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domingo, 10 de agosto de 2008

Feliz Natal!


Hoje tive um excelente brunch de Natal.

Passei o fim-de-semana com amigos em Melbourne e como parte das festividades eles fizeram um brunch de Natal, com decorações a rigor, Judy Garland a cantar "Have Yourself a Merry Little Christmas", tartes de ricota e mil outros ingredientes que nem me atreveria a descrever, biscoitos, scones, árvore, "Miracle on 34th Street", breakfast tortillas, Mimosas, "It's a Wonderful Life", champanhe, Bing Crosby a cantar "White Christmas", meias penduradas na chaminé... e 5º lá fora. Os comes e bebes foram sensacionais, com a maestria do chef Ryan a ocupar-lhe grande parte do dia e da noite de ontem e da madrugada de hoje, e com resultados gabados por todos.

Deste lado do mundo vive-se o ambiente dos Natais do hemisfério norte -- e os estrangeiros residentes aculturam-se trazendo o Natal para os momentos mais adequados. Este ano já vou na minha segunda festa de Natal! A primeira foi bávara, em Sydney, no mês passado. Desta feita, foi um mote Sulista norte-americano, com um alegre grupo de norte-americanos, ingleses, australianos ... e um português.


Ho! Ho! Ho!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Melodias da Broadway: Wicked (Melbourne)


Acabei de ver "Wicked", o musical. Trata-se de uma "prequela" ao "Feiticeiro de Oz", relatando a história oculta do que se passava em Oz antes de Dorothy aterrar e do famoso "I think we're not in Kansas, anymore"; de uma forma surpreendente e contra-intuitiva, conhecem-se a Fada Boa e a Bruxa Malvada do Oeste, as suas motivações e os seus sonhos, com a panóplia de referências a desfilar com interpretações perfeitamente diversas das que recordamos do filme de 1939 (o Homem de Lata, os sapatinhos de rubi, o Espantalho, a Bruxa do Leste, os Munchkins, o Feiticeiro, o Leão Medroso, os campos de papoilas, o Castelo, os macacos voadores, a vassoura... nada escapa a esta nova lente).
O musical é da autoria de Stephen Schwartz, tendo estreado originalmente na Broadway em 2003 (onde ainda está em cena - aliás, onde estreou nunca fechou as suas portas). A produção de Melbourne conta com valores superiores de encenação e duas cantoras principais (Amanda Harrison e Lucy Durack) de primeira água. O musical está em cena no Regent Theatre, em Collins Street, apresentando-se esta engalanada com as árvores iluminadas de verde e os candeeiros em volta também em tons da Cidade Esmeralda; na criação de ambiente, o foyer serve "Ozmopolitans" verdes e à saída, um cartaz avisa os espectadores que estão a sair de Oz e a entrar no mundo real...

Philip Glass - Book of Longing (15-17 Outubro, Melbourne)


Philip Glass estará em Melbourne para três concertos a 15, 16 e 17 de Outubro. Irá interpretar a nova composição de baladas "Book of Longing", inspiradas pelo livro do mesmo nome de Leonard Cohen. O concerto será ilustrado com imagens desenhadas por Cohen.

Melbourne Art Fair - 30 de Julho a 3 de Agosto

Abre hoje a bienal Melbourne Art Fair, uma das principais exposições de arte visual contemporânea da Ásia-Pacífico. Este ano, reúne cerca de 80 galerias de todos os territórios australianos e ainda de Auckland, Wellington, Beijing, Dublin, Frankfurt, Hong Kong, Kuala Lumpur, Lucerne, New Delhi, Osaka e Seoul. A exposição decorre no Royal Exhibition Building até dia 3 de Agosto.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Art Deco 1910-1939

Entrada do Hotel Strand, em Londres


A National Gallery of Victoria, em Melbourne, tem em exposição "Art Deco 1910-1939", d'après a colecção de e exposição organizada pelo Victoria & Albert Museum de Londres, já referenciado pelo Filipe Vieira Nicolau.


Sob o mote "True Glamour Never Fades", a exposição aborda o crescimento embriónico do movimento durante a Grande Guerra e a consagração na Expo de Paris de 1925, que recebeu 16 milhões de visitantes (para referência, a Expo'98 teve 11 milhões). Fazendo uma viagem pelos estilos inspiradores da Art Deco e abordando a arquitectura, os automóveis, a pintura, a escultura, a moda, a joalharia, o cinema, o mobiliário, a decoração de interiores, os utensílios domésticos, a exposição faz um mostruário notável dos roaring 20s e da reacção à Grande Depressão, por todo o mundo, de Nova Iorque a Berlim e a Xangai e, necessariamente, a Melbourne e Sydney. Um dos temas omnipresentes é o escapismo de uma Grande Depressão para um mundo de fantasia e beleza de linhas geométricas e ordeiras, com luzes diáfanas e padrões de mundos esquecidos (e.g., o Antigo Egipto, a civilização Maia).

O mais maravilhoso da exposição é como cativa o visitante a reentrar nesse mundo de glamour e a reconhecer referências quotidianas como sendo "Art Deco". Das fotografias de Man Ray a arranha-céus como o Empire State Building ou ao Bund em Xangai, do "Grand Hotel" da Garbo aos desenhos de Frank Lloyd Wright, do jazz e da música de Cole Porter aos números de Busby Berkeley em "42nd Street", dos grandes navios transoceânicos aos quadros de Tamara de Lempicka, é muito fácil deixarmo-nos levar pelo mote da exposição. Existe uma secção exclusivamente dedicada à Art Deco na Austrália, que convida à descoberta pela cidade dos (muitos) exemplos arquitectónicos existentes.

O catálogo é muito bem conseguido, bem como um CD que captura os essenciais da música da época, desde Cab Calloway no "Cotton Club" a Fred Astaire em "Top Hat". A exposição está aberta ao público até 5 de Outubro.