Como pequeno aditamento ao post de MR de ontem, vemos Dario Fo e sua mulher, Franca Rame, numa imagem de 1962, quando Dario e Franca decidiram virar costas ao programa Canzonissima da Rai que impunha uma censura severa aos textos políticos dos dois. Este "exílio" demoraria até 1977, ano em que a Rai2 passou a transmitir os sketch de Dario e Franca. Durante estes quinze anos, a Itália viveu um período de grandes modificações sociais, tendo o casal Fo/Rame defendido uma ala que alguns críticos posicionavam à esquerda do PCI.
O filho, Jacopo, lamentou ontem numa entrevista a forte oposição que o pai enfrentou ao longo de toda a sua vida, esperando que a Itália se unisse em homenagem ao Prémio Nobel de 1977.
O corpo de Fo encontra-se em câmara ardente no Piccolo Teatro de Milão.
«Qui si parla di ufficiali piuttosto compromessi:
tutta brava, tutta brava, tutta brava gente,
e qui ci saltano fuori almeno sei processi».
Dario Fo, prémio Nobel da Literatura 1997, faleceu hoje, dia em que será conhecido o escolhido para Nobel da Literatura 2016.
Conheci-o através de um espetáculo na Barraca (ainda na Alexandre Herculano), de que não me lembro o título, e depois por Não Se Paga! Não Se Paga!, um dos espetáculos mais divertidos que a Cornucópia fez.