Prosimetron

Prosimetron

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Marcadores de livros - 3643


12 comentários:

Justa disse...

Qué maravillosa biblioteca ¿Sabes de dónde es?

Feliz sábado.

Maria disse...

Justa,
parece ser a Trinity College Dublin Library, mas não tenho a certeza...

Mr,
Fiquei com vontade de ler este livro.

Bom dia para as duas!📚

MR disse...

Primeiro pensei que seria da Tour de Montaigne, mas nada ficou da biblioteca do próprio. Também me parece a bibl. do Trinity College.
Bom sábado!

Maria disse...

Gostaria de lembrar aqui um discípulo de Montaigne que nasceu em 28 de Fevereiro de 1916, há precisamente 110 anos: Vergílio Ferreira.
Deixou-nos em 1996, mas está presente em muitos de nós. Hoje tenho estado a ler PENSAR, e só não transcrevo aqui alguns excertos porque me custa imenso escrever neste quadradinho dos comentários.
Boa tarde! 🌤

MR disse...

Gosto imenso de Vergílio Ferreira.
Boa tarde!

Justa disse...

Gracias, María y Manuela.

enri p disse...

Adoro Montaigne e o seu xenio. Emerson dicía del: Corta esas palabras e sangrarán; son vasculares e vivenciais.
Bom domingo!

MR disse...

Também gosto muito de Montaigne. Não conhecia esse dito de Emerson, muito bem visto.
Bom domingo para os dois.

Fernando FIRMINO disse...

Ainda na sequência das merecidas referências de MARIA e MR aos velozes 30 anos do falecimento de VERGÍLIO FERREIRA (Melo, Gouveia, 28.1.1916 - Lisboa, 1.3.1996), creio ser oportuno recordar a longa e saudável Amizade e troca de correspondência entre o Autor de Obras tão marcantes como "Aparição", "Manhã Submersa" e "Para Sempre" e EDUARDO LOURENÇO (cf., por ex., a missiva do saudoso ensaísta, de 20.6.1955, publicada no próprio "JL", de 6.1.2016)...

Ao mesmo tempo, é digna de registo a reconhecida qualidade da memorável adaptação (1980) de "Manhã Submersa" ao Cinema, por LAURO ANTÓNIO. Até que ponto este filme contribuiu para a divulgação do célebre livro homónimo?!...

É neste contexto que me lembro da análise cuidada do Prof. ARNALDO SARAIVA ["VERGÍLIO FERREIRA, SEMINARISTA nos Seminários do Fundão e da Guarda", Porto, Editora Exclamação, 2017, pp. 50-51]:

"(...) O pároco [da sua Aldeia natal] António Parente escreveu em 1926 que Vergílio Ferreira devia 'trazer muito prestígio à Igreja', acrescentando com prudência: 'se se ordenar'. Não se ordenou, mas a sua experiência de seminarista permitiu-lhe escrever um romance ["Manhã Submersa"] que [a par da novela "Adolescente Agrilhoado", de José MARMELO E SILVA] prestou bons serviços à causa da educação em internatos e seminários portugueses, celebrizou o Seminário do Fundão - que por sinal fechou as suas portas em 2015, já depois de um escândalo que envolveu um seu vice-reitor - e, beneficiando sem dúvida da formação que aí recebeu, pôde produzir uma obra de inegável valor e prestígio cultural e literário."

Guardo para o fim uma telegráfica e inevitável menção ao simbólico Centenário do falecimento de CAMILO PESSANA (Coimbra, 7.9.1867 - Macau, 1.3.1926), cujo legado poético podemos, desde já, (re)apreciar nas páginas notáveis (e, no entanto, por vezes subestimadas) de "Clepsydra"...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Quero muito ler a correspondência trocada entre EL e VF. Dará certamente mais de um volume. Quando sairá?
Boa semana!

Fernando FIRMINO disse...

A verdade é que, como se sabe - e está, aliás, bem patente numa página (172), muito elucidativa, do V Vol., "DA MÚSICA", das "Obas Completas" de EDUARDO LOURENÇO - com coordenação, Introdução e notas de Barbara ANIELLO, editado em 2019 pela Fundação C. Gulbenkian -, "existe uma intensa correspondência entre os dois intelectuais [EDUARDO LOURENÇO e VERGÍLIO FERREIRA] conservada na Biblioteca Nacional (...) e no Acervo de Eduardo Lourenço"; e, "entre 1955 e 1995, Eduardo Lourenço escreveu 256 cartas a Vergílio Ferreira"!...

Note-se, a propósito, a reconhecida espontaneidade do erudito ensaísta (p. 171, do referido volume): "(...) O meu amigo Vergílio não imaginava até que ponto tinha razão quando me julgava incapaz de 'falar de musica'. Mas também ignorava a que ponto essa 'música', de que não sabia falar, ou não podia falar, desde sempre 'me submergiu como o mar', como diria Baudelaire./ Na verdade, só os criadores e os intérpretes de génio (...) poderão falar dessas mágicas tapeçarias de sons onde a nossa temporalidade cruza e descruza os fios do tempo que a tecem e destecem./ É um milagre tão puro como o da invenção desses espaços de transparência e opacidade sonoras a que nós chamamos Bach, Mozart, Chopin".

Entretanto, talvez não seja despropositado lembrar aqui, apenas de passagem, um "pormenor" biográfico do talentoso e respeitado Actor RUY DE CARVALHO, que ontem celebrou o seu 99.º Aniversário. Sinceros parabéns!...

Agradeço e retribuo os votos de boa semana!

MR disse...

Obrigada pelas dicas.
Bom dia!