Prosimetron
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
terça-feira, 3 de maio de 2016
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
domingo, 16 de novembro de 2014
Boa noite!
Braque - Guitare et verre: Socrate ou la nature morte à la partition de Satie
Óleo sobre tela, 1921
Paris, Centre Pompidou
Canção inspirada na Gymnopédie n.º 1 de Satie.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Os bares onde Satie tocou
Santiago Rusiñol - Le Bohémien, 1891
Satie em casa, na rue Cortot, Paris.
Para além do Chat Noir, Satie tocou no Divan Japonais e no Auberge du Clou, que ainda hoje existe, na avenue de Trudaine, e onde ele conheceu Debussy.
Toulouse-Lautrec - Divan Japonais, 1892-1893
Neste cartaz T.L. retratou Jane Avril e Édouard Dujardin.
Auberge du Clou, na atualidade.
«Satie enseigne la plus grande audace à notre époque: être simple.»
Jean Cocteau
Etiquetas:
Erik Satie (1866-1925),
Jean Cocteau (1889-1963),
Jessye Norman,
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Os meus franceses,
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Santiago Rusiñol (1861-1931),
Toulouse-Lautrec (1864-1901)
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A ouvir Satie
Neste cd «La belle excentrique» é interpretada por Francis Poulenc e Jacques Février.
Enquanto leio uns artigos sobre Satie:
«Je suis venu ao monde très jeune dans un temps très vieux.»
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Os meus franceses - 275
Satie está mais uma vez no Prosimetron, desta vez pelas mãos de Daniel Varsano.
Boa noite!
sábado, 30 de abril de 2011
Maurice Ravel & Shéhérazade
MR falou ontem na Shéhérazade de Ravel. Hoje sou eu que volto ao tema. Confesso a minha ignorância e parece-me que nunca tinha prestado grande atenção nem à música nem à letra.
Mas ontem, ao escutar a canção escrita por Tristan Klingsor (pseud. de Arthur Justin Léon Leclère), L'Indifférent, fez-se-me Luz sobre alguns aspectos que suspeitava mas nunca tinha investigado... o que unia o grupo "Société des Apaches".
Esse grupo foi formado em Paris, nos finais do século XIX ou começos do século XX. Tinha como hino o primeiro andamento da Sinfonia n.º 2 de Aleksandr Borodine que aqui deixo:
.
Parece que caminhavam "excentricamente" pela Rue de Rome, em Paris, quando alguém gritou (parece que foi um ardina) "Attention les Apaches"... E o grupo durou até os seus membros serem separados pela I Guerra Mundial.
Aqui fica o terceiro poema de Shéhérazade na voz de Teresa Berganza, acompanhada pela orquestra Du Capitole de Toulouse, conduzida por Michel Plasson:
Tes yeux sont doux comme ceux d'une fille,
Jeune étranger, et la courbe fine
De ton beau visage de duvet ombragé
Est plus séduisante encore de ligne.
Ta lèvre chante sur le pas de ma porte
Une langue inconnue et charmante
Comme une musique fausse.
Entre! Et que mon vin te réconforte...
Mais non, tu passes
Et de mon seuil je te vois t'éloigner
Me faisant un dernier geste avec grâce
Et la hanche légèrement ployée
Par ta démarche féminine et lasse...
P.S.: Ravel dedicou cada uma das cinco partes da sua composição Miroirs aos seus cinco amigos "Apaches", mais intimos: Léon-Paul Fargue; Ricardo Viñes; Paulo Sordes; MD Calvocoressi; e Maurice Delage. Fizeram também parte de "Les Apaches": Erik Satie; Manuel de Falla; Jean Cocteau; André Gide; Paul Valéry; Igor Stravinsky; Nijinsky; ... para além do Tristan Klingsor (que juntou o herói e o vilão de Wagner).
Mas ontem, ao escutar a canção escrita por Tristan Klingsor (pseud. de Arthur Justin Léon Leclère), L'Indifférent, fez-se-me Luz sobre alguns aspectos que suspeitava mas nunca tinha investigado... o que unia o grupo "Société des Apaches".
Esse grupo foi formado em Paris, nos finais do século XIX ou começos do século XX. Tinha como hino o primeiro andamento da Sinfonia n.º 2 de Aleksandr Borodine que aqui deixo:
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Parece que caminhavam "excentricamente" pela Rue de Rome, em Paris, quando alguém gritou (parece que foi um ardina) "Attention les Apaches"... E o grupo durou até os seus membros serem separados pela I Guerra Mundial.
Aqui fica o terceiro poema de Shéhérazade na voz de Teresa Berganza, acompanhada pela orquestra Du Capitole de Toulouse, conduzida por Michel Plasson:
Tes yeux sont doux comme ceux d'une fille,
Jeune étranger, et la courbe fine
De ton beau visage de duvet ombragé
Est plus séduisante encore de ligne.
Ta lèvre chante sur le pas de ma porte
Une langue inconnue et charmante
Comme une musique fausse.
Entre! Et que mon vin te réconforte...
Mais non, tu passes
Et de mon seuil je te vois t'éloigner
Me faisant un dernier geste avec grâce
Et la hanche légèrement ployée
Par ta démarche féminine et lasse...
P.S.: Ravel dedicou cada uma das cinco partes da sua composição Miroirs aos seus cinco amigos "Apaches", mais intimos: Léon-Paul Fargue; Ricardo Viñes; Paulo Sordes; MD Calvocoressi; e Maurice Delage. Fizeram também parte de "Les Apaches": Erik Satie; Manuel de Falla; Jean Cocteau; André Gide; Paul Valéry; Igor Stravinsky; Nijinsky; ... para além do Tristan Klingsor (que juntou o herói e o vilão de Wagner).
sábado, 8 de janeiro de 2011
A cor, a forma e a música!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sábado, 12 de dezembro de 2009
Les Poètes du Chat Noir - Erik Satie.
Suzanne Valadon (1865-1938), Retrato de Erik Satie, 1893
x
"(...)
Il y a des arbres sur lesquels vous ne verrez jamais un oiseau; les cèdres entre autres: ces arbres sont si sombres que les oiseaux s'ennuient sur eux et les évitent.
Les peupliers ne sont plus visités, car il est dangereux d'accéder: ils sont beaucoup trop hauts."
x
Erik Satie, in Les Poètes du Chat Noir, (Présentation et Choix d'André Valter) France: Gallimard, 2009, p. 480
xGnossienne n.º 3
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Um músico, um pensamento 3.
x
"Antes de compor uma peça, ando à volta dela muitas vezes, sempre acompanhado por mim".
x
Eric Satie, in 101 citações para Músicos e Melómanos, Lisboa: Garrido Editores, (Rita terry), p.11
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Feliz dia Filipe! Parabéns.
Filipe,
x
Soube que hoje faz anos. É com Goethe, Monet, Satie e o Outono que
xlhe desejo um dia muito feliz e especial.
x
Parabéns!
Ana
xClaude Monet, Autumn at Argenteuil. 1873.
"Do mesmo modo como a natureza declara agora o outono, também dentro e em volta de mim o outono se manifesta. As minhas folhas amarelecem, e as folhas das árvores vizinhas já caíram".J.W. Goethe in Os Sofrimentos do Jovem Werther
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Maisons Satie

