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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Bom dia !



Uma das primeiras bateristas profissionais, Viola Smith ( 1912-2020 ), faleceu dia 21 de Outubro de causas naturais. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Bom dia !





Fez ontem 427 anos que Carlo Gesualdo, príncipe de Venosa, matou no seu Palazzo San Severo, em Nápoles, a mulher e prima, Maria d'Avalos, e o amante desta, Fabrizio Carafa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em Bingen ...


... nas margens do Reno, terra onde viveu Hildegard de Bingen, andava ontem o nosso Filipe Nicolau. No mesmo dia em que em Roma o Papa Benedito XVI fazia da primeira compositora da História da Música Ocidental também Doutora da Igreja.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vivaldi sempre!



Com dedicatória à nossa ana, que foi quem lembrou a efeméride vivaldiana, aqui fica a Sinfonia da serenata La Senna Festeggiante, composta por Vivaldi sobre libreto de Domenico Lalli e dedicada a Luís XV, rei de França. Os intérpretes são os músicos do Concerto Italiano, dirigidos pelo Rinaldo Alessandrini.
O vídeo mostra belas paisagens das margens do Sena.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Esperando Morfeu

É o que vou ouvir agora, esperando que o grande Marin Marais consiga também adormecer o roi de la Fontaine Lumineuse... :)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que estou a ler - 1. a)

[ Retrato do compositor Charles-Valentin Alkan(1813-1888) ] (...) Durante o jantar, dissertámos sobre a felicidade e maldição a que estamos condenados: os livros são caros no acto da compra, não valem nada na revenda, assumem preços incomportáveis depois de esgotarem, são pesados, acumulam pó, sofrem com a humidade e os ratos, a partir de uma certa quantidade tornam-se quase impossíveis de transportar de uma casa para a outra, necessitam de uma classificação precisa para poderem ser utilizados e, sobretudo, devoram o espaço. (...) Até hoje, apenas a parede do quarto em que está encostada a cama é que permaneceu sempre livre, por razões que se prendem com um trauma antigo: a descoberta, há muito tempo, das circunstâncias da morte do compositor Charles-Valentin Alkan, a quem chamavam o "Berlioz do piano", morto em sua casa, a 30 de Março de 1888, esmagado pela própria biblioteca! Se cada corporação tem o seu santo mártir, Alkan, o pianista virtuoso que Liszt admirava e que herdou os alunos de Chopin quando este morreu, é certamente o santo mártir dos fanáticos por bibliotecas.
(...)

- Jacques Bonnet, in bibliotecas cheias de fantasmas, p.16-17. ( Sobre este livro, vd Aquisições recentes-17 )

sábado, 20 de novembro de 2010

Biografias, autobiografias e afins - 89

Uma biografia bem recente ( este mês ) do meu querido Offenbach pelo crítico musical e escritor francês Nicolas d' Estienne d' Orves numa edição da Actes Sud/Classica.
E ouçamos o biografado, rei das operetas, num dos seus trechos sublimes- a Barcarola dos Contos de Hoffmann:

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Brahms

Ler umas páginas de história musical por vezes faz-nos sorrir. Foi o que me aconteceu relativamente à Johannes Brahms (1833-1897), hoje compositor muito apreciado mas que no seu tempo estava longe de colher a unanimidade, dentro ( por oposição a Liszt e à "epidemia Wagner") e fora da sua Alemanha natal.
Brahms, que se considerava o herdeiro de Beethoven, era odiado por Tchaikovski que o considerava "um medíocre que acha que é um génio" e Saint-Saëns que dizia que a sua "música é pesada, o que não é o mesmo que dizer que é profunda". Nietzsche era mais brando, dizendo que "as obras de Brahms têm a melancolia da impotência".
Foi, na verdade, o século XX que fez a glória do "reaccionário" ( era um dos adjectivos que mais lhe era aplicado, e relativo à linguagem musical ) Brahms.
Eu não acho nada pesada esta Quinta Dança Húngara.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

No Dia Mundial da Música- 1

Na verdade, para mim o Dia Mundial da Música começou ontem, ao final da tarde, com mais um concerto da iniciativa Música na Biblioteca. Desta vez, e no átrio principal da Biblioteca Nacional, um recital de piano a cargo da norte-americana radicada entre nós, Nancy Lee Harper. Um final de tarde romântico, com Chopin e Schumann, neste ano de dupla celebração.
E uma das peças tocadas foi este belo Arabesque, opus 18, de Robert Schumann:



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Novidades - 117 : História Social da Ópera

