Bonito pueblo y, sobre todo, su entorno de Las Arribes del Duero. En mi visita a Zamora, se me pasó por la cabeza visitar esa zona, pero, al final, por falte de tiempo, no pudo ser. A ver si en otra ocasión Bom dia
Cada leitor(a) deste Blogue, suponho, está preparado(a) para dar atenção a diferentes "detalhes" dos diversos marcadores propostos. No meu caso, tocou-me especialmente a originalidade da mensagem dos PAULITEIROS de Miranda, depositários e transmissores de riquíssimas tradições que resistem à voragem, angustiante, desta "Era [individualista e pretensamente cosmopolita] do Vazio", de que fala Gilles LIPOVETKY!...
Neste contexto, temos o elementar cuidado de conhecer (pelo menos, minimamente), alguns dos estudos etnomusicológicos realizados por ilustríssimos investigadores, como António MOURINHO (o seu admirável "Curriculum", com 63 páginas, foi editado em 1995 pela Edilidade de Miranda do Douro), que foi distinguido com o Prémio Europeu de Arte Popular /1981 e fundou, em 1945, excelente Grupo Folclórico de Duas Igrejas, cujo precioso CD (Movieplay, 1995) inclui, entre outras faixas, de reconhecido interesse patrimonial, "Nós Tenemos Muitos Nabos".
Ainda neste campo discográfico, acabei de ouvir, com renovada satisfação, o emblemático tema "Chin Glin Din", do fascinante CD "Modas i Anzonas" (ed. Açor, 2005), produzido pelo incontornável Grupo Galandum Galundaina, que integra, também, o belíssimo CD antológico "Festival Intercéltico: 15 anos de histórias" (ed. MC / Mumdo da Canção, 2007).
Dar um "salto" a "Trás-os-Montes Oriental" e, em particular, às acolhedoras "Terras de Miranda" pressupõe, igualmente, revalorizar iniciativas "obrigatórias", como a presente Semana da Cultura Mirandesa; relembrar a figura inesquecível de Amadeu FERREIRA (1950-2015), notável estudioso e divulgador do Mirandês (a tal propósito, ninguém esquece o popular "provérbio": "Nun te fies na perro que nun lhadra,/ Nin na home que nun fala"!); e, ainda, expressar o profundo respeito pela relevante acção e personalidade de Mário CORREIA, a quem se deve, entre outras actividades - em constante defesa do Património -, a criação do Centro de Música Tradicional SONS DA TERRA, sediado em Sendim.
Apenas um lacónico (e, no entanto, necessário) "Post-Scriptum", para relembrar a versão portuguesa (pelo menos, da Ed. Relógio d'Água, 1989) do muito marcante livro ensaístico "A Era do Vazio", de Gilles LIPOVETSKY. Uma Obra a (re)ler!...
É fatal. E por vezes passámos á beira de terras que desconhecíamos. Era só um desviozinho para ver algo de muito belo. Já me aconteceu diversas vezes. Bom dia!
Pedindo desculpa por voltar à temática - mais concretamente, a alguns "recursos" bibliográficos, que justificam a minha admiração pela figura de Mário CORREIA -, é de realçar a publicação dos seus curiosos trabalhos. Apenas a título de exemplo(s):
1) "A Raiz Genuína: A Música Tradicional na Obra de José Afonso" [Sendim, ed. Sons da Terra, 2016 (esta versão, revista, é ligeiramente superior em relação à primeira e preciosa edição, sem data, da Câmara M. da Amadora)];
2) "José Afonso em Terras de Trás-os-Montes: Uma história verdadeira foi ali mesmo contada..." [ed. Sons da Terra, 2021].
Nas páginas (47 e 50) deste (último) livrinho, o Autor recorda: "(...) quando lhe perguntaram, em 1976, pouco tempo depois de ter sido 'entregue às feras', o referido álbum ['Com as Minhas Tamanquinhas'], o que pensava ele de uma obra tão especial como era, de facto aquela, na sua resposta [ao jornal 'Página Um', 08.09.76] José Afonso tomou como primeira referência precisamente a cantiga 'Em Terras de Trás-os-Montes'. (...) A vida concreta dos mineiros das Minas da Ribeira é o centro expressivo e significante da cantiga (...): tudo gira em torno da mina, do trabalho e da repressão, tendo José Afonso apelado ao som sincopado sincopado e repetitivo dos 'marteleiros', os homens a quem estava atribuída a tarefa de perfurarem a rocha para a fragmentarem (...)."
Os tempos sombrios e as lutas dos ansiosos mineiros (em "Coutos" da indústria extractiva como, entre outros, as Minas da Ribeira, de Jales, de S. Pedro da Cova, da Urgeiriça, da Panasqueira e de Aljustrel) são feitos de dificuldades, contradições, derrotas e vitórias. Parafraseando Marc BLOCH ["Apologie pour l'Histoire ou métier d'Historien"], "é difícil imaginar uma ciência, seja ela qual for, que possa abstrair do tempo" e da memória!...
10 comentários:
Bonito pueblo y, sobre todo, su entorno de Las Arribes del Duero. En mi visita a Zamora, se me pasó por la cabeza visitar esa zona, pero, al final, por falte de tiempo, no pudo ser. A ver si en otra ocasión
Bom dia
Nunca se consegue fazer tudo o que se quer. Talvez numa próxima vez consigas. É uma bela cidade.