Exterior.

Uma vista de interior.
Não me importava de estar hoje a visitar a Casa Satie, aberta em 1998, em Honfleur, no local onde o compositor nasceu em 1866.
Não me importava de estar hoje a visitar a Casa Satie, aberta em 1998, em Honfleur, no local onde o compositor nasceu em 1866.
As casas albergam um percurso cenográfico e musical para homenagear Erik Satie, que colaborou com Picasso, Picabia, Braque, Cocteau e René Clair, entre outros, e influenciou músicos como Debussy, Ravel ou Stravinsky.
14600 Honfleur
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Para deixar entrar o Sol: Eric Satie, Gnossienne No.5
Alfred Eric Leslie Satie nasceu em Honfleur,a 17 de Maio 1866 e faleceu em Paris, a 1 Julho de 1925. Mudou-se para a capital francesa em 1878 e com 14 anos ingressou no Conservatório de Paris. Foi compositor e pianista no Chat Noir.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Satie e os «trepadores»

Satie. Óleo de Suzanne Valadon.
TREPAR?
Os «trepadores» estão longe de me ser antipáticos. Têm um sentido do movimento que, de forma alguma, me desagrada. Apenas o objectivo que desejam atingir me dá que pensar e me inquieta (aliás, pouco). Sim...
Não faço mais do que interrogar-me com precaução, e dizer: - Mas até onde querem eles trepar?... Trepar a quê?... A que horas?... Em que sítio?... Depois, desconfio e sinto-me preocupado por sua causa.
Pelo que me diz respeito, nunca fui trepador nem espero vir a sê-lo. No entanto, compreendo perfeitamente que outros desejem entregar-se a este exercício singular, apesar de tudo amorfo e de certeza incomodativo (para eles).
... Sim... Porque ando a ver trepadores desde há 40 anos, os do meu tempo já tão «espertalhaços» como os do tempo presente.
E todos eles - pois bem! - todos eles, não sei se me entendem, «treparam»... a nada, e até a menos do que nada.
Isto apesar de alguns terem «trepado» em várias academias e noutros lugares... de má nota... Sim.
É que «trepar» significaria, quando o espírito é honesto, o espírito é recto, tender para uma melhoria, conseguir um aumento (mas não de peso, como é evidente).
Vejo, porém, que para outros - ai de mim! - o caso é diferente e «trepar» só significa arranjar barriga, calvície, etc.
Erik Satie
In: Memória de um amnésico / trad. Alberto Nunes Sampaio. Lisboa: Hiena, 1992 , p. 62
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A família de Erik Satie