Ora aqui está um livro, lançado em Novembro do ano passado, que vai mais além do habitual estudo da ópera como género musical. O autor, Daniel Snowman, analisa também as outras vertentes do fenómeno operático: política, social, cultural e financeira.
A tese central é que a ópera é, embora já tivesse sido mais, um dos principais palcos de representação do poder- argumento que tanto vale para as primeiras representações de Monteverdi na Corte dos Duques de Mântua como para a decisão de François Mitterand de construir a Ópera da Bastilha.
Um caso sintomático é a relação do poder napoleónico, tio e sobrinho, com a ópera: foi com récitas de ópera que Bonaparte apresentou aos parisienses a sua trophy-wife, Maria Luísa de Habsburgo, filha do Imperador da Áustria, e também da mesma forma foi celebrado o nascimento do Rei de Roma. E o custo financeiro era já na época significativo: manter a Ópera de Paris custava um milhão de francos por ano...
Napoleão III também deixou a sua marca, mandando construir aquele que é um dos mais sumptuosos teatros de ópera do mundo, o Palais Garnier, com custos financeiros e urbanísticos tremendos.
Passando a outras latitudes, são também analisados o caso Bayreuth, o teatro construído por Richard Wagner e que também serviu como representação de poderes de sinistra memória, os orçamentos milionários das óperas norte-americanas e a notável síntese ópera-arquitectura de um certo teatro de ópera australiano...

- The Gilded Stage: A SOCIAL HISTORY OF OPERA, Daniel Snowman, Atlantic Books, 482p, £40.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Em torno de Robert Schumann

A Saxónia iniciou as comemorações oficiais do bicentenário do nascimento de Robert Schumann. Em Zwickau, cidade natal do compositor, foi inaugurada uma exposição no Robert-Schumann-Haus no passado dia 1 de Janeiro, com vista a divulgar a obra editorial da família Schumann: August Schumann, pai de Robert, foi o primeiro editor de livros de bolso na Alemanha.

No mesmo espaço, seguiu-se o concerto de Ano Novo que contou com a presença do tenor russo Sergej Sanatorow que interpretou, em russo, Lieder de Robert Schumann e Sergej Rachmaninow. O programa do recital pretendia assim recordar uma viagem do casal Robert e Clara à Rússia no ano de 1844. A organização deste recital convidou Sanatorow, artista invisual, por ocasião do bicentenário do nascimento de Louis Braille (1809 – 1852), contemporâneo de Schumann.

As celebrações em Zwickau estender-se-ão ao longo de todo o ano. O mais célebre cidadão desta localidade será homenageado através de diversas iniciativas, entre elas, recitais de canto, concertos sinfónicos e de câmara, a representação da única ópera de Schumann (Genoveva), exposições e a realização de vários concursos musicais. Ponto alto das festividades será um concerto a 8 de Junho, data de nascimento de Robert Schumann, que ficará a cargo da Staatskapelle de Berlim sob a direcção de Daniel Barenboim que, em 2005, recebera o prémio Schumann desta cidade, destinado a galardoar individualidades da música clássica.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um livro para ... : Filipe Vieira Nicolau

Estas quase 1000 páginas dão realmente uma visão integral de um dos maiores génios musicais de todos os tempos, e que sei ser da predilecção do nosso Filipe Vieira Nicolau. É uma obra colectiva, dirigida por Bertrand Dermoncourt, e resiste a uma fácil classificação porque é simultaneamente um dicionário sobre Bach, mas também uma biografia, uma antologia de citações, um guia aos lugares onde João Sebastião viveu e naturalmente um guia discográfico onde são discutidas as melhores interpretações das obras.
Tout Bach, éd. Robert Laffont, Bouquins, 992p, €30.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Nikolaus Harnoncourt


Nikolaus Harnoncourt celebra hoje o seu 80º aniversário.

Nascido a 6 de Dezembro de 1929 (dia de S. Nicolau) em Berlim, Johann Nicolaus Conde de la Fontaine e d'Harnoncourt-Unverzagt viveu a sua infância e juventude em Graz (Áustria). Membro da Orquestra Sinfónica de Viena entre 1952 e 1969, cedo dedicou-se ao estudo e à divulgação do repertório musical renascentista e barroco. Em 1953, fundou, juntamente com sua esposa Alice, o conjunto Concentus Musicus de Viena que viria a interpretar um espólio de obras desde 1200 a 1800. Uma das ambições principais consistia na gravação de todas as cantatas de Bach - um projecto notável, concretizado ao longo de 20 anos.
Mas a versatilidade de Harnoncourt não se limita à música antiga e ao barroco. Como maestro, abrangeu o classicismo vienense e o romantismo, chegando à música do século XX. Dirigiu as grandes orquestras de renome internacionais, entre elas, o Concertgebouw de Amesterdão, a Chamber Orchestra of Europe e a Orquestra Sinfónica de Berlim.

Inúmeros são as condecorações e os prémios alcançados durante a sua carreira, tais como um Grammy para a interpretação da Paixão segundo S. Mateus de Bach em 2001.

Da produção das Bodas de Figaro de Mozart do Festival de Salzburgo de 2006, já considerada como referência no universo operático, segue a inesgotável ária do Cherubino, na brilhante voz de Christine Schäfer. Harnoncourt dirige a Orquestra Filarmónica de Viena e um elenco imbátivel, composto por Ildebrando d'Arcangelo, Anna Netrebko e Dorothea Röschmann.