabéns por este acervo.
Bom dia!
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