O Automóvel Club de Portugal inaugurou uma mostra sobre as 100 edições do Mapa das Estradas.
Uma das curiosidades desta exposição é o mapa de 1973, em que o então capitão Otelo Saraiva de Carvalho, comandante das operações do MFA, traçou os caminhos da revolução. «Foi essencial na recolha de informação para os itinerários dos militares que participaram nas operações», recordou Otelo na inauguração da exposição. O mapa que foi usado para planear as deslocações dos revoltosos de todo o país até Lisboa pertencia ao próprio Otelo: «Sou sócio do clube desde 1958 e como o recebia todos os anos, levei-o juntamente com outros documentos para o Posto de Comando da Pontinha, no dia 24 de abril de 1974. Escolhi o mapa do ACP por ser fiável, por ter uma dimensão que facilitava a consulta e porque rapidamente ficava a saber as quilometragens percorridas e os tempos que demoravam as colunas militares. Assim, acompanhava melhor as deslocações, que ia assinalando com alfinetes para controlar o cumprimento dos objectivos».
Uma das curiosidades desta exposição é o mapa de 1973, em que o então capitão Otelo Saraiva de Carvalho, comandante das operações do MFA, traçou os caminhos da revolução. «Foi essencial na recolha de informação para os itinerários dos militares que participaram nas operações», recordou Otelo na inauguração da exposição. O mapa que foi usado para planear as deslocações dos revoltosos de todo o país até Lisboa pertencia ao próprio Otelo: «Sou sócio do clube desde 1958 e como o recebia todos os anos, levei-o juntamente com outros documentos para o Posto de Comando da Pontinha, no dia 24 de abril de 1974. Escolhi o mapa do ACP por ser fiável, por ter uma dimensão que facilitava a consulta e porque rapidamente ficava a saber as quilometragens percorridas e os tempos que demoravam as colunas militares. Assim, acompanhava melhor as deslocações, que ia assinalando com alfinetes para controlar o cumprimento dos objectivos».
Uma exposição em que podemos ver como as pessoas se deslocavam no nosso país ao longo das várias épocas, numa altura em que o Mapa do ACP era um documento importante para a mobilidade.
Lembro-me bem de viajar a seguir o mapa do ACP: «Faltam x km para virar à esquerda»; «Faltam x km para chegarmos».
Até 28 de junho na sede do ACP, em Lisboa.



