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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Arquiduque Alexis-Christian Von Rätselhaft und Gribskov


Na revista SIBILA - Artes e Letras, 1 (Maio, 1961), publicada em Castelo Branco e tendo como organizador Liberto Cruz e como secretário José Correia Tavares, aparece, no índice, um artigo com o título: "Fragmentos de «Diário»" tendo como autor Alexis-Christian Von Rätselhaft und Gribskov (trad. de M. S. Lourenço). E, efectivamente, nas páginas 27 a 29 lá aparece o dito "Fragmento do «Diário»" antecedido por uma nota assinada M. S. L. (ou seja nota do tradutor das páginas do 'Diário' publicadas. Transcrevemos essa nota:

Arquiduque Alexis-Christian Von Rätselhaft und Gribskov
Notícia Bio-Bibliográfica

Os problemas bio-bibliográficos respeitantes à figura do Grão-Príncipe do Saxe estão longe de estar resolvidos e não vamos fazer aqui eco dessas discussões.
Nasceu provàvelmente em Dresden, na Prússia Oriental. Era filho de Lucrecia Panciatichi e dum Cardeal Romano, legati em Dresden. Era, pois, filho natural da Arquiduqueza. Mas conseguiu subir ao trono do Principado e foi um dos maiores inimigos do Imperador.
Sabemos que a certa altura deixa a Alemanha e está indeferentemente em Áustria, Florença (que alguns julgaram ser a sua cidade natal), Bélgica e Dinamarca, onde se julga que tenha morrido, em Jörgensen.
A obra literária foi descoberta no século XIX e não se pode ainda fazer uma ideia da produção global do Arquiduque. Acresce a isto o facto de que os arquivos da casa de Gribskov têm tido uma singular fortuna.
O Arquiduque Alexis-Christian Von Rätselhaft und Gribskov escrevia indiferentemente em alemão e dinamarquês, o que era corrente na época entre os escritores de língua alemã.
Aparecerá brevemente em português uma tradução nossa das «Odes». A seguir damos um passo de «Diário» (parte alemã) numa tradução que pretendemos que seja fiel apenas ao espírito.
M. S. L.
[...]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Como era para continuar o desafio

O Desafio era para continuar perguntando de quem era este texto?

"Um dia no espírito de Saul abriu-se uma grande zona obscura e concebeu o propósito de aniquilar David. Ordenou que David fosse para a guerra, à frente de um pequeno exército contra um inimigo muito difícil. Mas David voltou vitorioso e Saul desesperou. Ordenou-lhe ainda que combatesse no mar num dia de perigosa tempestade. E David voltou tendo abatido o inimigo. Saul, possuido já de uma grande tristeza, pagou a uma escolta para assassinar David enquanto este dormia. Mas como nessa altura David já tinha conseguido o seu leve entendimento com o Divino, uma vez mais abateu a escolta assassina. Por fim, Saul procurou-o e levantou a lança para o ferir. David parou o golpe e montando no seu cavalo mergulhou o seu corpo num rio.
Durante muito tempo não mais se viram, e Saul não deixou de desejar intensamente a morte de David. Erraram por sítios diversos do mundo, Saul com o seu desespero, David com o Sopro da Poesia.
"

A resposta fica já dada, com o nome completo do seu autor:
Arquiduque Alexis-Christian Von Rätselhaft und Gribskov, Grão-Príncipe do Saxe (tradução de M. S. Lourenço)
Doge, Lisboa: Livraria Morais Editora, 1962, p. 82-83.

Mais uma achega biográfica...


http://www.digitalapoptosis.com/archives/germany/Dresden4.jpg

Já que Alexis Von Gribskov nasceu, possivelmente, em Dresden, talvez tenha despontado neste Palácio Real... Filho de uma arquiduquesa...
Jad, aguardo novos desenvolvimentos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

as borboletas pousam

as
mmmm
mborboletas
mmmm
mmpousam
mmmm
mmmm
mmmmorton
mmmera
mmmmum homem
mmmde muitas
mmmmsombras
mmmmas
mmcom lenin
ma esquerda
mmmm&
mmmnietzche
mmmmmno
mmmmeio
mmmmao
mmmcentro
mmm
mmm
mmm
mmmm a
mmmsua mãe
mmmmmsentia-se
mmmm1
mmmmmolho
mmmmde anões
mmm
mmm
mmmmassim
mmquando a sua vida
mmmmficou
mmmmgrávida
mmmmbrocou-a
mmmmcom a sua mão
mmmesquerda
mmm
mmm
mmm
mmm
mmmmma
mmmmsua mão esquerda
mmmmmera
mmmmmde
mmmmmaço
mmm
mmm
mmmmmescondia-se
mmmmao
mmmmmpassear
mmm
mmm
mmmmnos
mmmolhos
mmmolhos
mmmmmcresciam-lhe
mmmmmchicotes
[...]

M. S. Lourenço
In: Pássaro paradípsico. Lisboa: Perpsectivas & Realidades, 1979, p. 46-49

M. S. Lourenço

Morreu sábado, num hospital de Lisboa, o poeta, ensaísta e professor Manuel dos Santos Lourenço, que assinava M. S. Lourenço. Poeta revelado nos anos 60, foi nessa qualidade incluído na Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa. O seu ensaísmo e a sua poesia incidem frequentemente nas afinidades entre poesia e música e ainda nas relações com a Lógica Formal.
Era pai de Frederico Lourenço, romancista e helenista.

os
mcravos
mmmentram
mmem
mmmmm
mtranse

(In: Pássaro paradípsico. Lisboa: Perspectivas & Realidades, 1979, p. 71)