Satie. Desenho de Jean Cocteau.
RECANTOS DA MINHA VIDA
A origem dos Satie
talvez se perca no mais remoto dos tempos. Sim... Quanto a isso, não posso confirmar nada nem desmentir...
Não é porém família que tenha pertencido à Nobreza, suponho eu (nem mesmo à do papa); e também julgo que os seus membros eram bons, modestos e sempre agradecidos servidores, outrora honra e prazer (para o bom senhor do servo, bem entendido). Sim.
Ignoro o que fizeram os Satie durante a Guerra dos Cem Anos; e também não tenho informação nenhuma sobre que atitude e parte tomaram na dos Trinta Anos (de entre as nossas guerras, uma das mais belas).
Descanse em paz a memória dos meus velhos ascendentes. Sim...
[...]
Erik Satie
In: Memória de um amnésico / trad. Alberto Nunes Sampaio. Lisboa: Hiena, 1992, p. 31
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Os meus franceses - 39
De Escritos em forma de grafonola
a propósito do meu francês de hoje
«Antes de escrever uma obra, dou várias vezes uma volta, na companhia de mim mesmo.» (Erik Satie)

Lisboa: &etc., 1993
.....
... falou-se muito da inteligência dos animais - são, além do mais, polidos...
.....
... É raro que um animal seja grosseiro face ao Homem - É o Homem que tem falta de cortesia face aos animais...
.....
... Exemplo: ... um gato dorme num sofá,... chega o Homem,... & escorraça o gato.
.....
... Nunca vi o contrário:... vir o gato,... & escorraçar o Homem,... do sofá...
.....
.....
(Erik Satie - «A Música & os Animais»)
É muito natural que Satie venha a pôr Sócrates a cantar. Não pertence ele a esse género de indivíduos misteriosos e excepcionais a quem a sociedade vaza a cicuta gota a gota e recusa a sabedoria por ela tomada como sendo farsas perigosas ou loucura? Este homem estranho a que todos chamamos o nosso bom mestre era de uma linha tão pura que se tornava invisível aos olhos duma multidão de juízes habituados a só ver uma linha pelas suas ampliações, e por assim dizer o tirso pelos seus pâmpanos de vinha, o caduceu pela boca da serpente.
Satie jamais teria aceite realçar-se através duma aparência. Ele compelia a probidade e o antinarcisismo até ao ponto de zombar do seu próprio reflexo, deitando-lhe mesmo a língua de fora.
(Jean Cocteau - «Satie Morreu. Viva Satie»)
«Antes de escrever uma obra, dou várias vezes uma volta, na companhia de mim mesmo.» (Erik Satie)

Lisboa: &etc., 1993
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... falou-se muito da inteligência dos animais - são, além do mais, polidos...
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... É raro que um animal seja grosseiro face ao Homem - É o Homem que tem falta de cortesia face aos animais...
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... Exemplo: ... um gato dorme num sofá,... chega o Homem,... & escorraça o gato.
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... Nunca vi o contrário:... vir o gato,... & escorraçar o Homem,... do sofá...
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(Erik Satie - «A Música & os Animais»)
É muito natural que Satie venha a pôr Sócrates a cantar. Não pertence ele a esse género de indivíduos misteriosos e excepcionais a quem a sociedade vaza a cicuta gota a gota e recusa a sabedoria por ela tomada como sendo farsas perigosas ou loucura? Este homem estranho a que todos chamamos o nosso bom mestre era de uma linha tão pura que se tornava invisível aos olhos duma multidão de juízes habituados a só ver uma linha pelas suas ampliações, e por assim dizer o tirso pelos seus pâmpanos de vinha, o caduceu pela boca da serpente.
Satie jamais teria aceite realçar-se através duma aparência. Ele compelia a probidade e o antinarcisismo até ao ponto de zombar do seu próprio reflexo, deitando-lhe mesmo a língua de fora.
(Jean Cocteau - «Satie Morreu. Viva Satie»)
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