John Ford viu A Grande Ilusão de Jean Renoir, tendo afirmado ser «uma das melhores coisas que alguma vez vi». Em 1938, tentou convencer Zanuck a fazer um remake do filme, mas não conseguiu. Então começou «a fazer fora do ecrã aquilo que não lhe era permitido fazer nos filmes e subiu ao palco do Shrine Auditorium em Los Angeles», para falar pela primeira vez sobre o que se passava na Europa e nos próprios Estados Unidos.
John Ford era um irlandês, descrevendo-se como «um democrata socialista convicto - sempre de esquerda», não apreciando tiranetes como o congressista Dies, um dos inspiradores da Lista Negra.
(Transcrições retiradas do livro de Mark Harris - Os cinco magníficos de Hollywood. Lisboa: Edições 70, 2018, p.36)


