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domingo, 12 de julho de 2026

Erasmo

De uma carrinha que estava estacionada no Largo de Alvalade, em Lisboa, maio 2026.
Será que se inspiraram em Erasmo de Roterdão para dar nome à marcenaria ou ao dono da desta?

6 comentários:

Mª Luisa disse...

Que curioso ! Gostariam do nome e quem sabe ! talvez se chame assim .
Bom dia!

MR disse...

Eu gosto muito de Erasmo de Roterdão, mas daí a por este nome a um filho... No Brasil há alguns Erasmo(s). E há nomes bem piores.
Um abraço.

Fernando FIRMINO disse...

Há também, sabemos perfeitamente, casos de pretensiosas almas incapazes de identificar o nome de ERASMO de Roterdão fora do "microcosmos" do controverso "Processo de Bolonha" e, sobretudo, do âmbito do ERASMUS (EuRopean Community Action Scheme for Mobility of University Students)!...

E, no entanto, a dimensão cultural do Autor do "Elogio da Loucura" (disponível, por exemplo, na versão portuguesa da Guimarães, edição de 1964), um dos meus clássicos Humanistas preferidos (falecido em Basileia, a 12 de Julho de 1537), ultrapassa de longe a "imagem" restritíssima e simplificada do acrónimo do programa de intercâmbio estudantil.

Ainda neste contexto (histórico e, até, geográfico), seria redutor evocar o "nosso" muito relevante cronista DAMIÃO DE GÓIS apenas pela relação de admiração e estima (mútuas) com ERASMO! Mas, seria igualmente injusto ignorar a profunda influência desta Figura de renome europeu no âmbito do escandaloso processo inquisitorial que vitimou o célebre Autor da "Olisiponis Urbis Descriptio" ["Descrição da Cidade de Lisboa"], que o erudito Raul MACHADO traduziu o próprio latinista Nicolau FIRMINO prefaciou, em 1937.

Ainda a este propósito, leiamos o rigoroso e admirável trabalho, organizado por Raul REGO (Prefácio, Notas, revisão, actualização ortográfica e pontuação) sobre "O Processo de Damião de Góis" (ed. Assírio & Alvim, 2007). Um volume cuja primeira edição (Excelsior, 1971) este na "lista" dos livros marcados pela PIDE!!!...

Muito Boa Noite!

MR disse...

Se fizessem um inquérito aos estudantes Erasmus se sabiam de onde vinha o nome do programa... seriam raros os que responderiam corretamente. E numa segunda pergunta
«Quem foi Erasmo?», seria o caos.
Como portugueses, temos sempre de nos lembrar de Damião de Góis.
Boa semana!

Fernando FIRMINO disse...

Nas referências bibliográficas, tudo precisa de ser claro! Neste domínio, sinto a necessidade de "complementar", com minúcia de pormenor(es), a alusão aos seguintes livros:

a) Raul REGO, Prefácio, revisão, Notas, actualização ortográfica e pontuação, "O Processo de Damião de Góis na Inquisição", ed. Excelsior e Assírio & Alvim, 1971 e 2007, respectivamente;

b) Damião de GÓIS, "Lisboa de Quinhentos, Descrição de Lisboa", Trad. de Raul MACHADO e Pref. de Nicolau FIRMINO, Liv. Avelar Machado (1.ª ed.), 1937;

c) Damião de GÓIS, "Descrição da Cidade de Lisboa", Trad., Introdução e Notas de José FELICIDADE ALVES, Livros Horizonte (2.ª ed.), 2001;

d) Damião de GÓIS, "Elogio da Cidade de Lisboa" (Versões Latina e Portuguesa), Trad., Apresentação e Comentário por Aires NASCIMENTO e Introdução de Ilídio AMARAL, Guimarães Editores, 2002.

Boas razões, pois, para, procurando sublinhar, apenas de passagem, a relevância do cronista de Alenquer, o fazer com a justa "lembrança", a propósito, de um texto (quase esquecido) de A. H. de OLIVEIRA MARQUES, sob o título "Damião Góis ['GOES até à Reforma Ortográfica de 1911'] e os Mercadores de Danzig", inserto na edição inicial (n.º 0, Abril de 1976, disponível "online") da Revista "Nação e Defesa"; um escrito em cuja "Nota Introdutória" o conceituado - e saudoso - historiador adverte: "(...) [a] História erudita e científica não é de forma alguma incompatível com [a] História divulgadora para o grande público"...

Muito grato pela (paciente) atenção e Boa Tarde!

MR disse...

A ed. que tenho, li e reli da «Descrição de Lisboa» é dos Livros Horizonte.
Provavelmente já li o artigo de Oliveira Marques, mas irei procurá-lo para (re)ler. Obrigada.
Bom dia!