Bom dia!
Eu apenas estive em Bragança. De certo que sempre ficam lugares sem ver .
Bom dia!
Cada leitor(a) deste Blogue, suponho, está preparado(a) para dar atenção a diferentes "detalhes" dos diversos marcadores propostos. No meu caso, tocou-me especialmente a originalidade da mensagem dos PAULITEIROS de Miranda, depositários e transmissores de riquíssimas tradições que resistem à voragem, angustiante, desta "Era [individualista e pretensamente cosmopolita] do Vazio", de que fala Gilles LIPOVETKY!...
Neste contexto, temos o elementar cuidado de conhecer (pelo menos, minimamente), alguns dos estudos etnomusicológicos realizados por ilustríssimos investigadores, como António MOURINHO (o seu admirável "Curriculum", com 63 páginas, foi editado em 1995 pela Edilidade de Miranda do Douro), que foi distinguido com o Prémio Europeu de Arte Popular /1981 e fundou, em 1945, excelente Grupo Folclórico de Duas Igrejas, cujo precioso CD (Movieplay, 1995) inclui, entre outras faixas, de reconhecido interesse patrimonial, "Nós Tenemos Muitos Nabos".
Ainda neste campo discográfico, acabei de ouvir, com renovada satisfação, o emblemático tema "Chin Glin Din", do fascinante CD "Modas i Anzonas" (ed. Açor, 2005), produzido pelo incontornável Grupo Galandum Galundaina, que integra, também, o belíssimo CD antológico "Festival Intercéltico: 15 anos de histórias" (ed. MC / Mumdo da Canção, 2007).
Dar um "salto" a "Trás-os-Montes Oriental" e, em particular, às acolhedoras "Terras de Miranda" pressupõe, igualmente, revalorizar iniciativas "obrigatórias", como a presente Semana da Cultura Mirandesa; relembrar a figura inesquecível de Amadeu FERREIRA (1950-2015), notável estudioso e divulgador do Mirandês (a tal propósito, ninguém esquece o popular "provérbio": "Nun te fies na perro que nun lhadra,/ Nin na home que nun fala"!); e, ainda, expressar o profundo respeito pela relevante acção e personalidade de Mário CORREIA, a quem se deve, entre outras actividades - em constante defesa do Património -, a criação do Centro de Música Tradicional SONS DA TERRA, sediado em Sendim.
Muito Boa Noite!
Apenas um lacónico (e, no entanto, necessário) "Post-Scriptum", para relembrar a versão portuguesa (pelo menos, da Ed. Relógio d'Água, 1989) do muito marcante livro ensaístico "A Era do Vazio", de Gilles LIPOVETSKY. Uma Obra a (re)ler!...
Uma vez mais, muito Boa Noite!
É fatal. E por vezes passámos á beira de terras que desconhecíamos. Era só um desviozinho para ver algo de muito belo. Já me aconteceu diversas vezes.
Bom dia!
Agradeço as achegas que desconheço todas. Vou tentar ouvir o CD que refere. So conheço «Os Pauliteiros de Miranda» de Rui de Mascarenhas. 😊
Bom dia!
Já li e reli, mas nesta altura tenho outras leituras à minha espera.
Boas leituras!
Pedindo desculpa por voltar à temática - mais concretamente, a alguns "recursos" bibliográficos, que justificam a minha admiração pela figura de Mário CORREIA -, é de realçar a publicação dos seus curiosos trabalhos. Apenas a título de exemplo(s):
1) "A Raiz Genuína: A Música Tradicional na Obra de José Afonso" [Sendim, ed. Sons da Terra, 2016 (esta versão, revista, é ligeiramente superior em relação à primeira e preciosa edição, sem data, da Câmara M. da Amadora)];
2) "José Afonso em Terras de Trás-os-Montes: Uma história verdadeira foi ali mesmo contada..." [ed. Sons da Terra, 2021].
Nas páginas (47 e 50) deste (último) livrinho, o Autor recorda: "(...) quando lhe perguntaram, em 1976, pouco tempo depois de ter sido 'entregue às feras', o referido álbum ['Com as Minhas Tamanquinhas'], o que pensava ele de uma obra tão especial como era, de facto aquela, na sua resposta [ao jornal 'Página Um', 08.09.76] José Afonso tomou como primeira referência precisamente a cantiga 'Em Terras de Trás-os-Montes'. (...) A vida concreta dos mineiros das Minas da Ribeira é o centro expressivo e significante da cantiga (...): tudo gira em torno da mina, do trabalho e da repressão, tendo José Afonso apelado ao som sincopado sincopado e repetitivo dos 'marteleiros', os homens a quem estava atribuída a tarefa de perfurarem a rocha para a fragmentarem (...)."
Os tempos sombrios e as lutas dos ansiosos mineiros (em "Coutos" da indústria extractiva como, entre outros, as Minas da Ribeira, de Jales, de S. Pedro da Cova, da Urgeiriça, da Panasqueira e de Aljustrel) são feitos de dificuldades, contradições, derrotas e vitórias. Parafraseando Marc BLOCH ["Apologie pour l'Histoire ou métier d'Historien"], "é difícil imaginar uma ciência, seja ela qual for, que possa abstrair do tempo" e da memória!...
Muito grato pela atenção e Boa Tarde!
As achegas são sempre bem-vindas.
Bom final de tarde!
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