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sábado, 4 de maio de 2024

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Marcadores de livros - 2899

Começamos o ano com um dos meus pintores preferidos: Henrique Pousão (1859-1884). Um amor desde a primeira vez que fui ao Museu Nacional Soares dos Reis. Tinha 9 ou 10 anos. 
Morreu com 25 anos. 

Versos e reversos.

Senhora vestida de negro, 1882
Janela das persianas azuis, 1883

Verso e reverso.

Casas brancas de Capri, 1882


terça-feira, 20 de novembro de 2012

«As Idades do Mar»: as minhas escolhas

Fui, há dias, ver a exposição da Gulbenkian. Mas vou voltar para a ver  de novo. Uma exposição maravilhosa que pode ser vista até 27 de janeiro de 2013.
Para já as minhas escolhas foram, para além de telas de uma tela de Peder Severin Kroyer (pintor que já andou aqui pelo Prosimetron) e outra de Arpas Szenes.

Johannes Larsen - Migração de patos
Óleo sobre tela, 1924
Copenhaga, Parlamento da Dinamarca
Henrique Pousão - Paisagem, Anacapri
Óleo sobre tela, 1883
Porto, Museu Nacional Soares dos Reis
Ludovic-Napoléon Lepic - A praia de Berck
Óleo sobre tela, ant. 1877
Musée des beaux-arts de Lille

Não escolhi nem Monet, nem Sorolla, porque já andaram neste blogue em diversas ocasiões.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Guias - 15

Luís Cardim - Vila Viçosa. Porto: Marques Abreu, 1953. 
(A arte em Portugal; 17)
Ed. bilingie: port. e francês.-

«Na fachada principal [do Paço Ducal] abrem-se quatro largos portões de volta plena, dois no centro e dois quase nos extremos. O portão central do lado Sul é o que dá acesso à Biblioteca, instalada no rés-do-chão.
«Além da Sala de leitura pública, a Biblioteca dispõe de dois excelentes gabinetes individuais para investigação erudita, a sala das publicações periódicas, a casa forte para os reservados, entre os quais avultam, pela raridade, os preciosos manuscritos, incunábulos e livros do século XV [sic] e XVI que constituíram a coleção de cimélios de D. Manuel II e estão descritos na obra monumental Livros raros portugueses - e ainda o que resta do arquivo musical do palácio.
«O fundo geral conta hoje cerca de 50000 volumes.» (p. 15)

Henrique Pousão - Auto-retrato, 1876
Este auto-retrato de Henrique Pousão, já anteriormente postado no blogue, por JMS, encontra-se reproduzido na última página deste guia.
Henrique Pousão nasceu e faleceu em Vila Viçosa, respetivamente, em 1de janeiro de 1859 e 20 de março de 1884.
É espantoso que não haja, neste guia, uma referência a outra filha da terra: Florbela Espanca.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2009 - ano de Henrique Pousão

Auto-retrato,1876

A Universidade do Porto (UP) e o Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR) instituíram 2009 como o Ano de Pousão, assinalando desta forma o 150º aniversário do nascimento do pintor Henrique Pousão.

Considerado um dos mais importantes pintores portugueses do século XIX, Henrique Pousão é também um dos mais ilustres antigos alunos da universidade portuense, formado em Desenho Histórico, Arquitectura Civil, Escultura e Pintura Histórica na Academia Portuense de Belas-Artes, antecessora directa da actual Faculdade de Belas-Artes da UP.


In Diário Digital






Henrique César de Araújo Pousão , nasceu em Vila Viçosa, em 1 de Janeiro de 1859, filho do magistrado judicial Francisco Augusto Nunes Pousão e de D. Maria Teresa Alves de Araújo. Órfão de mãe com 3 anos, o pai volta a casar e Henrique fica a viver com o avô paterno. Depois da morte deste, dois anos depois, vai viver para Elvas, com o pai que aí fora colocado como Delegado do Procurador Régio, e aí faz a instrução primária, demonstrando grande inclinação para o desenho. Sendo o pai transferido para Barcelos, passa a residir nessa cidade e aí pinta a sua primeira aguarela “Paços dos Duques de Bragança”.



Daphnis e Chloé,1878




Em 1872, indo para o Porto para frequentar o atelier de um prestigiado pintor de flores, inscreve-se na Academia Portuense de Belas Artes. Aí frequenta as cadeiras de Desenho Histórico, Escultura, Arquitectura Civil, Anatomia artística, onde obtém excelentes notas e prémios escolares. Entretanto vai desenhando e pintando, além da produção académica, destacando-se nesse período um belíssimo auto –retrato de 1876, “Cesto de Camélias”, que obtém uma menção honrosa na Exposição Hortícola – Agrícola no Palácio de Cristal, no Porto, em 1877 e os retratos das três filhas do Conde Arrochela, amigo do pai.

Cesto de Camélias,1877

Em 1880 apresenta-se no concurso para pensionista do Estado que ganha, indo para Paris onde é admitido no atelier da Academia Especial de Belas Artes. No concurso de atelier é classificado em 1º lugar e entra para a Escola Nacional de Belas Artes. A conselho médico vai primeiro para Bourbole – les – Bains, pintando nos arredores algumas da suas mais importantes obras, em desenho e pintura e depois para Roma, onde se instala no Instituto de Santo António dos Portugueses. Aluga um atelier e inscreve-se no Círculo dos Artistas. Piorando o seu estado de saúde vai para Capri onde pinta diversas paisagens da ilha. Em 1883 volta a Roma, voltando ainda de novo a Capri e regressa a Portugal e vai para Vila Viçosa onde se aloja em casa do primo Manuel Matroco.

Casas Brancas de Capri, s/data



Em 1884 morre naquela vila vítima de tuberculose. Tinha apenas vinte e cinco anos.


Objecto de vários estudos, de reputados especialistas em Arte, portugueses e estrangeiros – de entre os quais José – Augusto França, Digo de Macedo, Abel Salazar, Giulio Carlo Argan e Raffaele Monti – de várias exposições e artigos em revistas da especialidade, a obra de Henrique Pousão chegou a motivar alguma polémica devido à divisão de opiniões entre Abel Salazar, que o considerou um pintor impressionista e Diogo de Macedo um pintor mediterânico, com intervenção também de José –Augusto França que, seguindo Macedo, diz que Pousão não era um impressionista, mas admitindo que o poderia ter sido, se não tivesse ido para Itália.
Na celebração dos 150 anos do nascimento do notável pintor estão previstas várias manifestações: exposições, conferências e concertos.

Biografia baseada em "Henrique Pousão", de António Rodrigues, Edições Inapa, 2004
Imagens da mesma obra


Retrato de Pescador, 1878