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terça-feira, 26 de maio de 2026

Parabéns, APS!

Mestre de Vyssi Brod (sécs. XIII-XIX) - Cristo no Monte das Oliveiras (pormenor).
Galeria Nacional de Praga

Desejo-lhe um dia muito feliz.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pássaros/Aves e a Arte 7, Pablo Picasso e Paul Klee!

Para dar continuidade à rúbrica iniciada há uns tempos, escolhi, desta vez, dois pintores contemporâneos:
Pablo Picasso (1881-1973) , Menina com Pomba

National Gallery, Londres
Paul Klee (1879-1740, Forest and Bird

terça-feira, 21 de abril de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte 6.

Jonathan Elphick. (John James Audubon), Uma ilustração do escarlate de ibis por Audubon de 1837, dos “pássaros: A arte do Ornithology”

Van Gogh, Seara com corvos, 1890



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte 5.

Gosto muito deste quadro de Andrea Mantegna por causa da visão do Céu azul , dos anjos (putti), das mulheres que nos espreitam e do pavão que nos avalia através do óculo.

Andrea Mantegna (1431-1506), Camera degli Sposi, The Oculus
Fresco 270 cm diameter Palazzo Ducale, Mântua

Frans Snyders (1579 - 1657), Concert of Bird's

Collection of Sir Robert Walpole, Houghton Hall

Frans Snyders (1579 - 1657), Concert of Bird's

Collection of Sir Robert Walpole, Houghton Hall

Frans Snyders (1579 - 1657), ou Snijders, foi um pintor Flamengo que pintou animais, flores, frutos, cenas do quotidiano ligadas à cozinha... Estudou com Peter Brueghel, o Novo, em 1593. Nasceu e morreu em Antuérpia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte 4.

Hoje apresento as pinturas do Palácio de Sintra. Adoro esta cidade, desde a minha adolescência que reservo um dia, nas férias, para passear pelas quintas e para visitar a Periquita, onde saboreio os travesseiros e as queijadas.
Os pássaros fazem parte do Palácio e decoram com simbolismo duas salas: a Sala das Pegas e a Sala dos Cisnes ou Infantes.

Palácio de Sintra, Sala das Pegas
Na Sala de Pegas, antiga sala das Audiências Régias, a pega que agarra uma rosa tem pendente no bico uma tarja, onde se lê:
“Por bem."
Palácio de Sintra, Sala dos Cisnes ou Sala dos Infantes


No piso superior do Palácio encontra-se a “Sala dos Infantes” ou “dos Cisnes”, outra obra Joanina (D. João I) mandada construir para o monarca recordar a filha Isabel, duquesa de Borgonha. O tecto é formado por 27 caixotões octogonais (exceptuando os quatro de canto), emoldurados por talha predominantemente dourada; dentro de cada caixotão está pintado um cisne com uma gargantilha de ouro com campainhas, variando as atitudes de painel para painel, sem que se encontrem dois idênticos.
Não acham uma beleza?
Só não compreendo a diferença entre as duas salas: o pintor da Sala das Pegas parece menos "artista" do que o da Sala dos Cisnes. A diferença leva a crer que as pinturas foram realizadas em reinados diferentes mas, D. Isabel, Duquesa de Borgonha, foi efectivamente filha de D. João I o que coloca a pintura das salas no seu reinado. Sei que D.Pedro II mandou renovar as pinturas dos tectos. Não tenho dados sobre os pintores, alguém sabe?

sábado, 4 de abril de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte 3.

Os Pássaros e a Arte na Idade Média e início da Modernidade: a iluminura!
Livro das Aves, atribuido a Hugo de Folieto, códice em pergaminho, manuscrito datadode 1138 do Mosteiro de Lorvão
A pomba e o falcão, símbolos da vida comtemplativa e da vida activa.

Livro de Horas de D. Manuel, colecção presenças da imagem, Crédito Predial Português e Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Edição sob os auspícios do Comissariado para a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento, Conselho da Europa, Lisboa, 1983

Foi decorado em parte por António de Holanda, entre c. 1517 e c. 1538. Possui 303 folhas em pergaminho e 58 iluminuras de página inteira. Está preservado no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Opus Magnum: A Matriz, Hyeronimus Reussner, Pandora, Basileia, 1582

A veneração de Sophia como noiva mística dos filósofos ou "senhora do mundo interior", cruza-se muitas vezes com o culto da água.
(Alquimia & Misticismo, Alemanha: Taschen, 2005, p. 155)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte.2

Museu Nacional de Arqueologia de Atenas,
Jarro com um pássaro, período arcaico 750 a.C. (?)
Fresco de Pompeia, século I d.C., Parte superior do templo de Ísis, Pompeia;
75x67 cm Este fresco apresenta dois pavões empoleirados
Mosaico romano, pássaro que come bagas numa árvore.
Colocado na basílica patriarcal de Aquilea há 1700 anos sob os auspícios do imperador Theodosius.

terça-feira, 31 de março de 2009

Os Pássaros/Aves e a Arte.

Santuário da Rainha Hatchepsut: a “Capela Vermelha”, em Deir el-Bahari, Império Novo, Tebas Ocidental, Alto Egipto
Imagem digitalizada do livro*
Os Pássaros e a Arte.

Resolvi colocar uma rúbrica sobre “Os Pássaros e a Arte” ( sem passarões). Nunca tinha olhado para este pormenor artístico de forma que vou enriquecer.
Para a iniciar começo com Nekhbet, a deusa-abutre da cidade de Nekhbet, actual El-Kab, no Alto Egipto. Era a deusa tutelar do Sul.
Nekhbet tinha a seu cargo proteger o Faraó “Rei das duas terras”. É representada como abutre de asas abertas, como se pode ver na imagem. Usa a coroa branca do Sul, às vezes ladeada por duas plumas altas, e segura nas garras o signo chen. Este signo em forma de cartela redonda simboliza “o que o sol rodeia no seu percurso”, ou seja, o universo. Às vezes, aparece sob a forma de abutre em repouso, pousado ao lado da cobra Uadjit (a cobra de Buto, evoca o Norte).
Esta deusa assegura também a protecção das soberanas pelo que aparece nas coroas e jóias femininas.
O culto de Nekhbet desenvolve-se a partir da XVIII dinastia. A deusa torna-se protectora dos nascimentos, este papel, decorre, provavelmente, da função de protectora de Hórus na “Lenda de Osíris”. Os gregos assimilaram-na com esta função e deram-lhe o nome de Eileithyia (Ilithye) e rebaptizaram o nome da cidade de Nekhbe, Eileithyiaspolis.*

A imagem do fresco que representa Nekhebet pertence ao segundo terraço de Karnak•, Templo de Amon-Ré, onde se situava o Santuário da Rainha Hatchepsut: a “Capela Vermelha”, em Deir el-Bahari, Império Novo, Tebas Ocidental, Alto Egipto. Pode observar-se ainda na parte superior da parede da Capela a cobra Uadjit do Baixo Egipto.
A capela foi construído em arenito silicificado vermelho daí o seu nome.
A simbologia egípcia foi absorvida pelos gregos e romanos e chegou até aos nossos dias.

*In Aude Gros de Beler, A Mitologia Egípcia, Lisboa: Centralivros, Lda, 2001, p. 66-67, Bib. p 131-132.
•Regine Schulz e Mathias Seidel, Egipto, O mundo dos faraós, Colónia: Könemann Verlagsellschaft, 1997, p. 153-158.