Emma Thompson celebra hoje o seu 50º aniversário. Nasceu em Londres a 15 de Abril de 1959.
Emma cresce num ambiente familiar criativo e alegre: os seus pais,
Eric Thompson e
Phyllida Law, são ambos actores (
Emma viria a contracenar com a mãe em vários filmes posteriormente). Estuda Literatura Inglesa em
Cambrigde, onde integra o famoso
Footlights Group, berço de alguns dos artistas que compuseram os
Monty Python.
Os primeiros passos artísticos dão-se nos anos 80:
Thompson estreia-se em programas de rádio na BBC e nalguns
comedy shows televisivos. Torna-se conhecida do público londrino em 1985 na adaptação de
Me and My Girl no
West End, juntamente com
Stephen Fry, um dos companheiros dos tempos do
Footlights Group. O sucesso em palco leva a BBC a convidá-la para o papel principal da série
Fortunes of War em que
Thompson e
Kenneth Branagh interpretam um casal inglês expatriado na Roménia durante a Segunda Guerra Mundial. A jovem
Emma é galardoada com o
BAFTA, e a partir deste momento, inicia uma carreira cinematográfica internacional notável. Seus papéis abrangem um universo vasto e diversificado de interpretações: quer em produções
Merchant-Ivory, inconfundivelmente
british, quer em grandes produções de
Hollywood, a actriz convence pelo seu talento e seu charme.

Referir os filmes de
Emma Thompson na íntegra é impossível. Restam apenas algumas anotações: em 1992,
Thompson desempenha a
Maggie em
Peter’s Friend sob a direcção do seu (então) marido
Kenneth Branagh. Ainda nesse ano, ganha o Óscar de melhor actriz pela interpretação de
Margaret Schlegel em
Howard’s End (1992) de
James Ivory, ao lado de
Anthony Hopkins. Com ele, brilha novamente um ano mais tarde em
The Remains of the day do mesmo realizador. Também em 1993, defende
Daniel Day-Lewis num drama sobre o IRA em
In the name of the father de
Jim Sheridan. Em
Sense and Sensibility (1995), afirma-se como actriz sob a égide de
Ang Lee, e revela outra faceta da sua capacidade ao adaptar a obra homónima de
Jane Austen ao argumento para o filme, o que lhe vale um Óscar nesta categoria.

Outras participações seguem-se em
Primary Colours (1998) de
Mike Nichols com
John Travolta,
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004),
Nanny McPhee (2006) e, por fim,
Last Chance Harvey de
Joel Hopkins ao lado de
Dustin Hoffman, conforme já apresentado por Luís Barata.
Menos conhecidas, mas nem por isso menos impressionantes, serão as interpretações em
Much ado about nothing (1993) e, sobretudo, em
Carrington (1995): sob a direcção de
Christopher Hampton, vemos
Emma Thompson como pintora
Dora Carrington, pouco conformista com os padrões da era victoriana, num relacionamento, pouco conformista igualmente, com o escritor
Lytton Strachey (Jonathan Pryce). Emma Thompson e
Carrington – verdadeiros superlativos!
Imagens: Emma Thompson; The remains of the day (1993), com Anthony Hopkins; Much ado about nothing (1993), com Kenneth Branagh; Sense and Sensibility (1995), com Kate Winslet