Gostei muito do filme sobre o primeiro presidente do MPLA. Talvez o percurso de Angola tivesse sido diferente, se o não tivessem afastado.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
sexta-feira, 3 de maio de 2024
Lembrando os mortos no Tarrafal
Dadas as comemorações dos 50 anos do encerramento do campo de concentração do Tarrafal, lembro aqui os 36 mortos neste campo, 32 dos quais oriundos de Portugal. Os caixões com os restos mortais de 31 destes mortos no «campo da morte lenta» chegaram a Lisboa em 15 fev. 1978.
Estiveram em câmara ardente na Sociedade Nacional de Belas Artes de onde saíram a 18 de fevereiro para o Alto de São João. Pode ver aqui.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
Boa noite!
No dia em que a morna foi declarada Património Imaterial da Humanidade.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
sábado, 25 de janeiro de 2014
O "poeta esquecido"

Aguinaldo Fonseca
Morreu ontem em Portugal, onde vivia desde 1945,com 91 anos, natural do Mindelo, Cabo Verde. Muito poucos saberão quem foi. Mas muitos conhecerão o poema
Mãe Negra
A mãe negra embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.
No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
—Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
A mãe negra não tem casa
Nem carinhos de ninguém...
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços...
Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade...
Foi publicado em Portugal e o primeiro autor a utilizar áfrica na substância poética de Cabo Verde, que reuniu alguns dos seus poemas no suplemento Notícias de Cabo Verde em 1957, depois de ter publicado em 1951 a colecção "Linha do Horizonte". As injustiças sociais e o ardor cívico perpassam pelos seus poemas, bem como o sentido da insularidade.
Canção dos rapazes da ilha
Eu sei que fico.
Mas o meu sonho irá
pelo vento, pelas nuvens, pelas asas.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos frutos, nos colares
E nas fotografias da terra,
Comprados por turistas estrangeiros
Felizes e sorridentes.
Eu sei que fico mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Metido na garrafa bem rolhada
Que um dia hei de atirar ao mar.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
sei que fico
Mas o meu sonho irá
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