Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta João Gaspar Simões (1903-1987). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Gaspar Simões (1903-1987). Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Leitura de Férias - João Gaspar Simões

Café Santa Cruz, Coimbra

As leituras de férias estão a chegar ao fim. 
Terminei-as com o segundo livro que li de João Gaspar Simões: Internato. É um livro inquietante que revela o ambiente num colégio, uma micro-sociedade onde o bem e o mal estão presentes e a construção da ética se consolida. Crescer durante o Estado Novo não era fácil, os ambientes de internato eram muito fechados, de cariz religioso  e, em geral,  para uma classe média/alta. Hoje, também não é fácil crescer mas os ambientes são mais suaves.


(...) a vida no colégio era agora menos dura para ele. Conceição não se cansava de lhe emprestar livros, e Ramiro a todos lia, surpreso e deslumbrado. Descobrira entretanto, numa história da literatura que ele lhe emprestara, uma antologia de poetas portugueses. E isso fora outro deslumbramento.

João Gaspar Simões, Internato. Porto: Editorial Ibérica, 1946, p. 331. (1ª edição). capa de Júlio Pomar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entre os livros e a música

Hoje visitei as minhas amigas Cláudia e Alexandra Ribeiro. Passei o dia entre os livros e a música.  Visitei a Confeitaria Serrana focada no Prosimetron por MR e é para MR que deixo:

 As flores da confeitaria Serrana. 


No mundo da Cláudia e da Alexandra Ribeiro, a Livraria Lumière.
MR,
 Sorri quando soube que podia tê-la encontrado. :)

Vim mais rica do Porto com vários livros: Semana Santa (1891), da Biblioteca do Povo; Internato (1ª edição, 1946) de João Gaspar Simões;  O Homem como Fim (1964) de Alberto Moravia; Seis Annos na Índia (1876)de Carlos Pinto d' Almeida; trouxe mais uns livros que descreverei oportunamente e, finalmente, uma surpresa: Arte Tempo (ensaio, sd.) de Vergílio Ferreira. Obrigada, Cláudia.


A Casa da Música do arquiteto Rem Koolhaas. Sala dos azulejos (réplicas da Viúva Lamego) com vista para a Boa Vista. 

A Casa da Música, uma preciosidade. Uma das perspetivas, quanto a mim, das mais bonitas pois o poliedro rasga os céus e contrasta com o casario tradicional. 


Retomo aqui uma questão que me pus há quarenta anos, ou seja quando a reflexão me era particularmente um modo de me entender. Que relação há entre o "belo" - perguntava-me eu - e aquilo de que ele é no tempo uma expressão?

Vergílio Ferreira, Arte Tempo, edições rolim, p.9 (direcção da colecção Eduardo Prado Coelho)