Lisboa: Vega, 2018
Para mim, Mary Shelley só tinha escrito Frankenstein, obra que não aprecio muito, devido ao tema. Foi uma grande surpresa quando soube desta história que a escritora escreveu para Laurette, filha do casal Mason, amigos dos pais de Mary Shelley e dela própria.
Sabia-se pelo diário de Mary Shelley que ela tinha redigido esta história em 1820, mas pensava-se que o texto estava perdido.
Mary e Percy Shelley estão em Pisa em 1919 onde conhecem esta família, com a qual tinham muitas ideias em comum. Voltam no ano seguinte àquela cidade italiana e é nessa altura que Mary redige Maurice, uma história muito humana, para a sua amiga Laurette.
Em 1997, Cristina Dazzi, casada com um trineto de Nerina, irmã de Laurette, encontra o manuscrito «numa caixa, com outros objetos da família, guardada na biblioteca da Casa Cini, em San Marcello (Itália)». (p. 6)
O livro é traduzido por Rogério Miguel Puga que assina também um excelente prefácio sobre a obra e seu enquadramento.