RG Livreiros, 2018
Estou, finalmente, a ler este livro com pequenas histórias memorialísticas de Maria João Falcão, passadas na sua Portalegre natal. Fala de livros que também li na infância ou juventude (Dickens, Hector Malot, Salgari), de bichos-da-seda comprados a um sapateiro (eu comprava-os, quando não mos davam, assim como as folhas de amoreira no Mercado de Alvalade), de como as miúdas faziam amigas na escola, perguntando «Queres ser minha amiga?» (também perguntávamos «Queres brincar comigo?», que podia representar o início de uma amizade duradoura), e outras histórias em que também revi a minha infância citadina.´Pelo menos a história que dá título ao livro já a tinha lido no blogue
O Falcão de Jade.
Tive estes dois livros nestas duas coleções.
«À noite, em casa, no calor da salinha, debaixo do candeeiro com pendentes de vidrinhos, que pareciam talactites verdes, em vez de fazer os trabahos de casa, preferia ler. Tinha um livrinho de Dickens, ou outro que calhasse, e abria-os de vez em quando. David Copperfield, - ou Sem família e Em família, de Hector Malot - faziam-me chorar» (p.56)
Eram umas desgraças tais que era só chorar... Mas estes livros formam uma pessoa.
Eu punha o livro que estava a ler debaixo do livro de estudo e de vez em quando era apanhada. Já me conheciam as manhas.
Obrigada, Isabel!